Gente Que Escreve 036 – Livro Coletivo

Como parte dos esforços da equipe do Gente Que Escreve para fomentar (o Rob Gordon exigiu o uso desse termo!) a comunidade brasileira de escritores, o podcast levou a sério uma ideia surgida no episódio 034 e, agora, lança o projeto de Livro Coletivo. Vamos escrever um livro inteiro com 24 pontos de vista diferentes! Quer saber como? Qual é a temática? Que loucura é essa? Ouça o programa!

Mas, claro, para facilitar, aí vão as regras, datas e etc:

  • 24 autores
    • Rob Gordon (capítulo inicial);
    • 10 autores convidados pelo Gente que Escreve;
    • 8 autores escolhidos entre os Apoiadores;
      (Apoiadores terão mais vagas, veja abaixo como ser um deles);
    • 4 autores escolhidos entre os ouvintes;
    • Fábio M. Barreto (capítulo final).
  • Interessados devem publicar um parágrafo de até 5 (cinco) linhas, nos comentários ABAIXO, sugerindo/defendendo o seu ponto de vista, até o dia 30 de junho. A proposta TEM que ser baseada no conceito apresentado durante o programa.
  • UMA inscrição por pessoa. Ou seja, PENSE e TRABALHE no texto antes de publicar.
  • Identifique-se assim: [Nome do Texto] – [Nome do Autor]
    Caso seja apoiador, inclua “APOIADOR” após o nome do autor.
  • Escolha será feita por voto popular entre membros da nossa comunidade e convidados. Em caso de empate, Barreto e Gordon decidem.
  • Após a seleção, os autores receberão a data de entrega do original (aproximadamente, 3 meses).
  • O direito dos textos individuais permanece com cada autor, mas, reunidos, farão parte do livro do Gente que Escreve. Em outras palavras, faça o que quiser com ele. Se você participar, você, automaticamente, concorda em deixar que o Gente Que Escreve (via SOS Hollywood Productions) publique seu texto como parte dessa obra.
  • Participantes e apoiadores receberão cópias gratuitas. O livro será comercializado a preço mínimo de cada mercado na Amazon (pelo primeiro ano de publicação). Eventuais lucros serão direcionados à manutenção do programa (servidor, equipamento, etc).

Ouça, comente e compartilhe!

COLABORE COM O GENTE QUE ESCREVE

Na nossa campanha de Apoio Coletivo, você pode ajudar o Gente Que Escreve a trocar equipamentos, pagar os custos de hospedagem, investir em equipe, e, acima de tudo, garantir a assiduidade dos programas. O programa vai continuar com distribuição gratuita, então, mesmo que você não possa ajudar financeiramente, colabore divulgando para os amigos e participando da nossa comunidade tanto no Facebook quanto nos comentários dos programas.

Para conhecer a campanha e ver como você pode colaborar, visite a plataforma de sua escolha:
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APRESENTAÇÃO

Fábio M. Barreto & Rob Gordon

EDIÇÃO

Danilo Battistini

ARTE DA CAPA

Johnny Bijos

LOGOTIPOS

André Zuil

DESIGN DO SITE

Alexandre Chaves – Fireball

LINKS RECOMENDADOS

Red Shirts – Livro de John Scalzi.
Escreva Sua História – curso gratuito e newsletter para escritores.
Barreto na Amazon – Horror, FC & F, Suspense e mais!
Rob Gordon na Amazon – Só um, por enquanto!
Terapia – HQ premiada do Rob Gordon
Championship Vinyl – Blog do Rob Gordon.
Championship Chronicles – Blog de Crônicas do Rob Gordon.
Goodreads – Livros do Barreto na comunidade norte-americana.

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Sobre 

Fábio M. Barreto é escritor e roteirista. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atua como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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118 comentários sobre “Gente Que Escreve 036 – Livro Coletivo

  1. O Astronauta Vitoriano – Rafael Soler

    Então a criatura adentrou em meu cárcere, como sempre, fazendo sons que mentes humanas jamais poderiam compreender. Sua vestimenta, que em muito lembrava um escafandro, me impedia de ter um vislumbre de sua aparência, mas a abertura em seu elmo, por onde saiam terríveis tentáculos esverdeados e de aparência pegajosa, já era o suficiente para aterrorizar minha pobre alma. Tudo o que eu mais desejava nesse momento era voltar para minha casa, para minha esposa. Talvez a “guerra para acabar com todas as guerras” já houvesse terminado.

  2. Em Seus Olhos – Rogério Mendes

    Há dois anos, após um choque emocional, Bia ficou cega. Ela poderia voltar a enxergar, os psicólogos disseram, se fizesse sessões de regressão hipnótica e seu inconsciente fosse levado ao momento de seu trauma. Bia, contudo, sabia que não conseguiria submeter-se àquele tratamento. Quando pensava sobre a perda da visão, seu corpo todo tremia incontrolavelmente, as mãos ficavam pesadas e sentia um horrível aperto na garganta. Não lembrava o que havia causado a cegueira, mas havia decidido adaptar-se à sua deficiência e, na medida do possível, ter uma vida normal. Isso, é claro, foi antes de encontrar-se presa num quarto com pessoas desconhecidas.

      1. Adorei esse plot twist. ^^ Daria para brincar com aqueles clichês: “no final tudo não passava de um sonho” ou “tudo era só loucura do personagem”, porque as coisas aconteceriam mesmo na cabeça dele “mas isso não significa que não é real”. As personalidades o distraindo do fato de estar livre, de que é “só” sair, e no fim juntas para impedir a fuga.

  3. O céu da noite – Adilson P Santos (adilsonpinheirosds@gmail.com)
    Ynrad, um prisioneiro de guerra que matava em nome da sua pátria e foi envolto em uma trama de traições…
    -Você pode abandonar o seu passado quantas vezes quiser Ynrad mas isso não o faz melhor, isso não o torna digno de merda nenhuma. Isso não vai fazer com que você consiga dormir melhor a noite ou acorda sorridente pela manhã. Você é um assassino. E você sabe disso, mais do que ninguém, você sabe disso. Perdão? Quantos ainda acreditam na maldita corte? Hum…?! Quantos você acha que ainda respeitam os velhos códigos? Isso importa mesmo? Espero que apodreça nessa maldita cela…

  4. Local: um manicômio. Personagens: três personalidades distintas. Tempo e espaço: uma personalidade vivi no passado, outra no presente e a última no futuro. E nenhuma delas sabe da existência uma da outra. Enredo: uma personalidade é cega, outra é surda e a última é muda. Porém, uma destas personalidades aos poucos começa a descobrir quem são duas destas personalidades; e usará estas informações para sair viva de mesma instituição.

  5. Speed o alucinado – Bruno Coppini (apoiador)

    Speed é um cocainômano assumido e ciente de suas condições, porém em seus pensamentos já não sabe mais quando está sob efeito da droga, da falta dela ou quando está são.
    As dúvidas ficam mais perturbadoras quando ele começa a se comunicar com os corvos que rondam a sala em que se encontra preso.

  6. Grumeiro – Joao Paulo Sossoloti [APOIADOR]

    Sentado com os pés sujos juntos e amarrados, o grumeiro Joaquim sente o balanço do velho navio e o rangir das madeiras ao porão. Preso pelos próprios marujos que outrora eram seus companheiros, só que o que lhes resta é aguentar e esperar que a frota de Cabral chegar ao seu destino o quanto antes… e torcer que algum antigo amigo lhe traga algo para comer.

  7. o detetive policial – Daniel Capua

    Jacques Arminot é um detetive particular, conduzia seus casos mais relevantes até que, emboscado, é preso e acorda num manicômio, ou é disso que se lembra. Ele examina os fatos, mas as provas a volta só mostram que outros estiveram ali, porém ao acordar em sua segunda noite nota que as coisas mudaram, alguém esteve ali!

    Minha proposta é usar elementos dos demais textos como easter eggs deste capítulo, ou ainda colocá-lo em alguma altura do livro que comece a dar a ideia de união dos personagens para o leitor.

  8. Só eu fiquei com vontade de ler um capítulo com o besouro? Um negócio meio Kafka. Ele se batendo nas paredes desnorteado, andando pelo teto. Ou mesmo um escaravelho, puxando para um lado mais egípcio: um símbolo dos ciclos, de morte e de renascimento. Poderia ser uma espécie de “easter egg”, sei lá. Ele aparecer girando uma bola de esterco em um ciclo sem fim, ou sair da boca de um cadáver (já que há algumas sugestões de personagens assassinos), e no fim lá estaria ele a trocar de carapaça: “renascendo”, libertando-se, em fuga.

  9. O Bom Ladrão – Lucas Amirati

    Sou um ladrão, não quer dizer que mereça estar trancado nesse inferno, tenho cinco filhos e uma esposa para alimentar. Só queria poder me lembrar do rosto de todos eles, estão me envenenando, as injeções me deixam doente, me fazem esquecer. Por Deus, eu não quero esquecer,. Preciso fugir, rápido.

    1. SPOILERS de uma história que nem sei se será contada abaixo:

      A idéia é que essa personalidade (o nome pode ser dado quando a época e o lugar for definido) só aflore quando o personagem estiver preso, trancado, é a personalidade fujona do nosso amigo. Sempre está com saudades de casa, sempre sentindo falta de sua família. Família essa que não existe, que ele jamais verá, por que essa personalidade só irá emergir de novo no próximo cárcere. Então ele terá as mesmas lembranças e os mesmos motivos para escapar de novo.

      O pulo do gato da estrutura deste capítulo (se é que posso chamar assim), será as lembranças vívidas que ele terá de cada membro da família, mesmo sem ver as faces de seus filhos nitidamente. Outros momentos serão dos pensamentos e planos de como escapar (podemos trocar idéias sobre isso). O importante é fazer o leitor acreditar que ele de fato tem uma família e que só cometeu seus crimes para salvá-los (cometeu?), e então, quando ele estiver livre, bum, filhos não existem, esposa não existe, a personalidade adormece, aguardando a próxima enrascada. =D

  10. Eis uma sugestão de uma personalidade do personagem da história

    Bob – o cachorro
    Enquanto era totalmente desprezado por seu responsável, o personagem, via um cachorro ser tratado como um filho (um verdadeiro filho). No momento de ruptura das personalidades, surge Bob, o cachorro, que esperava receber algum carinho e atenção, mas que sofre ainda mais por fazer o que todos os cachorros fazem e são recompensados, Bob não entende, ele late, abana o rabo tenta brincar com as pessoas, mas elas só olham com cara feia e o amarram em uma posição que não é boa para um cachorro, ele não consegue correr dentro da sala minúscula onde se encontra, não consegue sair, ele só quer brincar.

  11. Antonio Gotlieb morreu e a partir do caixão, em formato memórias póstumas, irá revelar um grande segredo. Ele traiu o próprio irmão.
    Apesar de algum talento, a arte de Antonio nunca caiu nas graças de crítica e público. Seu único sucesso em vida é uma obra roubada do irmão. Um artista despretensioso, porém extremamente carismático.
    A amargura pela traição agrava-se quando uma tragédia atinge seus sobrinhos, e um sentimento de culpa passa a corroê-lo por dentro.
    Influências e inspirações: Amadeus de Peter Shaffer, Memorias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, Irmãos Karamazov de Dostoiévski e Better call Saul.

  12. Ela terminou de traçar as inscrições na pedra, e se afastou para ver seu trabalho completo. À meia luz da lua que entrava na caverna, o sangue parecia mais escuro do que era na realidade, e uma fina névoa espiralava sobre as runas desenhadas. Os símbolos a libertariam da maldição, mas até que os ciclos celestes findassem, nada poderia fazer além de aguardar. Sua rotina era ritualística, e em todos os caminhos que percorria no labirinto, sua mente sempre era encadeada pela danação a que fora jurada. Em seu cárcere a bruxa recordava de cada lição que ensinara a sua neófita traidora. “Seja anátema”, praguejou silenciosamente. Como fazia todas as vezes que terminava de retocar com o sangue as runas de sua libertação.

  13. E sobre a sugestão de autores convidados, eu acho uma ótima ideia chamar o Raphael Montes, autor de Suicidas e Dias Perfeitos. Ele é um escritor extraordinário e tem uma capacidade de descrever psicopatas e pessoas com distúrbios psicológicos com uma maestria singular. Eu já tive contato com ele no passado, para tentar levado a uma palestra na faculdade, e ele foi super prestativo e atencioso. Creio que ele acharia uma ideia bem legal participar. Fica ai minha dica.

  14. Bem vindo ao clube – Bruno Silberman

    Elizeu é convidado a participar de um clube exclusivo, porém, quando decidiu ir embora percebeu que era um prisioneiro, e de repente toda a sua vida se resumia a uma rotina monótona e submissa. Após várias tentativas de fuga fracassadas, Elizeu teve que aprender a viver nesta nova comunidade. E depois de uma conversa com outro participante do clube, ele determina seu plano final, que garantia sua liberdade, porém em outro plano de existência. “O sangue, parece infinito, como se um portal tivesse sido aberto à um universo rubro viscoso. Tudo resumia-se as delicadas perturbações no líquido, nada mais importava, apenas aquele pequeno córrego de sangue que se alastrava e perseguia um inimigo invisível, era feroz e rápido e desfilava elegantemente com seu porte respeitável e intimidador. ”

    (O plano foi um fracasso, ele foi resgatado por uma coordenadora antes de morrer. E este resgate pode ser um gancho para o aparecimento da nova personalidade no próximo capítulo).

  15. Abelardo – Ricardo Leandro

    Ele sonhava um dia descobrir o seu (dele) eu. Aventurando-se pelas leituras de velhos livros a procura de entender o que poderia vir a ser – ou fazer por si -, via-se obrigado a entregar-se a um mundo extremamente hostil e contrário a sua existência. Quais armas Abelardo poderia dispor para obter sucesso e estar sempre alegre e feliz? Sua compreensão da natureza humana o tornaria forte o suficiente para dançar descalço sobre as brasas dos relacionamentos?

  16. Alien cientista xenobiólogo do tipo Grey – Rodrigo Fernandes (apoiador) / Metódico, cruel sem transparecer, adepto de “pequenas autópsias” responsáveis por mutilações (permanentes ou não) no objeto de estudo. Possível uso de probes (funcionais ou não) e navalhas acumulados ilegalmente no interior do manicômio. Devido ao tempo em q se passa o doente não se reconhece completamente. Alguns elementos da mitologia Grey atual podem ser incluídos como sugestão de q eles seriam reais, por surgir antes de sua aparição recente.

  17. Juliana, a violinista – por Ana Martins
    Ela ter por volta de 25 anos e é muito ansiosa. Só se acalma mesmo quando toca seu violino. Tem vezes que ela toca por horas para tentar se sentir melhor. Juliana não gosta de fazer coisas consideradas erradas, sempre acha que algo ruim vai acontecer com ela. Ela gosta muito de luz solar, e se sente fraca e deprimida quando o sol fica sem aparecer por muitos dias.

  18. Traduzindo terroristas – Diogenes Parolin Junior
    Alexandre é um tradutor mal-humorado e pessimista, ele acredita ser refém de um grupo terrorista devido a seus conhecimentos de linguagem: um ótimo candidato a intérprete em algum tipo de negociação ou jogo doentio que não tem como acabar bem. Enquanto o dia não chega, ele é mantido em um quarto onde recebe visitas regulares de pessoas trajadas de branco e máscaras, que lhe entregam textos estrangeiros para fazê-lo treinar um vocabulário específico. Que vocabulário é esse? Ele ainda não sabe.

  19. Sérgio/Sônia – por Lello Lopes (apoiador)

    Sérgio é um jovem adulto transexual, que está na fase final de seu processo de mudança de gênero. Nascido como Sônia, foi expulso de casa pelo pai fanático religioso e viveu por anos na rua, onde aprendeu a sobreviver em condições desumanas. Mesmo assim, nunca perdeu a doçura e a esperança. Acho que ele é um bom personagem porque sintetiza o problema de alguém que busca a sua personalidade e vive em um corpo que não lhe pertence.

  20. A Mente de Adam – Jhonathan Francioli

    Adam possui poderes psíquicos. Ele é mantido preso em um quarto escuro e acredita que fazem isto para o terem sob controle por ser perigoso. Todavia, ocasionalmente o deixam sair de seu quarto para ir a sala, um local sem janelas, onde se encontra um suposto tetraplégico sentado em uma cadeira de rodas, assistindo sempre o mesmo filme em uma velha TV. Ele e Adam costumam conversar. Os seus poderes parecem não funcionar ali. A história ira girar em torno de Adam na tentativa de usar os seus poderes para escapar e de seu relacionamento com o homem tetraplégico. O final deste capítulo irá fomentar ainda mais a dúvida do leitor quanto a veracidade dos poderes de Adam. Era ou não real?

  21. A madrugada – Lucas Lima

    Heitor é um jovem fracassado que aparece na madrugada, ele acorda no meio da noite devido sua insônia e incorpora uma personalidade depressiva, com olheiras e que chora por tudo que já passou na vida, comparando-se com seus amigos ‘lá fora’. Justamente quando os volume de funcionários do manicômio é menor – na madrugada – ele tenta uma fuga… ou até mesmo um suicídio para acabar com a agonia.

  22. lembrando pessoal, que é defesa de personalidade e não trechos de dialogos ou mesmo da trama (mesmo que um dialogo reflete o estado psicologico do personagem). Acredito que deva ser mais pontual em relação a isso. A trama será orientada pelo F.Barreto e pelo Rob e nessa etapa (postando 5 linhas de defesa), não seria o momento para tal.

  23. Daniel tem 46 anos, mas com um rostinho de 34. Barba bem feita, jaleco engomado e gravata sempre exibindo um nó windsor desde os tempos de residência na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Seu talento para salvar vidas rendeu a ele o apelido de “O Clínico”. Orgulhoso de “nunca” ter perdido um paciente, mas desgostoso com a politica de saude publica, é no “whisky” e na “cocaína” que ele encontra amigos – preso no manicômio ele acredita estar trabalhando num pronto-socorro.

  24. Baixo Ventre – Carvalho de Mendonça

    No dia da confirmação da gravidez de Sara, seu amante se matou. O marido, estéril, ao receber a notícia de que seria pai, acreditou tratar-se de um milagre celestial. A situação gerou um cruel sentimento de culpa na mulher, que se transformou em desespero após seguidas gestações inexplicáveis. As crianças nasciam, morriam e um novo ciclo se iniciava imediatamente. Enquanto o esposo confiava possuir uma missão divina, ela buscou respostas em um caminho sombrio e sem volta.
    Neste capítulo, Sara nos conta os detalhes de sua maldição.

  25. O Médico – Pablo de Assis

    Transtorno Dissociativo de Personalidade acomete vítimas de fortes traumas que criam tais personalidades divergentes para conseguir lidar com a realidade pós-traumática. Geralmente essas vítimas visitam médicos e hospitais para lidar com o trauma e vêem em seus cuidadores personalidades acolhedoras, capazes de suportar a realidade cruel do trauma vivido. O Dr. Francisco é um desses médicos, psiquiatra especializado em pacientes com severos traumas. Ele tem uma voz calma e pacífica e geralmente possui bons insights sobre o funcionamento psíquico de seus pacientes. Atualmente, ele trabalha com 23 pacientes no hospital psiquiátrico, que em sua maioria não sabem que estão hospitalizados. Ele é frequentemente procurado por enfermeiros e outros médicos para ouvir opiniões e sugestões a respeito dos pacientes.

  26. Adamastor – O Viajante do Tempo.
    – Doutor! – Ele berrou agarrando-se às barras ao ver o médico que passava pelo corredor. – Por favor, ouve um engano! Eu não sou louco! Eu já disse: eu vim do ano 3032, uma coisa horrível vai acontecer. Eu vi alertar o presidente! Milhões de vidas serão perdidas. – Os cabelos desgrenhados e a barba de três semanas davam a ele um aspecto desmazelado, e ele tinha consciência disso. – Eu não devia estar aqui! Porque ninguém acredita em mim?

  27. A Carcereira – Mike Wevanne (APOIADOR)

    A personalidade-protagonista deste capítulo é a responsável pelo cárcere das demais personalidades, ela se auto-impôs a tarefa de proteger a persona-original contra o trauma gerado pela tragédia que causou a fragmentação de sua mente. Ela não foi o primeiro alter-ego e foi criada quando os demais começaram a bagunçar a vida do eu-original. Ela trata os demais alter-egos como pessoas sob seu julgamento, punindo-as, de acordo com os valores fragmentados da psique do eu-original, que é tratado por ela com superproteção, quase como se fosse uma criança. Ela acha o confinamento (descrito na forma de uma prisão, mas sem especificar o tipo) uma boa forma manter todos sob controle.

  28. Aurora

    Com dez anos de idade Aurora parece uma menina meiga, vestida com seus laços e babados. Ledo engano. Aurora é quieta e sorrateira, o que ninguém sabe é que por trás dessa fachada ela esconde um segredo: Aurora consegue prever o futuro. Rejeitada pelos pais por causa de suas previsões tenebrosas, Aurora aprendeu a manipular as pessoas para conseguir o que quer. Ela pode revelar seu destino, mas será que você vai aguentar pagar o preço?

  29. Andy o Androide – Guilherme Santos

    Andy é um androide que fora aprisionado em uma sala para estudos. Ao contrário da maioria, Andy possui uma falha. Falha esta que precisa ser corrigida. Claro que o melhor a ser feito era desativa-lo e reutilizar as peças não defeituosas, no entanto a Dra. Alice, juntamente com o Dr. Yusuf lutam contra o alto escalão para estudar este peculiar autômato. No meio desta disputa, o pobre Andy tenta entender porque não é igual a todos os outros e principalmente: por qual motivo ele sonha?

  30. O soldado e a enfermeira – Vinicius Bezerra

    Os médicos disseram ser estresse pós-traumático. Mentira. Nunca fui tão feliz quanto na guerra. As pílulas turvavam meus pensamentos. Passei a cuspi-las quando você virava as costas. Juntei-as. Com 18 eu tinha um plano de fuga. Com 72, uma vingança. Você me amava e passou a me odiar, não sei por quê. Agora dorme em outro quarto nesta mansão fria e desolada: Grande para um casal, enorme para dois estranhos. Você vem me traindo, meu amor? Você tem medo de mim? Não posso conviver com isso. Vou embora. Esta noite você receberá 108 beijos de despedida. Não sinto mais nada por você. Apenas todo o amor do mundo.

  31. # O Boto — Maurício Piccini — Apoiador

    A jovem Clara Lua foi presa por sua família para prevenir seu contato com o Boto — personagem lendário do norte do Brasil similar às sereias, mas que atrai mulheres — com o qual ela já teve um encontro romântico anterior. Clara Lua tem emoções ambíguas quanto a sua prisão. Busca, em cada pessoa que abre a porta de sua cela, sinais de que — talvez, dessa vez — seja o Boto disfarçado: mãos enrugadas, roupas molhadas, chapéu para ocultar o espiráculo, cheiro de água salgada. Agora, Clara Lua precisa decidir entre a proteção familiar ou amor desconhecido.

  32. Domador de Realezas – Matheus N. Rehem

    Quando os meus cabelos ainda não eram grisalhos e quando meu rosto era completamente liso – com exceção de meu ilustre bigode, é claro – eu comandava feras. Não eram feras quaisquer, eram os reis e rainhas das selvas. Sim, os leões. Eu os domava e mostrava ao público os truques que eu os ensinava, todo adoravam, era a maior atração – tirando o sucesso de meu bigode, obviamente –. De Londres à Istambul, nenhum dos domadores de realezas que eu encontrava, através dos trilhos que percorria com minha trupe, conseguia domar tão magnificamente quanto eu. Estes dias acabaram com o tempo, mas eu ainda continuo vivendo com pessoas doidas de pedra, que nem nos velhos tempos.

  33. Antônia – Felipe Guedes

    Um gostava do pão sem casca. Outro, só da casca. Uma odiava a borda, mas tirava sozinha para “não me dar trabalho”. Fofa. Alguns deles são velhos, outros grossos e alguns nem falam a minha língua. Não importa. Chamo todos de crianças. Faz anos que não anoto mais nada no caderninho. Já decorei as excentricidades de todos os patrões. Ser babá cansa. Compensa, mas cansa. E eu sei, melhor que ninguém, como é complicado cuidar de 23 ao mesmo tempo.

  34. Tenho lido algumas das ideias e fiquei com uma dúvida. Se alguém entender de psiquiatria/psicologia, me dá uma força. O quanto uma personalidade pode gerar outros elementos? A personalidade vem acompanhada de personagens imaginários? Ou é apenas uma outra “consciência” que assume o corpo (ainda que tenha um background próprio) e tem que se relacionar com a realidade (ambiente onde a pessoa está, pessoas que interagem com ela, mesmo que a personalidade os deturpe)?

    Acho que isso pode nos ajudar a definir melhor o que vale nessas personalidades.

    1. Como é ficção, acho que cabe pensar nesse elementos com liberdade. Eu lembrei do filme “Os 12 Macacos”, lá eles tratam sobre uma doença chamada de “divergência mental”, acho que é do que tu está se referindo… Um personagem que cria um mundo a parte, como se ele se catapultasse para outra realidade, mas ainda interage com o mundo real, ignorando as inconsistências que deveriam revelar sua loucura.
      Me deu até vontade de pesquisar algo sobre psicologia… Aliás, deve incrementar muito o conteúdo de quem for participar.

      1. Sonho de um homem ridiculo de Dostoiévski descreve exatamente esse “fenômeno”. Nao a toa seus livros foram usados na base da criação da psicologia freudiana.

        Usando outro exemplo da cultura pop, em Exterminador do Futuro 2 este é o diagnóstico da Sarah Connor. Os medics acham que ela imaginou o futuro distópico e quer avisar as autoridades com o intuito de auto afirmação, uma vez que em seu universo imaginário só ele teve a revelação.

  35. Ué, por que está tão escuro aqui? Deve ter sido um apagão. Ainda bem que já desliguei o fogo, senão meus bolinhos de chuva queimariam. Minha neta está para chegar, ela gosta de comer a casquinha dos bolinhos só tostadinha, mais do que isso ela diz que fica amargo. Mas, que cheiro é este? Parece que alguém esqueceu uma meia molhada dentro de uma gaveta. Será que é mofo? Vou acender uma vela. Que demora até encontrar a porta da cozinha. Será que fui ao banheiro e esqueci. Vou ter que ir ao médico. Ah, barulho de chave. Oi querida, entre, tem bolinho de chuva. Não faz muito que fritei. Assim que voltar a luz, podemos sentar para comer enquanto você me conta como foi o seu dia.

    1. Corrigindo o comentário anterior:

      Bolinhos de chuva – Guilherme B. Ceolin

      Ué, por que está tão escuro aqui? Deve ter sido um apagão. Ainda bem que já desliguei o fogo, senão meus bolinhos de chuva queimariam. Minha neta está para chegar, ela gosta de comer a casquinha dos bolinhos só tostadinha, mais do que isso ela diz que fica amargo. Mas, que cheiro é este? Parece que alguém esqueceu uma meia molhada dentro de uma gaveta. Será que é mofo? Vou acender uma vela. Que demora até encontrar a porta da cozinha. Será que fui ao banheiro e esqueci. Vou ter que ir ao médico. Ah, barulho de chave. Oi querida, entre, tem bolinho de chuva. Não faz muito que fritei. Assim que voltar a luz, podemos sentar para comer enquanto você me conta como foi o seu dia.

  36. A pequena Gabi – Érica Yumi Issagawa

    Eu sou a Gabi, estou de castigo… desde a semana passada, eu acho (mas parece bem mais). E mamãe só deixa o Albert entrar no meu quarto. Acho que a mamãe faz isso para eu me sentir mais culpada. Eu não lembro mais o que eu fiz, mas eu sei que foi uma coisa muito ruim, porquê o Albert fica me fazendo mal, às vezes aparece do meu lado, do nada. Por isso, eu fico com os olhos bem fechados, só esperando a voz da mamãe dizendo que posso sair.

  37. O vizinho – Luciano Negreiros
    O nosso protagonista se internou como um paciente voluntário e acredita que pode sair a qualquer momento. Certa noite, uma voz do outro lado da parede o chama. Era um outro paciente, vizinho de quarto. Eles não se vêem mas passam a conversar pelas frestas na parede, numa falha estrutural do antigo prédio. O vizinho é obcecado pela fuga e passa a questionar as reais intenções daquele lugar. Ele conta algumas estórias para o nosso protagonista e passa a contamina-lo com desconfiança, dúvidas e uma paranoia crescente. O protagonista fica ciente da gravidade daquelas conversas quando resolve deixar o lugar e, pelas inúmeras desculpas, percebe que o vizinho pode ter razão. O protagonista passa a assimilar todas as suas ideias e incorpora as suas paranoias, sua obsessão e seus maneirismos como traçar planos para fuga, argumentos racionalizados, insensibilidade, pensamentos em voz alta e dificuldade em focar nas atividades mais simples. Ele passa a absorver seus hábitos. Ao final, como sabemos que ele foge, ele tenta voltar para que seu vizinho possa fugir com ele, mas se depara com uma saleta minuscula com prateleiras e materiais de limpeza; um local impossível para colocar sequer uma cama. Muito menos abrigar o seu amigo.

  38. A Criança – Marcelo Cabral
    O meu personagem seria uma criança com 7 anos, sua participação seria um contraponto ao ambiente hostil do local. Ela é meiga e possui um ótimo senso de humor, traria alívio e faria nosso protagonista fazer coisas desconexas, como tomar banho de açúcar, fazer desenhos pelo corpo, esconder remédios. O protagonista seria forçado a refletir sobre sua existência e, em determinado momento, descobriria que a criança é ele próprio em sua infância.

  39. A pequena Alva – Rodrigo C K (apoiador)

    Alva é uma menina de 9 anos. Geralmente ‘aparece’ ao amanhecer, com sua boneca em mãos e sentada de costas para a porta. Ela tem o temperamento dócil de uma criança, mas às vezes tem acessos de raiva. Em alguns momentos age de maneira mimada, em outros, melancólica. Sempre questiona o motivo de estar presa. Não em um lugar, mas em um corpo que não deveria ser o seu. Seu passatempo favorito é pedir que lhe relatem o que acontece “depois da porta e da janela”, com detalhes e horários. Desta forma, pode ver pelos olhos dos outros o mundo do lado de fora do seu quarto (além de obter informações sobre a rotina e funcionamento do local).

  40. Ninfomaníaco – Júlio Costa

    Meu capítulo seria repleto de sarcasmo, ironia e pecado. Seria um ponto na narrativa onde ela se tornaria cheia de transgressão e lascívia. O ponto onde o protagonista revelaria uma personalidade sexualmente perversa. Ele acredita que foi preso por um dos muitos garotos que abusou, chantageou ou não cumpriu promessas. Essa personalidade viciada em sexo, enfrenta os dilemas causados por essa dependência, que agora mais do que nunca, se manifesta, fazendo-o procurar dentro de si forças para se compreender.

  41. Amanda – Por Flávio Leônidas (corrigido)

    Influenciada pelo primeiro amor da sua vida, acabou viciada em drogas. Seu pai, um homem de vida pública não pode deixar “esse incidente manchar sua imagem”. Convencido por seus assessores ele a interna em um hospício. Agora, com tempo de sobra pra recordar de vários momentos da sua vida, Amanada se á conta de que sempre soube ler padrões de comportamento das pessoas, o auto-reconhecimento dessa habilidade unida à sua inteligência ímpar e uma pitada de sedução podem ser; não somente a porta de saída deste lugar, como também a chave que desvendará toda a trama.

  42. ARTHUR ANKERKRONE – VÁCUO NO VENTO

    Oi. Meu nome é Tânia. Tudo bem? Tenho dezoito anos e detesto cebolas roxas. Elas me perseguem. Ficou pior nos últimos dias. Não me deixam mais dormir. Nem me dizem como sair daqui. E olha que eu pedi com educação. Tenho que fazer alguma coisa. Rápido.
    Espera! Que é aquilo me olhando atrás da porta? Por que o vidro tá mudando de cor?

    Esta é a personalidade de Tânia. Uma garota normal. Bem normal.

  43. Quebra de Corrente – Philippe Lupin

    O Engravatado pensa que eu sou o elo mais fraco, eu. Mas num sou não. Só porque eu cometi um erro pequenininho uma vez! Uma única vez! Eles me deram outra chance, o Conselho. Eu trabalho pra eles agora, eu. Sei direitinho o que eles querem fazer. Mas num vou contar, não. Não dessa vez. A Velha diz que a culpa é toda minha, mas num pode ser não. Mesmo os Outros fazendo pressão, eu guentei firme, eu. Puseram a Menina pra cuidar de mim… Hahaha. Mas ela é doidinha, doidinha. Pode num parecer, mas sou mais esperto que ela, eu. Na verdade, sou mais esperto do que quase todos eles… Eles precisam de mim. Eles sabem que precisam. Vão ter que me dar o que eu quero. Senão ninguém sai.

  44. O Conde – Márcio Moreira [Apoiador]

    Alexandre, antes de todo banho de sol, ouvia o seu companheiro de cela delirar, como se zombasse das habilidades do destino em criar coincidências: “Sou um velho homem de fé, e você, um ‘injustiçado’… Será que há um tesouro te esperando em algum lugar além dos muros dessa prisão, Edmond?” Não entendia aquelas palavras. Até que uma ida à biblioteca, finalmente o apresentou ao seu homônimo. “Alexandre Dumas”, era o nome do autor. Nunca foi dado à leitura, mas o antigo livro daquele francês mudaria tudo. Ele seria a sua bíblia de salvação e vingança. De fuga, e ajuste de contas.

  45. O Estranho

    Trajando chapéu e máscara dos médicos da época da peste negra, este ser de poderes estranhos conhece cada um dos ocupantes da instituição,
    rondando seus quartos e celas como se saído das próprias sombras. Ninguém jamais viu seu rosto ou seu corpo, sempre ocultos por suas
    vestimentas, que não deixam um centímetro que seja de pele a mostra.
    Dizem que sua presença pode ser percebida pelo cheiro de flores que exala de sua máscara onde quer que ele esteja presente. O perfume causa
    visões peculiares em quem o sente.

  46. Falo
    Cleberson Rodrigues

    Prazer, sou Eleanor, não a Rigby dos Beatles, também nem tão solitária quanto, acompanha-me um indesejado órgão cavernoso mais conhecido como pênis, encontro-me sob esta clausura monástica por repressões sociais de uma família perturbada, que não consegue admitir o fato de eu não ser tão sonhado Elias que eles tanto queriam, perdoem-me mais não me relacionaria muito bem com uma carruagem de fogo.

  47. O Padre

    Um padre é a personalidade do dia. Sua presença muda a essência do lugar. Quando ele está presente, o horário da manhã sempre barulhento e assustador fica cheio de segredos ditos em voz baixa. O padre aguarda seu encontro das manhãs. Ao ver o jovem ofegante se aproximando, levanta dizendo que não vê o para confissão há algumas semanas. O jovem sem saber como responder, esconde seu crachá de psiquiatra e se acomoda na cadeira. O padre parece saber alguns segredos do jovem. O psiquiatra fica incomodado porque parece ter alguns segredos que precisam ser escondidos.

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