[Análise] Resident Evil: Recomeço

Resident Evil Afterlife ganhou brinquedo novo e faz questão de mostrar para todo mundo: câmeras 3D!

por Fábio M. Barreto, de Los Angeles

Como diria um célebre político brasileiro, a Umbrela Corporation é imorrível. Milla Jovovich sempre se esforça para fazer sua Alice superar os tentáculos da empresa que contaminou o mundo e transformou a Humanidade num bando de zumbis sanguinários sem pestanejar, mas essas duas forças estão dispostas a baterem de frente pela eternidade. Logo, a porrada continua em Resident Evil: Recomeço (Resident Evil: Afterlife), que tem menos zumbis e mais malabarismos feitos para aproveitar ao máximo o novo brinquedinho de Paul W.S. Anderson: câmeras 3D de última geração. Ele resolveu criar a maior incidência de cenas em câmera lenta e três dimensões que o cinema já viu, mas errou na dose de emoção e acabou com um filme vazio em mãos. Bem, por ser um filme de zumbis não se deve esperar profundidade além das balas ou espadadas no crânios dos mortos-vivos, certo? Certo, entretanto, precisa ser divertido. E, dessa vez, não é.

Milla Jovovich cravou seu lugar no imaginário nérdico há anos, com Leeloo Dallas, e não precisa se provar. Diz se divertir com Alice e quer continuar repetindo a personagem até o momento em que os fãs da franquia disserem chega. “O pessoal mais velho lembra de O Quinto Elemento, mas essa molecada que faz de tudo para ir ao cinema me ver quer saber de zumbis e de Alice; tenho noção disso”, avalia a atriz, em entrevista ao SOS Hollywood. “Podemos ter mostrado menos zumbis dessa vez, mas tem aquele maluco com o machadão que dá trabalho (risos); e também precisamos deixar os outros atores fazerem algo no filme e não ficarem ali parados feito bobos esperando para morrer.. duh!”, descontrai, com seu habitual senso de humor. Alice enfrente menos mortos-vivos dessa vez, no aspecto mano-a-mano, e ela se refere à ajuda dos dois novatos na franquia: Boris Kodjoe e Wentworth Miller, de Prision Break, os únicos destaques do elenco além de Milla.

Por ser o quarto filme, impossível ignorar o sucesso da cinessérie, mas tudo tem limite. Já se sabe que Alice não corre perigo real, mas a obviedade se supera nesse novo capítulo. Muito por conta de um vilão digitalizado aos moldes daqueles marionetes de Neo e o Agente Smith em Matrix Reloaded, que é tão monotemático que faz o público torcer por sua morte para ver se o filme melhora. Tudo é gratuito e mesmo desrespeitador com o jogador de Resident Evil. De que adianta Ali Larter ser capaz de fazer um impressionante malabarismo em câmera lenta no combate com a o Executor, se a personagem falha ao ter carisma ou relevância? É uma sucessão de escolhas visuais superando qualquer compromisso com roteiro ou relevância da história. E justamente uma série que vinha bem até agora. Anderson caiu no truque do 3D no qual escolheu se meter. “Sabe que ainda não sei como fiquei em 3D? Paul levava muitas cenas pra casa e assistíamos em nossa TV gigante (risos), mas nada em 3D. Vou ver só na première”, contou Milla, que não se incomoda do marido, e diretor, levar trabalho para casa. “Se ele gostou de me ver em 3D, acho que posso confiar!”, brincou.

Zumbis morrem com tiros na cabeça, filmes problemáticos precisam de um simples tiro no pé para se complicar e Resident Evil: Recomeço faz isso com estilo. Ou melhor, como diria Boris Casoy, é uma vergonha.

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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13 comentários sobre “[Análise] Resident Evil: Recomeço

  1. Eu vi esse filme e nem foi em 3D ,mas ainda bem q não gastei dinheiro vendo esses efeitinhos em camera lenta de merda em 3D rsrsrs. O filme não tem nada ,nada mesmo já começo com tiros e assim que continua e bla bla ou seja é algo totalmente sem essencia e perda de tempo ,ainda bem que não é grande nem chega a 2 horas de duração ¬¬

  2. Lu says…

    Aos que reclamam que o filme não tem fim. E desde quando os jogos da série tem fim? Me diz ai por favor. Quem jogou sabe, então quem nunca jogou, para de abrir a boca pra cuspir lixo ao falar do filme. O jogo nunca tem fim, sempre há algo de novo, sempre uma empresa nova toma conta dos negócios e nos filmes não seria diferente. O filme em 3D é MARAVILHOSO. Aos que ficam chorando que o filme não é igual ao jogo, vê se param de pensar nessa porcaria do mundo fechado da mente de vocês e entendam que isso é uma ADAPTAÇÃO e não cenas retiradas do jogos em CG e colocadas em Live Action. O filme é o melhor da série, com muita ação e que consertou alguns erros dos outros filmes. Está fazendo MUITO mais sucesso que os outros, e isso, é inegável. CHUPEM, se gostem ou não.

  3. Não pretendo ver pois só o trailer mostrava que Paul W.S. Anderson fez algo estilo “Pequenos Espiões 3D”, que, na época, dada a “novidade genuina” da câmera, valia a pena ter balas, parafusos e outras coisas na sua cara o tempo todo, à exceção de que “P.E.3D” tinha um mínimo de semântica inerente. Hoje em dia… esse tipo de espalhafate é ridiculo demais

  4. Affe… velho na boa, quer assistir um filme de terror… sei la, assiste “Uma noite alucinante”, mais não esses lixos, na real, o filme é uma porcaria, assim como todos os seus antecessores, absolutamente na a ver com o game, se quer fazer algo parecido… tudo bem, porem, pegar o nome da franquia e estragar com toda a historia do jeito que vêm fazendo… lastimavel… esse RE-Afterlife tem aproximadamente 90 minutos… se todas as partes deste filme que foram editadas em slow-motion tivessem a velocidade normal, o filme teria 30 minutos, slow-motion pra atirar, slow-motion pra agachar, slow-motion pra piscar, slow-motion pra respirar, afffe cara, que porcaria, ainda bem que baixei da net… o filme é uma mistura de qualquer coisa que tenha Zumbi (menos o Resident Evil) mais o Galerians/Dragon Ball (que envolve poder da mente) com Matrix….. meu, simplificando…. liga a TV e assiste o Chaves que é bem melhor.
    Só para finaliza… quer um fulme legal de Game que seje fiel a historia… Silent Hill, claro, também tem algumas gafezinhas… mais o o filme é 98% do game.. vale a dica ae… FLWs

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