Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

Primeira parte da conclusão de Harry Potter é porrada emocional!

por Fábio M. Barreto, de Los Angeles

!!! Contém Spoilers Leves !!!

Hollywood conhece bem suas regras e sabe segui-las. É um negócio lucrativo, capaz de resistir a crises e, até o momento, as grandes mudanças na tecnologia. Os estúdios de Los Angeles foram os responsáveis pela criação dos blockbusters, pelos grandes épicos e sabem o que entregar ao público, pois foram eles quem escolheram os elementos desse cenário lá atrás, quando os grandes épicos da MGM levavam nossos pais e avós ao cinema, um tempo em que ainda se vestia terno e chapéu no programão de domingo. A inspiração nos clássicos e na Bíblia abasteceu essa indústria antes da onda de originalidade dos blockbusters no finzinho dos anos 70, mas a ligação entre cinema e literatura nunca terminou. É mais seguro levar uma obra conhecida, e, normalmente, admirada aos cinemas do que criar algo totalmente novo. Vivemos um novo momento nesses ciclos hollywoodianos com as histórias e quadrinhos, mas também com as adaptações literárias. E elas são muitas. Entretanto, não é só ao sucesso inquestionável de Peter Jackson com O Senhor dos Anéis que essa dinâmica se construiu ao longo dos últimos dez anos, mas também a Harry Potter, assumidamente uma maçaroca cultural e literária montada por J.K. Rowling e que, depois de nove anos nos cinemas, inicia sua conclusão com Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1. É um filme evento, claro, mas David Yates faz uso do precedente aberto por Zack Snyder, em Watchmen – O Filme, e banca o diretor birrento ao ignorar as leis de Hollywood, seu formato “garantido” de sucesso e, no primeiro ato de sua conclusão, entregar um festival de atuações marcantes, com um ritmo próprio e, felizmente, despreocupado com as caraminholas inventadas pelos executivos do estúdio. Mais que conhecer sua indústria, Yates e Rowling sabem que têm público cativo, têm o interesse mundial nas mãos e, acima de tudo, têm a chance de mostrar que a dobradinha cinema & literatura só resulta numa adaptação fraca quando se pensa no dinheiro antes da qualidade.

Relembrar do final anticlimático de Harry Potter e o Enigna do Príncipe pode ser um primeiro passo na preparação para o clima de Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 [HP7]. A queda de Dumbledore desintegrou qualquer resquício da bolha de segurança ao redor dos personagens, mas, de forma mais efetiva, lançou Harry, Ron e Hermione num mergulho sem volta em um mundo inseguro e regido pela morte. Medo deixou se ser uma preocupação. Na guerra, vida e morte são separadas por instantes ou um leve descuido; duas constantes aplicadas a uma família forjada à base de muita dor, perda e um futuro sombrio. Ele retornaria. Ele retornou e futuro é agora. E o agora, é o fim. O início melancólico de HP7 não engana e nem precisa de meias palavras para apresentar tanto sofrimento latente. Uma última olhada no quartinho embaixo do armário; um triste adeus a sua própria identidade; um olhar por uma janela estranha e nada reconfortante. Escolhas acertadas por conta do grande trunfo do longa: o público conhece demais os personagens e, logo de cara, já sente suas escolhas e mazelas. O sentimento brota logo de cara e não para nem por um instante ao longo das 2h26 de duração.

Leia também: O Efeito Dobby em Harry Potter e as As Relíquias da Morte!

Seguindo a mesma assinatura visual dos últimos dois filmes, David Yates construiu bem sua guerra – que acontece mais no plano psicológico do que no físico, em termos de tempo dedicado no filme. De qualquer forma, não era sem tempo, afinal, Rowling vinha anunciando o grande embate entre Harry e Voldemort desde o começo da saga do bruxinho. Ha! Bruxinho! Bons tempos. Harry deixou a inocência de lado, mas, guiado pelo idealismo de sua criadora, ainda insiste no caminho da bondade suprema. Amigos, colegas, familiares… todos morrendo a sua volta e, nem mesmo assim, Potter é capaz de devolver na mesma moeda. O matar ou morrer não funciona para os mocinhos de Rowling, sempre dispostos representar seus dogmas mesmo que isso lhes custe a vida. O Lado Negro é indesejável, mas o extremo bom mocismo soa tão caricato quanto a malevolência constante, porém, como Bellatrix Lestrange é doida de pedra – além de dar a impressão de que, se puder, mata seu almoço todo dia só para o prazer de tirar uma vida sempre que possível – esse extremo do espectro é menos sentido. É o diretor respeitando a autora – e produtora. Respeito, um dos grandes diferenciais de HP7 para outras adaptações, especialmente as que tentam desesperadamente preencher o iminente vazio que será deixado pela saga. Eragon caiu no esquecimento rapidamente, Percy Jackson deve seguir o mesmo caminho, Coração de Tinta não funcionou e Cirque Du Freak foi uma vergonha. Não é preciso ser ágil, ninguém precisa ser convencido, final feliz está fora de cogitação e mesmo quem não leu os livros quer saber o que vai acontecer com Harry, Ron e Hermione. Fato. Esse trio entrou para o imaginário popular, logo, seu destino é interessante. Além de ser uma compensação por todos os anos de dedicação à série de filmes, iniciada em 2001.

Sem pressa, tudo pode acontecer com profundidade. Seja um período pensativo de Harry, um lamento solitário de Hermione ou um rompante de fúria de Ron. A guerra parece ser mais pessoal, mais profunda, absolutamente íntima dentro dos personagens principais. Yates garantiu ao trio Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint todo o tempo necessário para seus ‘monólogos’ solitários, um prêmio por anos de dedicação à franquia. Cada um deles pode ampliar seus horizontes, e reconhecer limitações, em algo – na ausência de comparação melhor – similar a uma pequena peça individual dentro do filme. Toda essa contemplação, aliada um trabalho de fotografia belíssimo, natural e, pasme, simples, é a maior prova da “insurreição” de Yates às regras hollywoodianas. Se a história pedia, ele entregou. Simples assim. Exatamente como Zack Snyder fez quando pisou no freio em Watchmen para que o Dr. Manhattan fosse a Marte e contasse sua história. É o cineasta a serviço da história, independente do que pense o público menos envolvido. HP7 pode soar lento por esse aspecto, porém, jamais perde seu ritmo. É a conclusão de uma saga literária programada e extensa, não um final de trilogia criado às pressas e por demanda financeira. Faz sentido e tem suas próprias regras.

A magia circunda aquele mundo e seus personagens, cujas vidas são mais surpreendentes quando as varinhas estão guardadas e notícias, normalmente tristes, chegam do campo de batalha ou de um amigo querido. Se a gênese de Harry Potter era repleta de truques, ensinamentos e deslumbre com escadarias inquietas, sua conclusão é implacavelmente crua e violenta. Rowling defende alguns conceitos de forma bem clara: heróis não matam (por enquanto); vilões são deformados ou traiçoeiros; e política e nobreza são instituições falidas (vide as constantes falcatruas atribuídas ao Ministério da Magia e a decadência dos Malfoy). A queda de Lucius Malfoy poderia ser digna de pena, não fosse a conduta subserviente e lacaia adotada pelo personagem – em grande momento de Jason Isaacs – e seu inevitável reflexo no inexoravelmente covarde Draco, inicialmente pintado como o arquiinimigo de Potter, mas que, efetivamente, nunca passou de um mauricinho mimado e incapaz de ameaçá-lo de verdade. É a vitória dos mestiços, os half-bloods; o eterno sonho da plebe britânica em se unir à realeza, a síndrome de Diana. Aliás, o racismo e o preconceito contra trouxas e mestiços são abordados em HP7, mas de forma tão aleatória e ineficaz quanto as aparições de Voldemort, mais presente como ameaça psicológica que como inimigo efetivo. O grande vilão ainda não teve sem momento, ainda é uma ameaça assustadora, mas arisca e distante. Assim como num jogo de videogame, Harry parece precisar superar todos os obstáculos do mundo para poder lutar contra o chefão.

Presenças Relâmpago e as tais Relíquias

Longa duração, grande atenção para dilemas pessoas do trio principal, mas, como em toda reta final, muita gente precisa aparecer e o resultado são participações relâmpago. Alan Rickman é uma delas, tendo apenas duas cenas; assim como Imelda Staunton, que retorna como Dolores Umbridge, e o recém-chegado, e logo despachado, Bill Nighy, como Ministro da Magia. Brendan Gleeson é uma das maiores lástimas, primeiro pelo descaso com que o destino de Olho-Tonto é apresentado, segundo pela perda do último personagem disposto a lutar de igual para igual contra os Comensais da Morte. Hagrid também aparece pouco. Menção honrosa para Edwiges, que tem dois momentos e ganha a eternidade com seu sacrifício supremo. No final das contas, fica a impressão de um grande desfile de rostos conhecidos, novos nomes que não chegam a ser relevantes o suficiente para serem lembrados e o embate com o aspecto sem face da maldade de Voldemort. Seus agentes provocam o caos, matam sem piedade, mas usam máscaras; não tem identidade; apenas simbolizam sua opressão e sangue frio.

Claro, reflexo direto da opção pelo foco total em Potter, Hermione e Weasley e sua jornada para encontrar e destruir os horcruxes de Voldemort e também da natureza binária da narrativa. são duas partes de um gigantesco último filme, o que modifica a estrutura e, no futuro, ganhará mais força quando for possível assistir aos dois, em seqüência, e sem meses de intervalo. Analisando HP7 como produto independente – sem apoiar suas escolhas no roteiro do livro e nos detalhes dos personagens – nota-se grande preocupação com a ambientação e a construção do verdadeiro clímax dessa história, que só acontece na Parte 2. Entretanto, a simples noção do embate entre Harry e Voldemort desintegrou-se com a destruição das varinhas irmãs e a introdução das Relíquias da Morte, um conceito apresentado apenas no livro final. Três artefatos feitos pela Morte. Dois deles conhecemos: a capa da invisibilidade usada por Harry e a varinha de Dumbledore, um deles ainda é um mistério; a pedra capaz de ressuscitar os mortos. Sua descoberta é tão importante quando a destruição dos horcruxes – que tornará Voldemort mortal novamente -, pois quem reunir as três peças, terá o controle sobre a Morte.

Enquanto nada disso acontecer, ser amigo de Harry Potter significa poder morrer a qualquer instante. Trouxa ou elfo doméstico, coruja ou bruxo. Nenhum lugar é seguro. Nenhuma lágrima é contida. É a dura realidade da vida humana, enfrentar a mortalidade. Cabe a cada um escolher se o fará com honra e dignidade, ou desespero e sangue nas mãos.

No universo de Harry Potter, vida e morte sãs as únicas constantes. Os bruxos se digladiam pela eternidade, enquanto David Yates mostra a Hollywood que é possível viver sem futilidade; dirigir sem destruir o material base; matar sem pensar no licenciamento; e ousar em benefício do público. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 é uma porrada emocional, capaz de fazer rir, sentir e chorar, um filme histórico por circunstância e magnífico por mérito. É a magia a serviço do cinema.

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Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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49 comentários sobre “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1

  1. Parabéns pela reportagem.
    Tal como a história, seu texto denota a carga psicológica da saga de HP. É um mito, um exemplo, uma história a ser lida e relida por muitos e muitos anos como aconteceu com Nárnia e S. dos Anéis. HP marcou uma geração, eu cresci lendo e assistindo HP e assistir ao fim dessa saga é a prova clara d que essa geração não é mais criança, e tal como Harry, Ron e Hermioni, adulta e em busca de um mundo melhor. Mais uma vez, parabéns pelo texto.

  2. Ah Fábio, chorei lendo sua matéria… em algum momento me lembrou a dedicatória do sétimo livro: a três pessoas que não me lembro e a você, que acompanhou o Harry até aqui! Chorei lendo isso também. Tava com um pouco de medo misturado com ansiedade pelo filme, medo deles estragarem o final, por exemplo. Lendo sua matéria eu fiquei mais aliviada, e um pouco mais ansiosa, se é que é possível. Três dias para o começo do fim… ver essa saga acabar de vez vai ser doloroso!

    Parabéns mais uma vez! Adorei a crítica.

    bjos

    Gabi (uhuuuuuu, primeira a comentar!!!!!)

  3. Ansiedade pura!
    Reli o último livro esses dias pra “relembrar” tudo ( se bem que poderia ter parado lá pela página 400 ), mas e quem diz que dá pra parar de ler HP? Dá vontade é de começar tudo de novo.

    Qdo vi o link fiquei pensando se leria a crítica antes de ver o filme ou não, depois qdo entrei vi “spoilers leves”, eu já li os livros, pra mim não existe mais novidades, apenas o que vai estar diferente no filme ou não, então li a crítica sem medo! 🙂

    E depois de ler o que vc escreveu sobre ver os dois filmes em sequência… cheguei a pensar por alguns segundos, ou talvez tenha sido por apenas 1 segundo, em não ver o 1º agora. É ruim né, que eu ia aguentar…rss

  4. Meu Deus, que crítica maravilhosa!

    Não vi o filme ainda, claro, mas me emocionei demais lendo esta crítica e espero me emocionar também vendo o filme! Você não sabe como me deixou feliz trazendo tantos comentários positivos sobre o filme, coisas que eu realmente gostaria de ler!

    Muito obrigado! Sexta-feira nunca esteve tão longe.

    1. Mas é normal né. 🙂

      Se vc assiste uma série, não é assim que a gente fica após assistir c ada episódio e tem que ficar esperando pelo próximo? Claro estou falando de uma ´serie que te prende, que vc curte mesmo… 🙂
      Lembro do desespero que eu ficava qdo acabava um dos livros e ainda não tinha saído o próximo.
      Sabe o que vai ser pior, qdo acabarmos de ver a parte 2. Aí sim, acabou! 😮

  5. “…No universo de Harry Potter, vida e morte sãs as únicas constantes. Os bruxos se digladiam pela eternidade, enquanto David Yates mostra a Hollywood que é possível viver sem futilidade; dirigir sem destruir o material base; matar sem pensar no licenciamento; e ousar em benefício do público. Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1 é uma porrada emocional, capaz de fazer rir, sentir e chorar, um filme histórico por circunstância e magnífico por mérito. É a magia a serviço do cinema…”

    Cara simplesmente adorei esse ultimo paraágrafo. Explica o porquê HP7 será épico e também porque essa saga de filmes é tão impressionante, instigante e que cativa cada vez mais expectadores. É disso que os filmes precisam, reanimar os valores, quais sao as prioridades, Vida sobre a morte, amizade e União perante as trevas. Sei que parece clichê, mas convenhamos a exacerbação da morte, sexo e uma vida solitaria, sem amigos e familia está na moda… Essas ideias de Hollywood devem acabar…

    Enfim, a critica está maravilhosa… mal posso esperar para assistir a PRIMEIRA PARTE ÉPICA DE HP7!!!

    é isso ae! =D

  6. Olá Fa´bio, estava esperando ansioso sua opinião sobre essa primeira parte do filme. Nossa, fiquei mais ansioso ainda. Antes, tinha um certo receio do que o diretor David Yates iria fazer, mas após ver o resultado de O Enigma do Príncipe acabei percebendo que realmente ele era a melhor escolha para fazer o filme final. Algo que me ajudo muito nisso foi assistir a minissérie da BBC Intriga de Estado [ que recomendo muito pra você, caso ainda não tenha viosto] que ele também dirigiu.

    Bem, só posso dizer uma cois, que depois desse seu texto estoui mais ansioso ainda para conferir o filme. Espero poder vê-lo logo.

    Abração.

  7. Que lindo esse texto.

    Todo o fã, seja lá do que ele goste, quer respeito pelo que gosta. E depois de muitos diretores passando por HP, é legal ver que o David Yates conseguiu equilibrar a série entre as expectativas de Hollywood, fãs e os egos em geral.

    Uma série com tanto tempo de duração tinha grandes chances de dar errado. De não ser épico, de escorregar em algum ponto. Mas ao que tudo indica, vai terminar apoteoticamente. É realmente a magia a serviço do cinema e da história.

  8. É uma das melhores críticas que saiu até agora. Um texto que tem consciência do que a série representa, não só por inseri-la em um novo contexto de produção cinematográfica, mas por conhecer as mensagens latentes que estão nas páginas e que agora parecem ter sido transportadas dignamente para o audiovisual. A questão de uma nobreza decadente, por exemplo. Um dos elementos que distanciam essa história de O Senhor dos Anéis, a propósito.

    E um texto bastante respeitoso. Um respeito que todo fã reinvindica por aquilo que gosta, como disse a Grazi.

    Parabéns pelo site e obrigado pela competência!

  9. Otima critica, você está de parabéns, para pessoas como eu e outros que crescemos juntos com esses personagens é muito bom e triste ver que esta chegando ao fim, mas como tudo tem que acabar tomara que esteja feita uma boa adaptação do livro para a cinema………..

    Gostei muiiito da sua critica
    vlw

  10. Adorei a crítica Fábio, muito bem escrita, só me deu mais vontade ainda de assistir e, ao mesmo tempo uma sensação de que será horrível deixar o cinema ao final e ter que esperar pela continuação.

    Alguém comentou que teve vontade de não assistir ao filme e esperar para ver os dois ao mesmo tempo. Cheguei a cogitar isso também, por exatos dois segundos. Não tenho toda essa força de vontade ;P

    Parabéns pela matéria, está espetacular.
    Beijo

  11. Seu texto é tocante. Ainda não tinha notado o paralelo entre a saída de HP de Hogwarts e sua entrada na guerra, com a afliação de todo adolescente que termina o colégio e de repente se vê numa “guerra” por uma vaga no vestibular, a busca do 1o. emprego, etc… Howling acertou em cheio, e pelo visto Yates conseguiu manter no filme o clima do livro. Agora é aguardar pra ver…

  12. mais uma grande critica. de alguem que entendeu oq é harry potter de vdd, é simples assim.. é uma explosão de tantos sentimentos que simplesmente não da explicar… é so sentir…
    xorando toda hora que penso ” a saga estar acabando”, sim pq ainda temos um filme… pra eu xorar muito por isso ainda…
    grande critica… falou uma coisa que eu noto e amo mto em todos os filmes… o cuidado com alguns detalhes, não digo em roteiro, mas em efeitos especiais… como os efeitos foi melhorando muito ao longo dos filmes…

    ^^ cada vez me torno mais sua fã.. e barreto cade o soscast sobre HP? Vaaaaaaai, faz um soscast de HP vai! Nós fãs de cinema e da saga do ” bruxinho” merecemos isso… ^^

    Brigada por ñ trantar como crianças bestas os fãs de HP! Muito obrigada…

  13. Fábio parabéns mesmo pela crítica.
    Tive a oportunidade de ver o filme na estréia e pude confirmar tudo o que você disse. O filme tem inúmeros pontos positivos, mas a fidelidade deve ganhar destaque mesmo… depois de 6 filmes os fãs ganharam uma adaptação digna (não que os outros filmes tenham sido ruins, mas RdM sem dúvida é o melhor filme da série até o momento).
    Achei incríveis os efeitos especiais, a trilha sonora, a fotografia e a direção de arte do filme. Sem falar nas atuações de todo o elenco, incluindo o trio principal. O filme logo de início se mostra muito mais sombrio que os demais, e já demonstra aquele começo do fim.
    A frase dita pelo Ministro da Magia no começo apresenta muito bem o novo mundo da magia… realmente a era de trevas começou e não há o que fazer. Nunca antes vi um filme da série Harry Potter começar de forma tão sombria e impactante quanto o começo desse novo filme. David Yates mostrou que tem capacidade de realizar um ótimo filme, e ainda conseguiu deixar os fãs mais ansiosos pela Parte 2, se é que isso era possível.

  14. Boa noite!

    O evento da minha VIDA chega ao fim e amanhã eu, provavelmente, verei esse fim!

    Assisti ao primeiro HP com apenas 8 aninhos de idade. Estava na Terceira Série. Para uma criança de 8 anos como eu, ver um filme com bruxas, magia e coisas todas tão diferentes foi uma das coisas mais boas que poderia ter me acontecido. Acho que, se hoje estou aqui, sou apaixonada por cinema, por historias de bruxas e essas coisas, é por causa da série.

    Nunca li nenhum dos livros. Sim, exatamente isso que tu leu: eu, Flávia, nunca li NENHUM Harry Potter. Não que eu não pudesse comprar, pegar emprestado ou locar na biblioteca. É que eu me acostumei a VER Harry em tela. Por algum motivo, ao inves de eu seguir a maré do pessoal, que viu e catou os livros, eu sempre esperei pelos filmes. Sei a historia toda, com spoilers e tudo mais, por causa de uma amiga que leu e me contou. Mas eu mesma nunca li. Por mais absurdo e enfurecedor que vá soar aos fãs da Rowling, nem me arrependo por não ter lido.

    Mas quanto aos filmes… meu amigo…
    Eu me acostumei a ver um filme do Harry por ano. Ou a cada dois, três anos. Nunca vou me esquecer da sensação de ir ver “Prisioneiro de Azkaban” e estar com a idade do Harry! Os personagens cresceram comigo. São quase como se fossem amigos da gente. Vendo imagens dos atores pequenos, a gente percebe uma coisa estranha: é como se eu tivesse tirado uma foto com eles lá em 2001. E hoje a gente olhasse e dissesse: “Bah, olha como a gente mudou.”
    O Radclife (não sei se se escreve assim, aliás) ficou feinho com o passar dos anos, inclusive… (comentário de quem adoraaaava ele com seus cabelhinhos compridinhos aos 14 anos do Harry).

    Uma coisa que eu acho que vale dizer é o quanto a Hermione me inspirou na minha vida. Cara, eu era ela escrita! Sabe, a guriazinha do canto da sala, que por falar “saber de mais” espantava os outros? O Rony comentar lá no primeiro filme “É por isso que ela não tem amigos” me doía até uns anos atrás, porque era eu mesmo. Mas aí, foi literalmente como se, conforme eu visse ela tomando a situação que eu fui resolvendo fazer o mesmo. A cena dela no baile, lá no quarto filme, foi a grande coisa de eu parar e pensar “Olha a volta que o patinho feio deu, hein…”. Cara, sério: Emma Watson JÁ É uma baita atriz! Amo essa guria, cara! E ela ficou bonita, assim como o Grint (enquanto o Radclife… bom, já sabes minha opinião, né, Barretão? n.n”)

    Só mais uma coisa, pra fechar essa mega comentario. Uma breve historinha primeiro:
    Estava eu, no cinema, para ver “A Origem”, com minha mãe e uma amiga. Ok, sentadas estavamos, eu com meu joelho detonado por causa de um tombo e querendo matar o filha-da-mãe da cadeira da frente que não parava de bater com o banco beeeem no meu machuca.
    Quando dá o trailer do HP 7. Até então, te juro, eu estava NEM AÍ pro filme. Eu tava: “Ah, mais um…”.
    É quando sobe a legenda em tela: “O FENÔMENO DE UMA GERAÇÃO CHEGA AO FIM”
    Cara, eu pus a mão na cara e o olho encheu de água. Aí caiu a ficha: depois desses dois, é nunca mais, tche! E eu posso me orgulhar pra sempre dizendo: eu VIVI essa geração!
    Nessa hora, assim que subiu o nome “Harry Potter e as Reliquias da Morte”, eu olhei pra minha amiga e ela me olhou. Ficamos as duas um instante em silencio e eu só consegui dizer: “É. Acabou”.

    Abração Barreto e o pessoal que faz do SOS esse baita site de cinema que tanto nos traz coisa. E que me emociona com bastante frequencia, admito.

    Flávia Santos, 17 anos
    Porto Alegre – RS

  15. Eu adorei a crítica, muito bem escrita. Hoje eu assisti o filme e confesso que apesar de saber que há a continuação ano que vem, o filme não deixou a desejar em nada.
    Houve vários momentos. Momentos de ação, aventura, tensão, suspense, humor, risadas, tristeza. Enfim o filme mais fiel ao livro. Assisti o filme com uma sensação de orgulho. Orgulho por ter crescido junto com Harry Potter, lendo suas façanhas e aventuras, suas descobertas e mistérios. Orgulho por acompanhar a saga e ver a qualidade (a fotografia é linda e não há “defeitos” especiais) e tenho certeza que os fãs estão muito satisfeitos com o resultado e esperam ainda mais ansiosamente o desfecho dessa incrível história que acompanhamos há tanto tempo, que parece uma parte de nós.

  16. Primeiramente,maravilhosa crítica!
    A saga de Harry Potter vai ficar marcada em minha vida para sempre,nunca vou esqueçer tudo que senti vendo a cada um dos filmes,para mim,nunca criarão outra serie assim! é impossível!
    Lendo sua análise pode ver alguns pontos que inocentemente nunca havia conseguido enxergar na saga,tal como a política e nobreza como instituições falidas e como o formato dos filmes foge à regra de hollywood e das adaptações de livros para cinema,com isso começei a amar mais ainda esta saga doque já amava,e fiquei mais triste também,devido a elas estar próxima do seu fim.
    Enfim,agradeço por suas bonitas palavras de crítica,e por lembrar como marcante e infiníta esta saga é,parabéns.

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