Avatar

A saga do povo Na’vi, de AVATAR, entra imediatamente para o rol de lições de moral brilhantemente aplicadas pela Ficção Científica, único gênero no qual um ateu convicto pode ser tão efetivo e preciso quanto o mais pio dos religiosos, quando se propõe a ver o mundo sem nossas limitações e pré-conceitos.

por Fábio M. Barreto, de Los Angeles

*IMPORTANTE: antes de assistir a AVATAR, vi apenas um trailer e não li nenhuma crítica ou entrevista, justamente para garantir a experiência total e ser, ou não, afetado pela proposta de James Cameron. O resultado segue…*

Ao longo dos últimos meses, tenho indagado meus entrevistados com duas perguntas interessantes e, embora soem tolas, se mostraram fundamentais na noite de quinta-feira, 17 de dezembro, na sala 6 do Mann’s Chinese, em Hollywood. Por conta dos efeitos da internet, do aumento das bilheterias de cinema e da, cada vez maior, penetração da linguagem visual no modo de se comunicar de nossa sociedade, fiz essas perguntas: “o cinema tomou o lugar da literatura quando se trata de espalhar conceitos e idéias? e “perdemos a capacidade de assistir a um filme pelo que ele é, já que marketing é tudo hoje em dia?” Em resposta à primeira pergunta, Denzel Washington contou, semana passada, que obstante ao sucesso do cinema, ele continua lendo e acredita que isso não vá mudar, mas são as adaptações que, realmente, espalham a mensagem dos livros. Mas foi um argumento à segunda questão que me intrigou. Conversei com Robert Rodriguez na última segunda-feira, dentro do Troublemaker Studios, e ele definiu a situação de forma curta e perfeita: “entro num cinema e faço de conta que sou uma criança de 12 anos e deixo o filme me surpreender”. Sem querer, havia aplicado o método Robert Rodriguez a AVATAR, projeto dos sonhos de James Cameron, que estréia hoje em todo o mundo. Porém, com um custo alto: isolamento.

Depois de encarar um 2008 sobrecarregado com gargalhadas coringuescas por conta de O Cavaleiro das Trevas, e mesmo assim tendo me maravilhado pelo filme; e de ter sofrido com a frustração extrema de O Exterminador do Futuro – A Salvação; era hora de deixar o marketing de lado e confiar nos diretores. Por (in)felicidade das circunstâncias, fiquei de fora da divulgação de AVATAR – por sorte, entrevistei Sigourney Weaver por conta de outro projeto – e optei por não me informar sobre o filme. Minha paixão pelo cinema começou por conta de um trailer – O Retorno de Jedi – e não precisei de nenhuma campanha de marketing para transformar a telona no meu paraíso particular. Os deuses da Sétima Arte estavam ao meu lado, mesmo sem eu saber. Aliás, confesso, nutria grande dúvida e insegurança quanto ao resultado do novo trabalho de James Cameron.

Após um começo descontraído, com um dos presentes gritando “finalmente! 20 anos depois!”, travei meu primeiro, e ideal, contato com AVATAR. Belíssimo, levemente vertiginoso – culpa dos irreparáveis óculos 3D customizados produzidos pela Coca-Cola & RealD – e com trilha sonora encantadora. Eis que o planeta Pandora irrompe na tela, com os primeiros elementos de uma história aparentemente básica. Um irmão genial morreu. Seu gêmeo, militar resoluto, toma seu lugar. Jake Sully surge. É o herói. É Sam Worthington. Nosso guia por um novo mundo – de visual arrebatador e de poder emocional ao mesmo tempo sublimar e irresistível.

E é em sua história que reside a grande surpresa de AVATAR. Claro que visualmente é marco tecnológico e, até certo ponto, revolucionário, mas essa discussão se torna redundante a partir do momento que você, caro leitor, se ver diante daquele deslumbre cinematográfico. Uma mescla das duas perguntas mencionadas no início surgiu por volta da segunda hora de projeção. O público se vê diante de uma grande história – e não de uma história grande, importante ressaltar – com irrefutável atualidade e efeitos comportamentais que transcendem sua natureza cinematográfica.

Fosse escrita em formato de romance, a trama de AVATAR seria imediatamente comparada a As Duas Torres, de J.R.R. Tolkien, e, pior, ganharia a conotação de livro para ambientalista ou pagão deslumbrado. É a dura realidade de uma cultura dependente da referência obrigatória, incapaz de se desligar como a criança escondida na mente de Robert Rodriguez, e do ciclo dinâmico de opiniões da internet que não afetam Denzel Washington, mas que, cada vez mais, divulgam seu trabalho. A saga do povo Na’vi entra imediatamente para o rol de lições de moral brilhantemente aplicadas pela ficção científica, único gênero no qual um ateu convicto pode ser tão efetivo e preciso quanto o mais pio dos religiosos, quando se propõe a ver o mundo sem nossas limitações e pré-conceitos.

James Cameron tomou o lugar uma vez ocupado por J.R.R. Tolkien, na era da literatura, e superou George Lucas de forma gloriosa na era do áudio-visual. Faz isso ao recuperar um argumento latente e urgente seja no trabalho de Tolkien, seja na complexa e longeva A Fundação, de Isaac Asimov: consciência. Por trás de toda a roupagem do militarismo – extremo, mas superficial – e do conflito entre duas raças, mentalidades se digladiam. Seja o pensamento corporativo, já trabalhado pelo próprio Cameron em Aliens – O Resgate [lembram do personagem de Paul Reiser?], ou a descarada paixão dos cientistas pelas belezas do planeta Pandora, nem mesmo os personagens percebem a verdadeira intenção por trás dessa história.

A floresta de Pandora é a mesma Galáxia Vida, de Asimov, assim como ambas são o mesmo espírito de Fangorn, de Tolkien. Um detalhe meramente visual ou alegórico para alguns, mas indispensável numa história relevante e inesquecível. O desenvolvimento desse conceito acontece de forma gradativa e secundária, mas seu ápice pode provocar emoções incontidas, especialmente quando ligado ao segundo tema principal: segunda chance. Unindo tudo isso, trata-se de uma segunda chance para a consciência. Tudo com grande valor dramático, explicando aí a indicação do filme ao Globo de Ouro de Melhor Drama. AVATAR falha ao empolgar em sua primeira hora de projeção, mas essa nunca foi sua premissa, em termos de roteiro, claro. Visualmente a audácia é imediata.

Comparar James Cameron aos mestres previamente citados é algo arriscado, mas tal mérito surge justamente do arrojo compartilhado por todos eles. Entretanto, diferentemente de Tolkien e Asimov, Cameron será julgado imediatamente pelas bilheterias. Na internet, se espera o “melhor filme de todos os tempos”, no mundo offline, de acordo com a Fox, ainda há insegurança e as indicações ao Globo de Ouro ajudaram a acalmar os ânimos. De tudo isso, uma certeza: é uma história memorável. Sem isso, toda a mistura de captura de performance, com CGI e as filmagens em 3D não passariam de exercício visual. Outro dia, Jason Reitman tentou dar uma de espertinho quando perguntei a ele sobre 3D “qual a graça de usar isso em drama? Alguém pagaria para ver uma lágrima caindo na tela”; bem, utilizado como linguagem, esse tipo de filmagem valoriza – e muito – drama. Cameron mostrou como isso deve ser feito, logo AVATAR é muito mais que um quitute apenas para os olhos. E o filme próprio ensina o espectador a compreender sua função. Os Naa’vi “se vêem” – muito além do sentido sensorial -, respeitam seus irmãos de consciência e aprendem que escutar e compartilhar o mundo a sua volta é tão primordial quanto ouvir a voz de seus ancestrais. O modo como eles mantém a conexão com os animais e sua deidade é poético e belo.

A vocação espiritual de AVATAR é grandiosa e não intrusiva. O pensamento está exposto na tela, aproveita quem quiser… e puder. É realmente uma cornucópia de conteúdos e mensagens, não necessariamente originais, mas apresentadas de forma revitalizada. Com a saturação de histórias e suas inúmeras aplicações no entretenimento moderno, fica cada vez mais clara a tarefa dos grandes contadores de histórias: reavivar temas relevantes e mantê-los atraentes à sociedade.

Estamos diante de um novo mundo, provido com leitores digitais de livros e a cultura do IPod, e resta à mais jovem das artes liderar o caminho em direção à percepção. Enquanto políticos discutem inconclusivamente o destino do planeta, James Cameron nos leva para o futuro – na metade do século 22 – e, sem uma bomba atômica ou ciborgue assassino sequer, alerta, assusta e conscientiza. Uma segunda chance é necessária. Principalmente para a mente do espectador, incapaz de “ver” e indisposta a reaprender. Mestre Yoda já dizia: “você deve desaprender o que já aprendeu”. James Cameron entendeu o recado, George Lucas se esqueceu, e o cinema se encontra com um de seus gênios. Pandora é o novo planeta dos sonhos.

Um lugar para sonhar… e recomeçar.

E me manter alheio a tudo que era dito e mostrado sobre AVATAR foi a melhor decisão do ano.

Comente, deixe seu depoimento sobre o que sentiu assistindo ao filme, compartilhe suas emoções! Boas ou ruins! =D

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Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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48 comentários sobre “Avatar

  1. Amanhã vou ver o filme pela 1a vez. Digo isso pq já sei que uma vez não vai ser suficiente para absorver toda a grandiosidade desse novo universo.
    Vendo as imagens de Pandora, pensei que Cameron teria criado um “mundo” no estilo de Star Wars como Lucas. Mas será que há espaço para Avatar crescer no mundo da literatura como SW cresceu no chamado “Universo Expandido” ???

    1. Márcia, você sabe da minha paixão por Guerra nas Estrelas e dói dizer isso, mas George Lucas levou A lição com esse filme. Cada vez mais, a nova trilogia se configura como um ERRO. Espaço para crescer existe, porém, preferia ter apenas o filme – e o game – como referências, pois qualquer coisa além disso não faz jus à composição visual que o Cameron inventou.
      bjs

  2. “É a dura realidade de uma cultura dependente da referência obrigatória, incapaz de se desligar como a criança escondida na mente de Robert Rodriguez”

    Você deveria ter feito isso na hora de escrever. Em vez de ficar comparando e buscando referências, falar o que realmente o filme te passou, sem pré-conceitos.

    1. Uma coisa é querer se isolar de referências antecipadas, outra é querer apagar um background inconsciente formado ao longo de toda uma vida e que flui naturalmente quando você assiste um filme, lê um livro ou ouve uma música. Se o filme passou uma ligação muito íntima com as referências insconscientes – e para mim passou muito disso, já que não parava de imaginar como Cameron estava reinterpretando todos os conceitos do Campbell que o Lucas já havia interpretado – é uma estupidez querer que o cara que escreva sobre isso ignore o fato.
      Não misture alhos com bugalhos, não se apaga referências naturais cultivadas ao longo da vida apenas desligando um botão…

  3. Engraçado que concordo E discordo com muita coisa aqui…
    Muito bom filme, mas nao acho que seja para tanto alarde. (talvez porque ao contrario de voce, eu vi as “budegas” que sairam -> videos, trailers, fotos, etc)

    Assim que vi o filme.. eu SABIA que vc iria comparar ao JRRT…
    alias…
    … espero que a ideia da sequencia (avatar2) NAO VIRE!

    ps: a legenda aqui na terrinha brazillis tá bem fraca.

  4. Avatar me causou aquela velha sensação de “admirável mundo novo” que tive com Tron e The Matrix, mas incomparavelmente mais forte e arrepiante. Assisti ao filme na pré-estreia e foi a melhor coisa que poderia fazer, livre de qualquer influência positiva ou negativa em relação ao enredo e conclusão – minha maior insegurança durante os últimos meses -, apesar de acreditar naquele filme como se eu fosse uma criança.

    Ainda estou maravilhado com tudo o que vi e preciso assistir mais algumas vezes para absorver o máximo do que aquele planeta me apresentou, mas já espero pelos filhos dessa tecnologia que James Cameron criou – especialmente Battle Angel (Gunnnm), que é uma nova esperança tanto para os fãs de mangás, carentes de uma adaptação cinematográfica que realmente valha a pena, quanto aos fãs de cyberpunk, aguardando um filme revolucionário desde a obra-prima dos Irmãos Wachowski.

  5. Bem Fabio, irei ver domingo pela primeira vez em IMAX. Meus amigos não estão entendendo a minha animação para ver o filme, mas eles nem gostam tanto de cinema, eles não tem a ideia do que esta acontecendo. Eu tinha um certo receio, pensava comigo mesmo “mesma que o filme seja uma merda, vai ser uma merda estupidamente linda”

    Mas diferente de você não consegui me isolar. Li algumas críticas e acompanhei as noticias. Me preocupei com o numero de vídeos divulgados, quando a esmola é demais o santo desconfia.

    Mas agora não tenho mais medo. Vai ser como minha primeira sessão de cinema. Aquela tela gigante (e agora gigante mesmo), a emoção de ver algo novo, inesperado. E se a sessão de O Retorno do Rei me fez vibrar junto com a sala, espero estar de pé ao final de Avatar, aplaudindo.

  6. IMpressionante. Acabei de postar minha crítica e me perguntava quando alguém iria enxergar que Cameron reinterpretou as mitologias do Campbell e tinha em mãos o poder de dar substância a um universo tão palpável com criaturas, línguas e história como a criada por Tolkien. Se o cinema morreu em 77, ele morreu de novo em 2009 e renasceu com Eywa. Você captou a mesma impressão que eu tive, na comparação com essas mitologias – talvez porque eu também tenha sido afetado desde a infância por mitologias como a de Star Wars, que ERA até agora a única mitologia essencialmente cinematográfica.
    Sobre o universo expandido, há muito espaço, basta Cameron querer – tambem escrevi sobre isso e brinquei com o “Guia da Fauna e da Flora de Pandora” e “Alfabeto Na’vi para Humanos” hehe
    Só não havia me dado conta da relação que poderia fazer ainda entre Fangorn e Eywa. Minha relação foi entre a “Força” e Eywa.
    De um jeito de outro, estou extasiado. Quero mais doses de Avatar no sangue…

  7. Não fiquei tão impressionado quanto você pela história, mas de qualquer forma, achei um filme extremamente válido que entra mesmo – e de vez – pra história… mas pela produção audiovisual.

    também tive que escrever aqui pro portal onde trabalho, mas como é uma empresa mto grande, precisei escrever um texto do tipo ‘motivos pra ir ao cinema’. de qualquer forma, acho que consegui expressar lá – ao lado da minha editora, já que sou estagiário e não posso assinar matéria – o que eu achei.

    =)
    mas parabens (gostei mto do filme e, talvez, mais ainda da sua crítica)

  8. Pois.. como vc também fiquei afastado das notícias sobre o filme. Não sabia nada, o máximo era que seria em 3D e que tinha aquela filmagem captando o movimento dos atores.

    Pois 2… só o que posso dizer é que me emocionei muito com o filme e fiquei angustiado demais com a morte/queda da casa/árvore. Não é isso que se espera de um filme? Que ele nos toque de maneira profunda sem ser apelativo e melodramático?

    Não sei de teorias sobre universo extendido e tal…. mas fiquei imaginando durante boa parte do filme o que fizemos com os índios em nosso processo civilizatório. Fiquei pensando em como “combater o terror com o terror” pode ser tão atual e tão presente em um filme que é tão “ficcional”.

    Não sei se o melhor filme do ano ou da década, mas sei que cumpre seu papel de maneira muito inteligente. Gostei muito!

  9. Vi ontem no Imax e estou em choque até agora. Tentando conceber o que vi… sei que cinema não foi. Foi algo além. James Cameron tá de parabéns. Se existe alguma justiça nesse mundo, Avatar leva todos os Oscars possíveis em 2010 ( e que inventem mais alguns só pra premia-lo). WHATEVER pros dramalhões que a Academia tanto adora, esse filme bota qualquer coisa no bolso. CLARO que o 3D ajuda, o visual é preparado pra aproveitar esse recurso e impressionar… mas a história não é só uma desculpa. Ela JUSTIFICA todo o espetáculo visual, é poética, emocionante… clichê, sim, mas sinceramente, quem se importa? Eu, que sou apaixonado pelo Velho Oeste, pela cultura indígena em choque com a dos brancos, vi isso escancaradamente no filme. E gostei PRA CARALHO.

    Quem tiver acesso ao Imax, vá e tenha a experiência. Quem não puder, que procure pelo menos o 3D comum. Avatar merece.

  10. Vi Avatar 3d no Imax aqui em Curitiba. Ainda bem que tinha o trailer do “Como treinar seu Dragão” ou algo assim da Dreamworks antes pra me acostumar com IMAX 3D. Só sei que eu viajei em tudo nesse filme. Tudo tudo mesmo dou nota se não 10, 9.99 que seja. Nas cenas de voo dava vertigem que parecia estarmos bem altos mesmo. Roteiro bem construído, efeitos especiais “no seu lugar”, isso é, não pareciam efeitos especiais ainda que seres azuis de 3m e monstros voadores nã osejam nada verossímeis para quem tem bom senso rsrs. Recomendo muito e quem puder ver no IMAX (parece que só tem em Curitiba e em Sampa ou RJ, sei lá), pague os R$25,00 que vale muito a pena. James Cameron vai levar pelo menos uns 10 Oscares no ano que vem e será merecido!
    “Pandora Airlines, plataforma 5…”

  11. James Cameron é mesmo um gênio. Foi a primeira coisa que eu pensei quando o filme terminou. E eu nem vi em 3D, rs. Mas pretendo ir no começo de janeiro em outro cinema mais distante só pra viajar, digo, apreciar Pandora de novo.

    Zöe Saldana merece o Oscar, tio Jim merece o Oscar, Avatar merece todos os Oscars possíveis. Tudo bem que o roteiro não é assim uma novidade, mas nos faz pensar na nossa própria estória. O que fizemos ao nosso planeta, o que fizeram aos índios. Muita morte injusta deixou o filme mais tenso ainda e foi quando Grace morreu que eu pensei “Não quero uma sequência de Avatar”
    rs.

    Muita gente duvidou que Jim pudesse superar Star Wars, mas o que JC criou é lindo, poético, um mundo que eu quero conhecer.

    Espero a enciclopédia de Pandora que o Jim prometeu e vou já aprender a falar Na’vi, rs.

    Barreto, parabéns pela crítica, a público todo se emocionou e aplaudiu o filme de pé ao final. Obrigado James Cameron o/

    “I See you!”

  12. Não comentei, mas já tinha lido viu!!! Bom, infelizmente não pude ver em 3D, mas mesmo assim não podia deixar de conferir Avatar. Achei muito bom, e James quase me mata do coração com as cenas e com o visual de Pandora. A mensagem do filme então, não tem como quem assiste não torcer para a salvação do planeta e dos Na’vi…. E morrer de raiva dos humanos.

    Gostei dos personagens, mas o de Zoe Saldanha é o melhor deles… Logo que Neytiri entra em cena a gente já se impressiona com ela.

    Ps: Quase chorei naquela cena da Dr Grace…rs

    abraço.

  13. Assisti Avatar sábado (19/12), e ainda não consigo colocar em palavras o que vi na tela!!
    É um filme lindo de se ver!
    E preciso rever pra entender o que acontece com o Jake Sully

    Mas achei que há muitos cliches, que torna o final muito previsível. Mas quem disse que é preciso ter surpresas no final para um filme ser bom?
    Os cliches não atrapalham em nada a história. Aliás, me parece que ajudaram, pois torna mais entendível o que está acontecendo lá.
    E logo no começo, aquela imagem do buraco de mineração é assustadora. Um misto de Serra Pelada e Cubatão!!

  14. Eu estou TENTANDO assistir a Avatar no Imax no Pompéia, uma tarefa impossível.
    O pior é ter que atravessar a cidade pra descobrir que a sessão está lotada, pq o telefone do cinema não funciona e aparentemente é uma árdua tarefa para o cinema colocar um aviso no site que os ingressos esgotaram. Acho que não custa muito fazer isso…
    Assim que eu conseguir, posto meus comentários. Estou bem curiosa, ainda mais depois da sua crítica.

  15. Barreto, como vc fiz de tudo para me manter fora de todo o hype em cima na produção. Só tinha visto um trailer aqui num Cinemark qualquer e mais nada. Clichês, cgs e atuações a parte, o filme me ganhou com PANDORA!!!

    A capacidade de criar mundos fantásticos criveis, que nos façam acreditar e ainda pensar em uma relaçao com o mundo “real”… é pra poucos. Conseguimos imaginar como é viver naquele lugar, respirar aquele ar, nadar naqueles rios.

    Eu ainda estou tentando assimilar tudo que vi.

  16. Pingback: SOS Hollywood
  17. Eu ainda não consegui entender toda essa euforia em cima de Avatar. Li algum crítico falando que “Avatar não passa de uma experiência sensorial”, eu concordo. Quanto à obra de Joseph Campbell, James Cameron deve ter lido uma versão adaptada para crianças de 12 anos, por isso Robert Rodrigues provavelmente vai adorar e se surpreender, a superficialidade é gritante. Confesso que é legal testemunhar esses saltos tecnológicos da indústria cinematográfica, mas ver tanta reverência por algo “oco” é meio frustrante e preocupante. Talvez por isso que boas e audaciosas idéias de verdade, como a do Spike Jonze para “Onde vivem os monstros” ou do Aronofsky com o “Fonte da Vida”, sofram tanta resistência.

    1. Ufa, uma voz clama no deserto!
      Também não consigo entender o hype exageradíssimo sobre “Avatar”. Um filme raso onde a inovação visual se sobrepõe àquela que realmente deveria ser a proposta do cinema, contar uma boa história.
      Inclusive, me assusta quando o Barretão solta isto: De tudo isso, uma certeza: é uma história memorável. Sem isso, toda a mistura de captura de performance, com CGI e as filmagens em 3D não passariam de exercício visual., quando se vê claramente que “Avatar” nada mais é, em termos de história, do que a versão transplanetária de Pocahontas.
      E por favor: não façam Joseph Campbell se revirar no túmulo!

      Agora, faço uma ressalva ao endossar o seu comentário, Vedder: pra mim, “A Fonte da Vida” é uma masturbação visual tanto quanto “Avatar”. Com a diferença de que, enquanto um se pretende “cult”, o outro, blockbuster, é tentado ser cult pelo público…

      1. Fala Porco, belez? Tava fazendo falta por aqui! =D

        Vou tentar ser conciso nesse comentário. Já o fiz lá no RapaduraCast 164, aliás:
        Avatar conta a “Grande História”, algo conhecido de todos nós. É um tópico que considero extremamente válido e necessário. São dois elementos diferentes, claro, mas estamos exigindo inovação demais num ponto ou no outro e deixando de ver o resultado final. Juntando tudo, Avatar funciona. Não vou tentar te convencer nem nada. Para mim, funciona. É uma história cheia de coisas que acredito de verdade (não nos seres azuis, ok? =D) e trabalhado de uma forma que me emocionou e pela qual me importei por duas vezes.
        Nem entrei no quesito Joseph Campbell, pois a referência é clara e acho que não exista nenhuma história de herói cuja base não tenha sido estudada ou criada por ele. Não pensei em Pocahontas ou em “índios e caubóis” em nenhum momento, justamente por estar mergulhado nos conceitos de planeta consciente, uma única entidade viva e em comunhão, e em todo o lance de segunda chance do Jake (conforme escrevi na crítica). Tentei não ficar procurando similaridades, sabe. Não acho ruim quem o faz. Só fiz essa opção e consegui me manter “naquela” história.
        Sei lá, posso ter visto coisa demais e ter me empolgado pelo fato de o filme ter me tocado de forma muito pessoal. Mas, assim como você, me assusta saber que tanta gente está se prendendo a um aspecto ou, pior ainda, insistir em só ficar traçando paralelos do roteiro com outras coisas. Nunca disse que é uma obra-prima ou algo genial, chamei de memorável pois é esse tipo de história que marca gerações e, quer queira quer não, o cinema anda muito mais formativo do que literatura ultimamente. Essa história precisa ser contada e recontada. Ainda bem que foi na mão do Cameron e com esse baile de tecnologia.

        =D

        abraço,
        Fábio

    2. Então, Lucas, eu adoro “Fonte da Vida”, acho que o filme tem uma densidade de subtexto por frame surpreendente. As interpretações são marcantes, o roteiro não é nada mastigado e acho que agrada pessoas que buscam se aprofundar na história com diferentes níveis de intensidade. Eu gosto muito também da escolha visual dele (mesmo usando do clichê luz/escuridão para vida/morte), principalmente por fugir do padrão da grande máquina hollywoodiana de efeitos especiais (que eu também adoro, mas que pouco inova, apesar de se aperfeiçoar todo ano). Alguns dos efeitos especiais do filme são retirados do registro com zoom de reações químicas. Realmente acho uma obra de arte visual e na essência da história.

      1. É filme de cabeceira aqui, Rodrigo. Aliás, no dia em que entrevistei a Rachel Weisz, fiz questão de cumprimentá-la pelo trabalho. Adoro! =D
        E também acho esse filme tudo isso e mais um pouco. Mas sei que é um caso em que imposição não funciona, ou a pessoa se conecta à história, ou ela pode se tornar tola. E isso não faz de ninguém errado em relação à qualidade, contanto que exista base e razões para isso. Dizer “é muito foda” é o mesmo que “é um grande lixo ou pseudointelectual”. Debate é o mais importante, acima de tudo. =D

  18. Não vi o filme,
    Não tenho pressa de vê-lo, pois, sinto que o roteiro seja algo como Dança com Lobos e o melodrama de Titanic.
    Irei vê-lo no IMAX perto de casa e vou ter que aguentar a ficar 3 horas sentado com aqueles óculos irritantes. Enfim, o 3D é a salvação dos cinemas.

    Não quero nem comparar trilogias anteriores com esse Avatar. Isso será desperdício de tempo e letras. Nada será igual a Star Wars. Senhor dos Anéis? Alguém se lembra disso hoje em dia?

    Sei que vou gostar da tecnologia criada e das imagens, afinal, é por isso que estou indo ver um filme de James Cameron (Titanic, Exterminator II).

    Mas…

    Será que verei um novo Watchmen: muita propaganda, críticas elevadas e um fracasso?

    Quem liga né? Daqui algumas semanas estaremos vendo em nossos HDs. Será que mesmo assim o filme valerá a pena? Vamos torcer.

    O melhor que o Cameron fez foi criar a tecnologia que um dia a LucasFilm irá usar para uma visitinha a uma galáxia muito, muito distante.

    Abs!

    1. Zé,

      Entendo perfeitamente sua posição. Aliás, eu mesmo não me interessei muito antes de, finalmente, poder ver o filme.
      IMAX foi péssimo para mim. Meia hora de dor de cabeça aguda por causa dos óculos. Preferi infinitamente o 3D normal.

      Em termos de história, não acho que tenha a mesma força de Guerra nas Estrelas. São propostas diferentes e, claro, Lucas fez toda aquela coisa com os mitos, então acertou em cheio. Mas já discutimos muito isso, né? =D

      Eu lembro de SdA e acha muito válido sim. Os filmes continuam válidos e relevantes dentro do gênero, assim como no cinema pelo aspecto do reconhecimento.

      Sobre o roteiro, vou responder melhor lá no comentário do Lucas, mas discordo da sua leitura por um simples aspecto: Avatar não tem que revolucionar em termos de história, pq ninguém pode. Não num filme desse tipo. Ele utilizou uma história “de segurança” e mandou bala. O conjunto funciona e é uma trama que vale ser contada. Não vi nada de Titanic ali não. =D

      Abração e torço contigo para que GL resolva mandar a gente pra Kashyyyk de forma “in loccu” =D

      Fábio

  19. Pingback: Mariana Bonfim
  20. TROFÉU FRAMBOESA DE OURO PRA ELE!!!

    Cara, que filminho ruim….fui ver em 3d, e na primeira meia hora, voce pensa “cara que legal” mas depois…depois do impacto inicial vem uma historia cheia de clichês, num roteiro infantilóide (os fãs dos filmes da xuxa vão adorar…), com personagens esquematizados (mocinhos bonzinhos contra vilões malvados…) e “mensagens” ecológicas de uma pieguice tosca, além do final previsível e patético(no final, mais uma vez, saudades de tia xuxa, pois é só pra quem acredita em duendes mesmo, hehe)…e pensar que se gastou tanto em tecnologia (antes tivessem gasto mais com um bom roteirista e um diretor menos mega-plus-ultra-super…vazio de idéias). Mas nem tudo está perdido, se voce tem menos de 12 anos vai adorar…boa diversão!

  21. Alguém sabe se James Cameron falou em algum momento que a idéia dele de “Pandora”, o planeta consciente, é em grande parte inspirada na “Teoria de Gaia” do James Lovelock? Claro que o diretor levou a teoria ao extremo, mas a idéia central é extremamente parecida. E como o Cameron às vezes esquece de dar os créditos para os verdadeiros donos, ele pode não ter citado essas “semelhanças”.

  22. Fala Barreto antes de tudo um ótimo Ano Novo pra você. Assisti o filme no Imax de São Paulo, tem gente que não gostou do filme, tudo bem, opinião é opinião, mas eu achei o filme fantástico sim, o cara criou conceitos bem interessantes, ( os alienígenas terem os ossos revestidos por fibra de carbono, e seus habitantes se interligarem com o planeta como uma grande rede biológica, por exemplo). Gostei bastante também do visual quadradão dos equipamentos, nada de design “slim” como na ultima Trilogia Star Wars (aquilo me incomodou demais). Cameron mandou um puta recado para o mundo inteiro ver e ainda apontando o dedão pros Estados Unidos da América, e notei ainda algumas mensagens subliminares embutidas no longa. Será que se a Doutora Grace não fosse fumante ela teria escapado no final do filme? É isso aí. Agradeço pelo espaço Barreto, abraço.

  23. Framboesa de Ouro? Esse cara deve estar bêbado, não é possível!!! Filmaço que não precisa revolucionar o roteiro, e que besteira ficar reclamando que tem que ser uma história inédita, nunca imaginada, então, me manda um roteiro assim, se não conseguir, então dê nota mil para Avatar.
    Cada um pensa de uma maneira, mas é difícil agradar a todos mesmo, só gostariam do filme de fosse 100% revolucionário, considero isso impossível. Valeu!!! ^^v

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