[A Origem] O Imaginarium do Dr. Nolan

“Trata-se de um simulacro simulando um simulacro contido dentro da simulação que é o cinema. Tudo ali é tão real quanto a sensação que a arte nos transmite, ao enganar os olhos com a projeção seqüencial e a mente com a história hiper-realista”

Era uma vez um gênero literário e cinematográfico completamente sonhador. Analisava as estrelas, homens e seres que nelas viviam; arriscavam um futuro, com ou sem carros voadores; ousava ultrapassar as barreiras do tempo e do espaço. O futuro se tornou presente, parte de suas promessas não se concretizaram e, numa inesperada, mas compreensível, crise de meia-idade a Ficção Científica assumiu seu aspecto mais popular, ganhou as mídias mainstream e passou a mergulhar na mente humana. A fronteira final mudou de lugar nessa inversão de papéis na ponte das estrelas, na qual armadilhas sociais e tecnológicas disputam ferrenhamente o comando tanto do gênero quanto dos espectadores com nossos maiores medos e pesadelos. É nesse cenário que A Origem (Inception), novo filme de Christopher Nolan, se enquadra com maestria visual e perfeição técnica, assumindo papel de coadjuvante de luxo na evolução de um gênero carente de uma estrela incontestável.

“Quão pesada é a alma humana?”, sugeria William Blake. A resposta deve ser proporcionalmente ligada à complexidade da mente dos homens. Limitada pela natureza finita da existência e as viagens egocêntricas capazes de imaginar as situações [de sucesso] mais absurdas e inverossímeis, nossa raça tem uma relação curiosa com o imaginário. Sonhos já foram fundamentais na previsão do futuro em civilizações antigas com direito a menções famosas na Bíblia cristã e grande relevância na Visão dos sacerdotes druídicos. Com o passar dos anos, sonhar perdeu força e seus significados ficaram notoriamente relegados aos ditos populares. Normalmente, o estado de sonho é ligado à ausência de barreiras, quando o subconsciente toma conta, medos desaparecem ou ganham força extrema e, efetivamente, a natureza de cada indivíduo se manifesta em esplendor.

Campo perfeito para a Ficção Científica, cuja existência se deve a essa fantástica capacidade. O simples ato de sonhar. H.P. Lovecraft causa assombro com seus pesadelos irracionais; Philip K. Dick procura a alma numa mente robótica teoricamente incapaz de sonhar, mas imbuída de desejo e imaginação própria; Isaac Asimov encontrou amor num cérebro positrônico; Arthur C. Clarke vislumbrou um futuro da lógica sobrepondo a emoção. Entretanto, a maioria dessas histórias projetava um futuro e novas formas de vida – biológicas ou não – quando o homem desbravasse suas fronteiras físicas. William Gibson guinou essa equação quando Neuromancer deixou clara a nova avenida de possibilidades: a mente.

Clique e ouça o SOS Cast 18, sobre A Origem e com participação de James Cameron!

Explorar os subconsciente sempre foi elemento presente no gênero [entre tantos exemplos, vale citar Matadouro 5, de Kurt Vonnegut], mas o cinema das últimas décadas percebeu o potencial comercial desse viés. Na década de 80, Dennis Quaid enfrentou um assassino mental em Morte Nos Sonhos [Dreamscape, de 1984, curiosamente, mesmo ano do lançamento de Neuromancer]. Tudo era possível. Definitivamente, era a gênese da exploração da dinâmica simulação versus simulacro; a luta entre realidade e enganação e a deliciosa, e irresistível, brincadeira para convencer o leitor e espectador de que a realidade era falsa e a mentira poderia ser tão real se bem construída e inserida na mente dos envolvidos.

Entretanto, esse debate deixou as prateleiras dos sebos e conversas entre fãs especializados quando Matrix chegou aos cinemas em 1999. Foi a explosão comercial responsável por difundir esses conceitos em todos os meios possíveis. Questionar a realidade ganhou as conversas de botecos mais intelectualizados, desvendar as motivações e referências de Neo e as possibilidades de um mundo completamente simulado se tornou algo acessível. Quase banal tamanho foi sua influência. Jean Baudrillard [que morreu em 2007] nunca foi tão lido e citado, mas, pouco depois, precisou se manifestar dizendo que os diretores não entenderam sua proposta. Os professores de semi-ótica e análise de discurso foram ao delírio. Era bom demais para ser verdade. Tanto é que, no mesmo ano, 13.o Andar estreou e passou batido, mesmo tendo um roteiro igualmente poderoso, questionador e até mais arrojado que a Matrix dos Wachowski. Na realidade simulada dos agentes, havia uma guerra; no outro filme [inspirado no livro Simulacron 3, publicado em 1963 por Daniel F. Galouye], os questionamentos eram mais profundos, com camadas de realidade se sobrepondo num sutil labirinto de mentes, personalidades e possibilidades. Mera questão de embalagem melhor preparada e a irresistível vertente de ação misturada com jornada messiânica. Outro aspecto misturando tecnologia e questionamento sobre a realidade foi eXistenZ, de David Cronenberg, também lançado em 1999. Um videogame meio-biológico/meio-tecnológico servia como porta de entrada para uma simulação subconsciente tão real e ameaçadora que assustava mais que a tentativa de assassinato principal do argumento. Enquanto testavam um jogo, na verdade, seus personagens confrontavam as barreiras da imaginação e despistavam seus mecanismos de defesa – hora manifestos como alertas, hora como forças agressivas. Um perigoso jogo de gato e rato, já que as regras da mente são confusas, mutantes e imprevisíveis.

Seria fácil demais unir todas essas características e acusar Christopher Nolan de plágio barato. Entretanto, criticar competência e perfeccionismo profissional ganha camadas de complexidade quando seu objeto de estudo é A Origem. Esse filme é possivelmente um dos maiores tratados cinematográficos sobre a investigação do subconsciente humano, com tantas possibilidades de trajetória quanto nossas ligações sinápticas. O roteiro de Nolan extrapola em suas interligações, subtextos e pequenas surpresas distribuídas ao longo da narrativa, sempre apoiada num visual singular; seja pelo recurso acertado da câmera lenta ou do posicionamento estratégico dos efeitos especiais, que roubam a cena nas horas exatas e se retiram instantaneamente quando necessário.

Trata-se de um simulacro simulando um simulacro contido dentro da simulação que é o cinema. Tudo ali é tão real quanto a sensação que a arte nos transmite, ao enganar os olhos com a projeção seqüencial e a mente com a história hiper-realista. Nolan navega com maestria nessas águas turbulentas e cumpre seu papel como realizador. Entrega uma obra admirável, especialmente aos olhos de uma nova geração desprovida de grandes ícones nessa temática. Conceitualmente faz o mesmo que James Cameron fez com Avatar: reconta uma história impactante e relevante, porém, desprovida de novidade. Nada disso desmerece A Origem em sua jornada repleta de elogios e maravilhamento, mas pouco revolucionária em termos de novos conceitos dentro de seu gênero. É um filme simples.

Com sua dose calculada de momentos grandiosos, e icônicos, o longa-metragem escrito e dirigido por Nolan sabe se posicionar. Desde os primeiros trailers, espera-se muito da cena em que uma cidade se movimenta como um espelho gigantesco. Inserida em seu contexto, ela ganha muito mais força e razão. É imbatível. A tela se torna um parque de diversões visuais para a habilidade de Nolan e seu elenco, em especial Ellen Page, com sua mescla de devaneio, curiosidade infantil e beleza adulta. O mesmo vale para a escolha da trilha presente e agressiva similar a Batman – O Cavaleiro das Trevas. Nesse caso, mais contextualizada do que no filme do Homem Morcego. Tratam-se de sonhos, onde tudo pode ser mais exagerado e distorcido. As relações de tempo e espaço mudam, assim como o som e sua função.

Zack Snyder poderia aprender algumas lições em termos de uso de câmera lenta, especialmente quando ela serve de ferramenta dramática. Nolan cria uma das quedas mais longas e angustiantes do cinema, num salto interminável e sincronizado em seus diversos planos narrativos. É coisa para poucos. O cinema em sua forma máxima, com cada centímetro do frame fazendo a diferença, cada movimento, cada reação. Impressionante.

Influências para o Gênero

Atualmente, a discussão entre a necessidade de uma definição para a Ficção Científica moderna e sua relação com o chamado mainstream [leia ótimo texto de Octavio Aragão sobre o assunto] provoca coceiras nos produtores especializados, mas filmes como A Origem mostram – com força, grande efetividade e exposição de público – que assim como num grande sonho, essas barreiras também devem cair para se encontrar a essência da relação. A influência da FC já é notória no cinema comercial e precisa definir o canal correto para liberar as águas amargas represadas na tensa relação entre escritores e público para fazer o mesmo na literatura brasileira.

Nem estúdio, nem diretor têm a necessidade de classificar A Origem como Ficção Científica. O Oscar não gosta e se acredita que parte do público também não, mas nada muda o fato. Esse longa-metragem desponta como um dos grandes, porém, não ameaça o reinado dos maiores ícones justamente por não ousar estruturalmente. Ousadia maior em A Origem deve ser atribuída a Leonardo DiCaprio, cuja coragem permitiu dar a cara a tapa ao viver um personagem deveras similar com seu fantástico trabalho em A Ilha do Medo. Dois estilos diferentes, dois diretores com mentalidades e visual distintos, mas um personagem estruturalmente semelhante.

DiCaprio questiona sua realidade. Sua sanidade. Confronta seus medos, esconde seu segredos. Seu trabalho é tão intenso em ambos os filmes que barreiras caem, os rastros de pão pela floresta desaparecem e cada trilha se torna igualmente atraente. Mas para qual desfecho? Ninguém sabe. Os conceitos valem mais que respostas. Plantar uma idéia é infinitamente superior a simples descoberta. Tudo isso é A Origem, um filme necessário, primorosamente realizado e fruto de uma vida de exposição de Christopher Nolan a diversas realidades, simulações, simulacros, ficções dramáticas e dramas ficcionais. Acredite no que sentir, separe memória de imaginação e nunca se esqueça de sua constante.

Na verdade, A Origem é muito mais conclusão do que seminal. É o preço pago pelos bravos, quando se imagina demais e o pião não para de rodar.

See you in another life, brotha!

por Fábio M. Barreto, de Los Angeles
O SOS Hollywood pagou ingresso para assistir a esse filme, no AMC IMAX, em Burbank

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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49 comentários sobre “[A Origem] O Imaginarium do Dr. Nolan

        1. Acabei de ver! E foi muito…wow! Estou sem palavras…muito no que pensar…shusuhahuahhsuahusuahuhauhsuhas!!!

          Ultra recomendo!

          E ontem assisti “O Aprendiz de Feiticeiro”, que é legal e tal, mas “Inception” eclipsou ele!

          Não tem nem o que dizer!
          E relendo o texto do Fábio, tudo fica melhor ainda…

          …fora de série!!

          o/

  1. Tirei várias conclusões do seu texto. E assim como o próprio filme, escolher é parte do processo. Até não escolher é uma escolha. Mas o sentido é de acordo com a camada de conhecimento e percepção de cada pessoa. Quando assisti fiquei devaneando sobre o filme, procurando indícios no mundo real, olhado ao sair do cinema uma prateleira de loja se movendo e esperando que o começassem as ruínas. Mas enfim, nada. Talvez o mundo real seja realmente real. Ou não. Nos simulacros dentro de simulacros, o mundo real é apenas uma semente inserida que este é o mundo real. Mas quem garante? Talvez todos nós já tenhamos perdido nossas constantes e vivamos em mundo falsas constantes, sementes plantadas por uma cultura que nos cria desde a hora que nascemos. Regras de conduta, exemplos de comportamento “normal”. Os bravos pagam com descrédito ao descobrirem suas sementes, mas é impossível não enxergar de outra forma quando se sabe que a semente é apenas uma semente e quando removida te dá asas, te tira do chão ou te ensina a parar o tempo. Sonho ou realidade, não importa. Perder a constante talvez não seja a uma conclusão ruim, afinal. O pião é um ponto de vista. E se apenas os bravos se dispõe a pagar o preço, a coragem é valor da moeda e a definição do que se acredita é o alicerce para que o seu mundo não vire de cabeça para baixo.

    Agora sobre o filme eu concordo, nada de novo, nenhuma sensação que eu já não tenha tido como quando sai de Matrix, falar dejavú e pensar no erro na Matrix, ou tentar entortar colheres. Apenas novas maneiras do mesmo. Porém muito bem feito.

    E agora já são 2:30 da manhã, então se não fizer sentido… uehuehueheu.

    1. Grazi, depois de todo aquele papo no Facebook, adorei ler sua conclusão. 🙂

      Não vejo o mundo real como uma semente, mas sim como a “horta”. É aquela parábola cristã: a semente que caiu nas pedras morreu, mas a que realmente lutou para sobreviver conseguiu, pois tinha terreno mais promissor. Nolan utilizou uma semente, fez uma “Inception” cultural no mundo, mas, efetivamente, não a plantou e sim adubou algo que já havia sido plantado há tempos.

      😉

      bjs

      1. Eu acho que as pessoas são as “Hortas”. Desde quando você nasce, seus pais, seus amigos e a sociedade te plantam idéias do que se deve fazer e do que não se deve fazer, no que se deve acreditar e no que não se deve acreditar. E as vezes passamos anos das nossas vidas deixando de fazer algo simplesmente porque alguém disse que não era possível. Saber encontrar as sementes e ter coragem de enfrentá-las te faz mais dono de seu destino.

        Ano passado, eu vi uma entrevista do Armando Nogueira, infelizmente falecido esse ano, contando que a professora de Santos Dumont perguntava para ele: As aves voam? E ele respondia: Voa. E o homem voa? Voa. Talvez Santos Dumont tenha encontrado a semente da gravidade.

        Eu vivo a procura de pares de asas e de vez em quando as encontro.

  2. Brotha,
    Sua opinião gira em torno dos seus conhecimentos de ficção científica. É um ponto de vista muito bem defendido, claro. Mas analiso o filme com base na história do cinema e não apenas em um gênero. Para mim, o filme do ano!

    Aliás, o erro na Matrix foram suas ridículas continuações. Só o primeiro vale! E aí sim, temos algo melhor que “Inception”.

    Abs!

    1. O,

      Acho bobagem você tentar separar os ângulos de análise. O que esse filme fez para a história do cinema? Qual sua grande contribuição? Narrativa é linear, mesmo acontecendo em três planos diferentes. Efeitos? Muita câmera lenta e a bela cena do corredor que gira! Conteúdo? Interessante, mas nada de novo.

      Ótimo filme. Valeu a pena assistir, mas muito subestimado. Nolan sabe o que faz com as câmeras e a execução é muito boa, como disse. Mas daí pra filme do ano? Ainda sou mais Toy Story 3. 🙂

      abs,
      F.

  3. INCEPTION rende e renderá comentários por anos, assim como Matrix e The Prestige o fazem até hoje — além de outros filmes que levam a variáveis conclusões ou reflexões.

    Christopher Nolan é um mestre do Cinema moderno e cada um dos seus filmes comprova isso.
    Inception não é o melhor do diretor (na minha opinião, figura em terceiro lugar, atrás de The Prestige e The Dark Knight), mas aborda o onírico com outros olhos. Mais verossímeis, mais palatáveis, mesclado ao esquema de filmes de assalto com especialistas em suas funções específicas.

    Mais uma vez Chris aplica a história na construção da própria narrativa. Ele domina essa linguagem, é da escola clássica do Cinema e manipula, de exímia forma, os fundamentos da película. Ainda sim, inova, refresca o gênero com sua personalidade peculiar e consegue nos entregar uma das melhores obras de 2010. Filme pra ver e rever várias vezes.

    Tirando o único ponto negativo: personagens de pouco carisma, atos meio robóticos, sem a suspensão da crença melhor definida — a trama é feliz em cada ponto que explora, tantos técnicos, sonoros, quanto em soluções de plot. O clímax dividido em 3 camadas é excelente, angustiante. E a tensão é o forte do filme. Sufoca o espectador a níveis cavalares.

    E só Christopher Nolan sabe como fragmentar uma narrativa não-linear sem se perder. O desfecho está lá no começo, nos primeiros minutos. A trama é cíclica, espelhada, a conclusão não é importante, mas o que leva a ela e como se leva.

    Ainda sim emociona.
    Mais pelo primor no roteiro e direção do que pelo drama de Cobb com Mal.

  4. O que eu acho mais legal nos filmes do Nolan é que ele nunca entrega a(s) resposta(s) de bandeja. Até nos filmes do Batman ele meio que deixa algumas coisas subentendidas, a critério da percepção de quem assiste.
    E, Fábio, eu também lembrei de Avatar, e acho que se não fosse as múltiplas camadas de sonho e inconsciente, muita gente ia comparar também.

  5. Não sei se é necessário sempre ser inovador para ter valor.
    Em uma indústria que muitas vezes beira a mediocridade, Nolan tem se saído extremamente bem encontrando “novas formas para as mesmas respostas”.
    O que mais me impressionou no filme foi com certeza a potência de tensão que ele vai adquirindo. Em alguns momentos sim chegou-me a faltar o fôlego… mas em nenhum momento pensei em desistir do que estava vendo.
    Um mestre no que faz…. e que sejam feitos mais filmes assim, que não inovam em nada…. mas brilhantes!

    1. Max, nunca questionei o valor pela novidade. Esse comentário nasceu por conta da supervalorização da obra por sua aparente genialidade estrutural, complicação e “nível cabeça”. Realizações sólidas e relevantes tem seu valor e merecem seu lugar na história, como é o caso de A Origem.
      Fiquei preso na cadeira, assim como você, e sai feliz do cinema. Isso já basta, mas a análise precisa questionar e compreender para encontrar sua razão de ser, assim como o Cobb checar seu totem, quem analisa precisa checar sua realidade constantemente. E a questão é o totem nesse caso. 🙂

  6. Ótimo texto Barreto!
    Admito qua ainda não havia lido nenhuma crítica sua, mas agora virei grande fã seu!
    O texto está extremamente bem escrito, e levanta pontos bem bacanas!
    Parabéns!
    Vou assistir o filme novamente para tirar algumas dúvidas. Tenho uma idéia sobre o final, mas precisao ver de novo para comprovar se estou certa! rsrs…
    Christopher Nolan é maravilhoso!

  7. Mais um texto fantástico do Barretão.

    Quando sai uma crítica do Barreto eu paro de fazer tudo só pra lê-la. Não dá pra ler uma crítica dessas no trabalho, por exemplo.

    Por isso só li agora. Eu fiquei um pouco em dúvida se veria o filme no cinema ou não, a indicação da Grazi-k me deixou com vontade de ver e os argumentos do Maurício Saldanha no Cabine Celular foram insuficientes pra me demover dessa vontade.

    Só faltava mesmo ESSE texto, com essa profundidade, pra me fazer entender do que realmente o filme se trata. E com isso a minha vontade de vê-lo só aumentou exponencialmente.

    Parabéns, Barreto, pelo fantástico trabalho.

  8. Otimo texto, porem pouco longo. A Origem é um expetaculo, efeitos colocados de forma correta e nao apenas jogados na sua cara.
    Influencias são normais e adimiraveis quando usado de forma digna como no filme, todo grande diretor ja usou isso em seus filmes.
    Diretor alias que até agora merece ganhar Oscar de direção, Nolan da um show na direção.
    Mais um trabalho digno do diretor, cuja filmografia continua de forma linear sem filmes ruins, pelo contrario sempre com novas ideias, precisamos de filmes assim e não de remakes, adaptações e comedias burras que se tornam mais comum a cada dia.

  9. Eu não ia ler pra manter a expectativa baixa, mas não resisti, por sorte você conseguiu fazer uma crítica inteligente, focando quase que exclusivamente na qualidade da obra.
    É claro que ser um grande filme de sci-fi abre as portas para quem gosta do tema, mas só isso não basta, tem que ser bom mesmo.

    Vejo um futuro onde esse filme será uma das obras mais marcantes do cinema, aliás recentemente tem apericido muito filmes que nos dão essa sensação de estar vendo nascer um clássico.

      1. Eu sei que Inception não apresenta nada de novo, é apenas o comum de uma forma muito bem feita, mas vamos admitir que a maioria dos melhores filmes são sempre assim.
        Pode não ser uma revolução, mas é sim um filme marcante.

        Não estou dizendo que esse filme vai virar um Blade Runner da vida, até porque nem Blade Runner fez o sucesso que faz quando foi lançado, simplesmente não da pra saber.
        Em 8 anos talvez estejamos falando sobre Inception, Avatar ou Moon, mas Inception com certeza é uma das opções para a lista.

  10. Vi ‘A Origem’ há algumas horas, e ainda o estou digerindo… Mas que refeição saudável essa! O prato era portentoso, mas se mostrou saboroso ao extremo…

    Parece que estou falando de alimentos e não de um filme…

    O texto Barretão, está a altura do filme, guardada as devidas proporções. Gostei muito da parte que vc cita a Bíblia Sagrada ao falar de sonhos…

    Os sonhos sempre existiram. Todos sonham, e cada um tem uma relação particular com seus sonhos…

    Mas quem nunca acordou assustado por estar caindo em um sonho? Quantas idéias nos surgem, após acordarmos de um sonho? Muitos já conversaram com o Deus Criador através de sonhos (Jacó e José, no livro do Gênesis, para citar alguns)

    O filme será muito comentado nos próximos anos. Ele remete a muitos filmes, mas em especial a ‘Matrix’.

    Ver filmes como este no cinema, é um privilégio! Devemos ver e rever… Merece todas as premiações possíveis e imagináveis. Me prendeu na cadeira, me tirou o fôlego, e no final ainda me emocionou… Pre mim, o pião parou nos milésimos de segundo após o corte da câmera…

  11. Eu já disse no Twitter, mas achei muito legal o nome Ariadne e o link entre Ariadne/Labirintos/Mitologia Grega

    Assim como a Ariadne mitológica ajudou Teseu a sair do labirinto, a Ariadne do filme ajudou o personagem principal a sair do seu próprio labirinto… (claro, tecnicamente, porque o filme deixou no ar a cena final)

    Sinceramente, gostei mto mais do que Matrix. Matrix foi sensacional… mas achei Inception ainda mais.

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