[SOS Cast 18] A Origem

Quando a mente se transforma no novo campo exploratório da Ficção Científica, homens criativos surgem com suas idéias para maravilhar as platéias modernas. Christopher Nolan brinca com o público, cria seus labirintos visuais e conceituais em A Origem (Inception), um filme cheio de pegadinhas, responsável por muitas discussões e representante atual do cinema autoral ainda resistindo em Hollywood. Para debater essas influências, Fábio M. Barreto, Wikerson Landim e Marcelo Salgado se reúnem com o convidado mais que especial James Cameron e analisam as facetas desse longa-metragem.

E um aviso: está REPLETO DE SPOILERS!

Participe desse debate com sua teoria, compreensão e análises sobre um dos filmes mais falados do ano e responda às perguntas da equipe para tentarmos desvendar a verdade por trás dos sonhos e medos de Cobb e seus amigos.

ERRATA: ao final do cast, solto minha teoria sobre a conclusão de A Origem. Seja qual foi o motivo, troquei as bolas, então aí vai um pequeno ajuste. Toda vez em que falo “Com Aliança”, leia-se “Sem Aliança”. Ou seja, Real = sem aliança / Sonho = com aliança. A teoria é a mesma, só é preciso inverter esses valores.
Peço desculpas pela confusão.

LINKS RELACIONADOS
Análise: A Origem, por Fábio M. Barreto
Crítica: A Origem, por Marcelo Salgado

Preste atenção nesse vídeo! Siga as instruções!

Duração: 1h14min

EDIÇÃO:
Marcelo Salgado

IMAGENS:
Marcus Roberto

SUGESTÕES, CRÍTICAS, RECLAMAÇÕES, TEORIAS CONSPIRATÓRIAS E OPINIÕES SOBRE O PIÃO
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Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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103 comentários sobre “[SOS Cast 18] A Origem

    1. Entende pq falamos sobre comprar o filme na saída do cinema, Valdo? 🙂

      Pode se erro, pode ser sonho, posso estar errado! 🙂

      Entretanto, pensando no que você disse: será que, de algum modo, nao existe uma “ordem de cenas” correta para ser assistido? Aí poderia estar a tal não-linearidade, da qual não acredito.
      Confesso que não reparei na aliança no trem. Estava tentando procurar outros elementos.

  1. Não entendo pq o Fabio ofende tanto o publico. A todo momento chama o publico de burro. Depois ficou dizendo que o q os outros acham não vale a pena. Chama a critica de burra. Parece que tem a sindrome do pau pequeno e fica ofendendo os paus grandes.

    E é capaz de nem publicar esse comentario, ja que parece que não se pode discordar ou se irritar com os comentarios do dono do site. Devia ver o Nerdcast e o Rapaduracast que deixam os ouvintes se expressarem.

    Fala tanto de coerencia, e tu se comporta como o mais incoerente.

      1. Certíssimo, Wagner.

        Mas, pelo jeito, o Borges não tem muito o que argumentar. Já que veio aqui, reclamou e não continuou para o debate.
        Mas tem o famoso “se a carapuça serviu”. Cada um entende as coisas do modo como quer. Tudo que falo tem um objetivo, seja provocar ou tirar as pessoas da zona de conforto. Não sou de ofender, mas aí é interpretaçào pessoal.

        abs,
        Fábio

  2. Eu estava bastante ansiosa para ouvir esse cast, porque eu achei o filme bastante interessante. Eu sou uma das pessoas que viu o filme mais de uma vez, mas porque fui assistir em inglês com legenda em japonês no cinema. E se você tendo todas as informações em sua língua padrão já é bastante complexa devido ao número de informações, imagine em uma língua que você não domina. Por outro lado, isso me faz prestar atenção a outros detalhes.

    Nolan criou um filme com várias camadas, que não são as camadas dos sonhos. Vocês falaram de 3 possíveis interpretações,então eu apresento mais uma. O filme começa com a conversa do Cobb com um senhor de idade, dizendo já ter visto aquele objeto a muito tempo atrás, depois entramos no filme. Para mim, a chave do filme todo está naquele ponto. Teoricamente aquela pessoa é o Saito. Mas essa é a visão dele mesmo muito mais velho. O encontro é com ele mesmo e com toda a história por ele criada. Pra mim, tudo que acontece desde o início do filme, é um sonho do Cobb. A realidade só realmente aparece quando ele acorda no avião. Perceba que depois que ele sai do avião, ele não conversa com nenhum dos envolvidos e apenas com seu pai que o espera no aeroporto como se tudo aquilo fosse normal. Como alguém que sai de um sonho e estranha aquele mundo real, e sonha com aquelas pessoas que ele viu sem qualquer sentido.

    Por esta visão, tudo que aconteceu no filme tem relação com ele mesmo. Quando ele conta a história da Miles, é ele perdido no próprio sonho, ele que escondeu o próprio totem, é ele tentando encontrar a si mesmo. Ele perdendo seu totem, sua noção do real. E passou “anos” naquele subconsciente, como um sonho que parece não ter fim. A Miles é seu subconsciente, dizendo: você acha que isso tudo é real? você acha que é grande espião de sonhos?Acorde. Mas só quando ele encontra a sí mesmo e seu eu mais velho gira o pião e fala todas aquelas coisas que ele mesmo disse ao Saito, que ele se dá conta que tudo foi criação da sua mente, e ele convence a sí mesmo que precisa acordar: Quando ele diz: “Volte pra mim”. Quando o Saito se mata, é ele que acorda. Pra corroborar a minha idéia, eles criaram uma maquiagem tão pesada ao Saito a ponto de perder a noção da feição do Saito. quando eles começam a conversar, suas palavras se completam, e ele fica perplexo como tudo aquilo lhe é tão familiar. E ele se dá conta que tudo aquilo é sonho, ele começa a se dizer aquilo. Este é o seu “kick”. “Volte, somente assim poderemos ser nós mesmos novamente”, como só assim todas as partes de seu subconsciente poderiam se juntar e assim ele poderia realmente acordar. O olhar do Di Caprio, é um olhar pra dentro, aquele movimento da cabeça é o reconhecimento de que aquilo tudo não é normal.

    A partir daí você pode deduzir a real vida de Cobb, será que ele realmente perdeu sua esposa, será que ele teve saudades dos filhos? Quais os motivos que o fizeram ter um sonho tão complexo?

    O totem, a máquina, o tempo é tudo um truque da mente baseada nas coisas que foram pescadas pelo seu subconsciente. Ele girar o pião, é como eu tentando ver se as prateleiras balançam assim como no sonho. E quando ele consegue rever seus filhos, isso deixa de ter importância. Faz sentido?

    Sim, ainda verei mais uma vez o filme para dar atenção ao anel, realmente essa não é parte que eu prestei atenção.

    Outra coisa que eu havia esquecido, essas construções são total M.C. Escher, que eu não ví ser citado. A questão da arquitetura, do paradoxo, dos espelhos, e da cidade com vários ângulos gravitacionais. É com certeza parte da inspiração e um dos meus artistas favoritos.

    Ou pode ser apenas um filme de espião, algo que eu custo a acreditar.

    1. Talvez, talvez fosse legal um filme com a mesma máquina para invadir sonhos, num período histórico semelhante ao do filme, em que isso é uma prática comum, quase corriqueira. Mas o filme deveria ter outra trama, outros personagens, outro argumento e nenhuma referência ao filme atual.

      Agora, CONTINUAR Inception, isso, sim, seria o fim da picada.

      1. Um filme de Inception como continuação teria que deixar suas interpretações tão em xeque quanto o primeiro. Mas eu acho bastante arriscado. Mas acho que nem existe planos para isso. só falei porque sempre que um filme assim faz sucesso, todos começam a pensar em uma continuação, como em Matrix. Mas nem é o caso.

      1. Eu gosto muito dessa interpretação.

        Se começar a pensar que todos os personagens são criações da mente do Cobb, você vê o professor o chamando de volta a realidade. Duas histórias similares acontecendo ao mesmo tempo, a morte da esposa, a morte do velho, o Cobb se resolvendo com a esposa, e o Fitcher se resolvendo com o pai…. como disseram no cast, o Nolan é o mestre da metalinguagem…

      2. Aliás, eu acho interessante poder ver o filme de maneiras diferentes, poder ver como um filme de Sci-Fi, com espiões, tecnologia, bem arquitetado ou ver como um filme psicológico voltado ao funcionamento da mente humana.

        Eu que gosto de tentar entender os meus sonhos, e vivo tentando dar sentido a eles, isto é um prato cheio.

  3. Dentre tantas referências que vi no filme uma me chamou a atenção: No nível da neve, que era o sonho do espantalho se não me engano, tive a impressão que ele jogou demais o 007 Golden eye do Nintendo 64 . Como parece com a fase da neve!!!!

    Eu tenho uma espécie de totem que me ajuda a saber se estou sonhando: Eu tento voar. Se eu conseguir, é porque estou no sonho. Tento levitar na verdade. E devo confessar que já fiz isso quando acordado de vez em quando, só pra conferir.

    Abraço!

  4. :::::SPOILER:::::
    btw, vi Inception 3x no cinema, por enquanto, e na segunda fui particularmente focado em observar a aliança. Na última cena, ao contrário do defendido no cast, ele está SEM aliança, assim como no avião, no desembarque e ao cumprimentar o Michael Caine.

    Mas vou ver de novo anyway… e te digo se eu estava errado. 🙂

  5. Bem…
    Ganhei um par de ingressos para assistir um filme aqui no SOS Hollywood, mas dentre as 3 opções que me pediram pra escolher não estava Inception! Logo, tratei de dar aquela chorada para o Wikerson Landin e ele encontrou (provavelmente no seu baú de ingressos…rsrs) os ingressos para esse genial filme do Nolan, cujo qual assisti hoje e… fiquei sem palavras…mesmo!

    Obrigado a todos os envolvidos nesse site que me fizeram sair da inércia da má sorte e entrar no mundo de Inception!
    Um filme que mexeu muito comigo por parecer bastante com uma história q escrevo a algum tempo… na verdade, bem parecida… perae! Eu acho q invadiram a minha mente e roubaram minha idéia! DAMMIT!

    Valeu Barretão e Wikerson!!
    Até!

  6. A aliança ser o verdadeiro totem do Dom é uma boa Barretão, mas após ouvir o programa de vocês e considerando que Nolan poderia também querer botar uma ideia na cabeça do público creio que o totem cai, mas é um sonho, pois o totem cair quando não ser um sonho, é a ideia que Nolan botou na cabeça do público, e visto que o público acompanha o ponto de vista do protagonista, o totem seria a ideia posta por Mal na cabeça de Dom, e aí, poderiamos até considerar que quem estava acordada realmente era a Mal, mas aí seria uma forma de ignorar o pequeno arco dos outros personagens, e eu não gostaria, pois tiraria toda a graça do filme considerando que todos os acontecimentos fossem fruto da imaginação de Dom.

    Outra razão para eu achar que o Dom ainda estava no mundo dos sonhos, foi que ele morreu afogado naquele carro enquanto estava sonhando, então dessa forma ele foi para o limbo, algo que segundo o filme dura 10 anos. Quando ele acorda é como se simplesmente tivesse acordado de um simples sonho, imune aos efeitos do limbo, período repito de 10 anos. Então não faz sentido ele acordar no avião exatamente como os outros que não passaram pelo mesmo que Dom, e por fim o encontro com os filhos, seria um sonho, que ele passando pelo limbo chegaria ao chamado paraíso a quinta camada de sonho, onde ele tem finalmente o encontro com seus filhos, e o totem como já disse seria apenas uma ideia posta na cabeça de Dom e do público.

    Valeu Barretão e cia.

    1. Mas lembre-se, amigo Queiroz, que para ele acordar de um sonho é preciso um chute ou morrer. Com certeza após a conversa no limbo, ambos atiram em suas cabeças, fazendo com que acordem embaixo d’água e em seguida morrem, fazendo com que acordem do sonho. Perceba que ambos acordam ligeiramente desorientados.

      Agora, sobre os totens: eu estive pensando e será que o verdadeiro totem do Cobb não são os filhos? Pois em todos os sonhos, até o final do filme, as crianças aparecem repetindo o mesmo ato – que é a última imagem que ele teve. Com isso, seria um totem ao contrário: sempre que ele visse os filhos fazendo aquele movimento, saberia que estava na verdade em um sonho.

      Totem seria um objeto que somente a pessoa saberia o peso, correto? Uma aliança não seria um bom totem, já que o peso delas não costumam ser diferenciados. Agora, você considerar duas crianças – que podemos pensar enquanto objetos – aí sim seria um ótimo totem.

      Ou tudo isso é maluquice minha.

          1. Na verdade, pelo que eu entendi, o tótem é algo q somente a pessoa sabe não só o peso, mas as caracteristicas físicas diferentes de algo comum que poderia ser colocado pelo arquiteto no sonho.

            Ou seja, se eu tenho um objeto diferenciado, o arquiteto não poderia inserir aquele objeto pra me enganar, fazendo eu pensar que estou acordado.

            No entanto, algo que falam no filme e não ouvi NGM comentar ainda sobre, é que o Cobb cita a certa altura no filme, que o pião era o totem da sua mulher. No exato momento que ele falou isso me veio na cabeça que, se ele estiver utilizando aquele pião e estiver no sonho dela, ele nunca poderia ser capaz de saber se estava no sonho ou no mundo real, já que ela conhecia as caracteristicas físicas do objeto.

            Talvez o anel possa até ter a ver com isso da mulher

            Alguém poderia corroborar o que eu pensei ou não?!
            Barretão notou isso??

        1. Eu não acho que o existam duvidas no filme…
          e se o nolan resolver fazer uma edicao especial de diretor (duvido q faça)…
          ia estragar.. pois, fazer um filme, dando explicando tudo.. é o mesmo que voce contar uma piada, e ter q exlicar no final..

          se tem q explicar piada, é porque nao funcionou

          1. Eu falei meio que tirar sarro mesmo por ninguém saber a resposta certa, mas falando sério, eu gosto desses dvds com comentários do diretor, que nem Todd Haynes, dizendo que a cena no restaurante de Heath Ledger e Charlotte Gainsbourg tem aquela imagem azulada por influencia do cinema de Godard, acho maneiro o diretor se expressar em relação as suas escolhas, ele nem precisaria dar A resposta, seria interessante, mas a Wanner a gente sabe não faz dvds que prestem, e está jogando toda a munição no blue ray.

  7. Ontem revi o filme, não foi uma experiência tõa legal quanto da primeira vez que o vi.

    Achei o filme um tanto quanto longo e cansativo, mas o problema era o meu cansaço numa segunda-feira à noite…

    Continuo achando o filme uma obra-prima. Um clímax em vários níveis é algo fenomenal!

    Quanto ao meu totem, ele está sendo gerado no ventre da minha esposa. Um filho me mostrará que estou num mundo real, ou não!

    Parabéns pelo excelente cast! Gostei particularmente do texto sobre Scott Pilgrim…

  8. Saudações per tutti.

    Ainda estou em dúvidas se não foi um erro ouvir esse programa.
    Calma, eu explico. Ainda não assisti o filme e não tenho previsão, então posso ter “estragado” um pouco do ineditismo e posso acabar tendo minha percepção sugestionada.
    Porém, “enfrentei” o programa mesmo assim, porque admiro o trabalho de todos vocês. Barretão, Landim e Salgado (o mestre da edição), vocês me motivam a correr certos riscos.
    E que editorial foi aquele? Ouvi-lo valeu a pena.
    É… valeu mesmo a pena, acabaram-se minhas dúvidas. Definitivamente não foi um erro.

    Abração.

  9. Pra mim esse foi um filme tão simples quanto Fight Club [guardada das devidas proporções].
    Muito provavelmente ele acabará virando aquele filme que as proximas gerações caçaram alucinados pela internet, e que ficaram que nem doidos debatendo nos foruns.

    Sobre Moon…
    É realmetne um puta filme, talvez o melhor do genero em 2009 e com certeza tem um tom sci-fi bem mais aberto que Inception, que parece mais ser um drama, usando a ficção cientifica com segundo plano em relação aos personagens. Mas e daí? Ambos são fodas e não preciso escolher um.

    Mas esquecendo comparações e o que tanto já discutimos sobre o tema de filmes passados, e olhando apenas Inception. Temos que admitir que é um filme foda, fora do comum. Ele provavelmente trata de um dos temas mais intrigantes do universo e seu desenvolvimento com certeza vai além do normal para um filme “sem complicações mas bem feito”.

  10. Já vi o filme duas vezes e acho que a explicação do Fábio faz todo o sentido tanto do ponto de vista da história quanto do ponto de vista da filmografia do Nolan: o truque é desviar nossa atenção e depois aplicar o grande golpe!

    Por outro lado achei um pouco pejorativos os comentários do Fabio sobre o filme. Explico, de fato muitos (ou todos?) os elementos do filme aparecem aqui ou ali, mas ficar citando “porcarias” como Scanners que tem uma ou outra idéia similar ou técnicas narrativas absolutamente clássicas como a duvida perpétua empregada em dom casmurro para criticar a originalidade de Inception eu achei um pouco demais. Em termos de história, montagem e as camadas, o filme está ha anos luz de Avatar (que adoro por outros motivos). Mas concordo com a critíca do Fábio as pessoas que estão tentando achar chifre em cabeça de cavalo: o filme pode ser um pouco complicado (se comparado ao que temos normalmente nos cinemas), mas não há ali nada o que entender ou interpretar… a história é linear e há apenas o catch do peão, só isso…

    Nolan sempre se usou de truques, e a história de Inception para mim pode não ser original nos seus elementos básicos, mas o produto final (que é muito maior que a soma desses elementos) é uma obra de “engenharia de contar histórias” sublime. Me emocionei com a montagem assim como o Wikerson (ou o Marcelo?).

    Abraço e continue o excelente trabalho 🙂

    Alysson

  11. Uma coisa que achei gozado (Mudando o assunto quase que completamente) foi a diversidade de reações na sala do cinema. Claro, muitos sairam com aquele sorriso, outros conversando com o namorado(a), pai e tal… comparando possíveis explicações, mas algumas (duas) se levantaram (em horários diferentes) e não estavam nem um pouco felizes. Ainda consegui escutar um deles falar baixinho quando passou do meu lado: “Filme de merd*. P*ta que pariu!”. Não sei se isso foi por que ele, simplesmente, tava achando o filme ruim ou, simplesmente também, viu que teria que gastar um pouco da sua capacidade cerebral pra acompanhar o filme. Queria saber se na sala onde vocês assistiram o filme também houve alguma reação do gênero.

    Abração =)

        1. Talvez as duas sessões que presenciei que bateram qualquer recorde de saída prematura da sala que já tive notícia foram uma de “O Homem-filme” (Alain Cavalier, 2005), começou lotado num fim de semana à tarde e terminei com umas 20, 30 pessoas na sala; e uma sessão com os primeiros curtas do Apichatpong Weerasethakul, com um CineSESC bastante cheio no início e uma sequência inacreditável de pessoas deixando a sala lá pela metade da programação.

  12. Muito legal o cast, de verdade! “My two cents” sobre a discussão sobre o cinema e roteiros novos e tals: Eu acho que temos que observar a mudança da linguagem do cinema. Por isso está acontecendo essa fusão entre o cinema (como vcs chamaram) autoral e comercial. Talvez para os que estão no meio dessa transição isso pareça estranho, mas a evolução do cinema está permitindo com que se faça um filme teoricamente mais cabeça sem limitar o público que está assistindo aos tiros e explosões. Por exemplo, hoje não temos nas partidas de futebol aquela legenda escrito “Replay” porque todo mundo sabe como é um replay e como é jogo corrido. Então não acho tão fenomenal assim ter coisas como “A origem” e outros filmes citados, porém estes estão acima da média que temos hoje. Acontece que num futuro próximo isso vai se tornar comum. Outra coisa, acho que no futuro vamos observar Nolan, Tarantino, Cameron e outros como parte de um movimento comum, que colaborou para a evolução do cinema como linguagem num movimento coeso, assim como estudamos hoje por exemplo o Expressionismo Alemão no cinema, e não como gênios individuais. Novamente, parabéns pelo programa!

  13. Uma coisa que eu esqueci de falar também… NA MINHA OPINIÃO, é muito legal quando um filme dá margem para outras interpretações, não só quanto ao final mas com relação ao roteiro todo. Isso não exime a obra de ter que “andar com as próprias pernas”, ou seja, falar por si só. O filme é muito bom, o roteiro é ótimo, mas o final dúbio faz com que você tenha que decidir o final. Isso poderia muito bem acontecer e mesmo assim termos a decisão final mostrada. O filme tem que ser fechado.

  14. Com relação ao filme, também não achei nada revolucionário ou que mudou o cinema.

    Achei que o som foi fantasticamente utilizado, tanto a trilha quando o áudio propriamente dito. (e no IMAX isso foi descomunal). A fotografia lembrou muiiiiiiiiiito o The Dark Knight, até por ser o mesmo pessoal encarregado.
    Eu não saberia dizer o que nos filmes dele consegue cativar, um clima angustiante mas que amarra, embora não seja algo que eu tenha me empolgado e vibrado, muito menos que tenha a intenção de assistir várias vezes mais como um filme do tarantino consegue fazer comigo.

    Ps. Comentei lá pra cima sobre o pião ser o totem da mulher do Cobb como ele falou, e da possibilidade dele estar dentro de um sonho DELA.

    Show de bola e continue sempre com o ótimo Podcast e essa abordagem diferenciada.

  15. Putz, como é IRRITANTE ver o nome de Nolan ser citado na mesma frase que Tim Burton! Como é irritante compará-los, colocá-los no mesmo nível… Os únicos q ainda suportam Tim Burton hoje em dia são estranhos fãs. “Ah. mas a Alice faturou horrores!” Alice só faturou o q faturou pelo nome da personagem, pelo 3D e principalmente por se tratar de um filme pipoca para família. Fato!

      1. É semre uma honra citar nomes QUE MERECEM de fato ser citados.

        É evidente q depois de um certo tempo de carreira, naturalmente os realizadores escorregam e acabam se repetindo, em maio ou menor escala. O problema com Burton é q ele se repete DEMAIS, é um saco, a ponto de pensarmos q ele não consegue fazer outro tipo de cinema. Mas essa já é outra discussão. O ponto aqui é o cinema autoral e seria um cego se não concordasse com vcs.

  16. Barretão, quanta pretensão, hein?!. Tava parecendo um garotinho que ganha uma enciclopédia de presente e sai corrigindo todo mundo. Tenho um recado pra você:

    VOCÊ NÃO DESCOBRIU A AMÉRICA!!!!!

    Isso q vc fez foi apenas uma INTERPRETAÇÃO, A SUA INTERPRETAÇÃO! É uma interpretação possível pra qq um, inclusive para aquela galera do Top Tweet “não sei onde Shutter Island termina e Inception começa.” Estando os filmes muito próximos, com desenlace ligeiramente parecido, essa interpretação “problemas mentais” fica latente. Evidentemente isso passou pela minha cabeça, mesmo q de forma um pouco diferente. MAS O FILME PERMITE , PERMITE, PERMITE, PERMITE E PERMITE OUTRAS INTERPRETAÇÕES, sim senhor. E é essa qualidade q o credencia como um clássico.

    Sei q não foi sua intenção, mas sua insistência em querer apresentar o Novo Mundo para a Europa e sua contundência ao deixar implícito q apenas a SUA interpretação é correta, que os outros são patinhos, foram enganados, ludibriados, essa contundência acabou REDUZINDO o filme, qdo na verdade o q foi reduzido foi o seu bom-senso.

    O problema é q os seus colegas são muito “gente boa” e sempre corroboram sua opinião.

    Mas…cê tava chatim nesse cast, viu? “Menas” empolgação, fio!”Menas”!

    ps.: Não sei se vc já falou sobre isso antes mas, pq vc sumiu do Rapadura? Abraço.

    1. Nossa, Terminator, quanto ódio nesse seu coraçãozinho! :p

      Sim, permite multiplas interpretações. Nunca dissemos o contrário. O lance do final foi uma observação adicional. Sim, minha, mas não impositiva.

      “sua contundência ao deixar implícito q apenas a SUA interpretação é correta, que os outros são patinhos, foram enganados, ludibriados, essa contundência acabou REDUZINDO o filme, qdo na verdade o q foi reduzido foi o seu bom-senso.”
      Não era a isso que me referia e você, assim como quase todo mundo, inclusive eu, em diversos pontos, foi enganado, ludibriado, versatilmente enrolado pelo Nolan. 🙂

      A equipe é ótima e pode dizer o que quiser. A gente tenta se complementar e não ficar polemizando sem utilidade. Wikerson tem uma teoria, Marcelo outra e eu outra. Isso está claro no cast. 🙂

      Abraço e Quac-Quac,
      Fábio
      :=D

      1. LOL.

        Pensa q só vc consegue tirar os ouvintes da “zona de conforto”, é!? lol

        Vc pode ter a leitura e interpretação q quizer do filme, desde q não aja como Marcelo Hessel e sua desastrosa e rasteira resenha, tudo bem.

        Como ouvinte do cast, mesmo q ocasional, temo q qualquer apresentador passe a ser visto como, sei lá, o voto de minerva, o professor, o chefe… o ditador. Isso seria um desastre.

        E sobre o meu ps, hein?

        Abraço e…Heil Hitler!

        kikiki

        1. Auchtung! 🙂

          Haahah. Essa e’ uma diferenca aqui Terminator, todos os participantes tem a mesma “forca”, por assim dizer. 🙂

          Levantei meu ponto, que ja havia defendido na analise (leu?). Considerei a discussao bem proveitosa e produtiva em termos de resposta dos ouvintes. O fato de estarmos aqui ja prova isso. Vc ta falando de Burton, de cinema autoral, por causa desse cast. Entende?
          Meu maior objetivo aqui foi mostrar que esse filme e’ bom, mas nao e’ tudo isso. Minha opiniao. Tenha a sua e sejamos felizes.
          Mas o Nolan deu o truque, fato. E disso eu ADOREI! 🙂
          Corajoso pacas!

          Abs,
          Barreto
          Ps: 😉

  17. O programa foi fantástico e mesmo depois de ouvir o cast meu nível de apreciação em relação ao filme só aumentou.

    Mas o que matou a pau mesmo foi o seu ‘editorial’ ao fim do cast.
    Minha namorada nunca consegiu me compreender – com todos meus gostos “estranhos” e “exagerados” – e essas poucas (e boas) palavras foram uma luz no meu caminho.
    Apesar do puxão de orelha, agora tenho um pouco mais de paz e uma companheira que me entende um pouco melhor.

    Obrigado MESMO Barreto.

    SOSCast salvando vidas! 😀

  18. Um pequeno adendo ao seu editorial.

    É evidente que a essência do seu editorial foi assimilada e compreendida, principalmente com relação às expectativas de retorno de investimento das empresas.

    Mas, especificamente com relação ao Twitter e sua “força”, não podemos deixar de citar as hashtags #ScottPilgrimNoBrasilNow – que todos ligados ao cinema já sabem de sua relativa e expressiva “vitória” – e outra do público mais ligado à tecnologia, a #motofail, criada no Brasil após a Motorola divulgar que o país não receberia a esperadíssima versão 2.2 (o Froyo) do Android. Tomou pauladas no Facebook, Orkut e principalmente no Twitter e, alegando q, poucos usuários atualizaram (pelo menos de forma oficial, em seu site) seus Androids 1.6 ou 2.0 para a versão 2.1, pensou q ninguém se interessaria pela 2.2, pensamento q só foi desfeito depois que ela, a Motorola, percebeu toda a mobilização no Twitter.

    http://twitter.com/Motorola_BR/status/22200562070

    http://www.gizmodo.com.br/conteudo/o-povo-venceu

    Uma empresa e um produto não tem nada a ver com o outro e os exemplos são bem distintos mas, se por um lado temos a falta de visão de alguns executivos (bem, isso não vem ao caso aqui), por outro é interessante como as empresas estão aprendendo a lidar com essas novas mídias. Bem diferente do que a Fox fez um tempo atrás, enfiando dublagem goela abaixo nos assinantes e teleespecatores de suas séries, mesmo q uma parcela dele não gostasse da idéia.

    1. sonhos são coisas complicadas más que deveriam ser estudados mais pela ciencia! nos usamos 1% da nossa capacidade mental quando acordados dormindo? 10% olhem einstem foi um dos homens mais inteligentes da historia e o cara usava apenas 3% da sua capacidade! imaginem 100% da nossa capacidade mental cara taria rico más pra isso existem barreiras que vc tem que quebrar pra chegar lá assim como mostra no filme!
      falando sobre sonhos e impressionante vc dorme oque? 10 horas por dia e quando vc acorda parece que seu sonho não durou nem 5 minutos!más que teve meio só meio pq sonhos não tem começo nem meio e nem fim!vc alguma vez se lembra como começou o sonho?não pq enquanto isso a mente prepara o que irá escolher pra vc ter sonhos!sinseramente coisas da mente saõ impossíveis de entender!

  19. Fábio amei o podcast! Amei, porque gosto de ser surpreendida e foi exatamente isso o que aconteceu.

    Ao escutá-lo lembrei de uma conversa que tive com alguns amigos sobre o filme. Pra mim, o Christopher Nolan discorreu sobre como surge uma “ideia”. Como será possível sabermos se a ideia que tivemos é ou não nossa? Como saber se nosso subconsciente não armazenou informações ou referências que tivemos durante o contato com uma pessoa ou com uma experiência? Como saber se nossos atos são mesmo escolhas nossas e não influência de pessoas e do mundo com que entramos em contato? E nós? Somos esse montante de experiências? Somos capazes de tomar uma atitude sem que ninguém nos influencie?

    Pra mim o sonho é a referência que ele utilizou para falar com o público sobre o processo de surgimento das ideias – sobre a forma como agimos motivados por ideias fixas – como é o caso do Cobb. Mas quando vocês trouxeram essa visão pro cinema foi incrível, pois eu não tinha pensando por esse lado e é sempre bom ampliar a nossa visão.

    O filme já está na lista de filmes que verei por várias e várias vezes.

    Parabéns pelo podcast! 🙂

  20. Bom, primeiramente gostaria de pedir desculpas a todo elenco do podcast por vir aqui quase dois meses depois de sua publicação para comentar, a causa é simples, o maravilhoso sistema de distribuição das distribuidoras brasileiras (hã?!), o fato é, “A Origem” levou mais de dois meses para chegar ao interior do Mato Grosso, quando o mesmo, teve lançamento simultâneo na capital Cuiabá e estou falando de uma distância de apenas 500 km, vergonha para distribuidora, é exatamente esse tipo de situação que aproxima as pessoas da pirataria, torrents e afins, e não é nenhum tipo de justificativa ao uso desses meios para ver filmes e outros produtos de entretenimento, é que simplesmente “a indústria” não liga em colocar os filmes em tempo hábil para os telespectadores pagarem para vê-los.
    Acho que o SOS-Cast tem por costume discutir além das cenas do filme ou sua trama, pegando toda filosofia envolta a ele, discutindo cenários sociais e políticos onde ele é inserido e colocado, por isso eu abri essa discussão aqui, esse tipo de atitude das distribuidoras vai tirando aos poucos a cultura de cinema, que já não é lá essas coisas em cidades mais afastadas das grandes capitais, vai se perdendo cada vez mais, por conseqüência aproximando as pessoas dos meios alternativos para assistir seus filmes favoritos, tá na hora deles mudarem essa filosofia.
    .
    Agora sobre o filme, Christopher Nolan conseguiu, criou uma obra sensacional, com trama muito bem construída, roteiro genial e fotografia incrível, no cast vocês se aprofundaram em cada item que comentei e adorei cada discussão, quando o filme acabou, ou não hehe, só um pensamento me veio à mente: “queria que esse filme tivesse sido um livro antes, EU gostaria de ter imaginado cada cena dessa, viajar na mente e explorar minha criatividade” mas Nolan, é um diretor impressionante e nos prendeu uma história de sai dos limites da tela e nos leva à nossas mentes, à nosso pensamento, quantos kick’s temos por noite, cada vez que fechamos os olhos e caímos em sono profundo?
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    Obrigado pela excelente podcast. Grande abraço.

  21. Concordo com quase tudo o que foi dito durante o cast! Muito bom mesmo, e a partir de agora vou passar a acompanhar, parabéns!
    Agora, sobre o filme, creio que é um dos melhores do ano sim, talvez o melhor, na minha concepção, para confirmar basta esperar as próximas produções. O filme é bom justamente porque estimula o pensamento, debate e aquela “massa” que não curte muito “dar um tapinha no cérebro” ou na pior das hipóteses não curte Ficção é estimulada a assistir, por um ator chave que foi colocado, Dicaprio, e, depois disso acaba se perdendo nas “pequenas descobertas” da ficção que fazem, como é a questão do nome da Ariadne. Mas outro grande ponto forte do filme, foi misturar a Ficção com Ação, o que eu acho que realmente trouxe uma parte do público.
    Considero Inception um grande filme, melhor do que muitos outros que tem por ai e que tem que ser levado em consideração, assim como disseram durante o cast “o piãozinho vai continuar rodando aqui”.

    Sobre a Aliança, eu notei. Mas ainda quero assistir mais uma vez, com os olhos abertos para estes pequenos detalhes xD

    Que a força esteja com vocês!

    PS: A nova trilogia de Star Wars é boa sim u.u

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