Gente Que Escreve 008 – Especial Halloween: Histórias de Terror!

Bem-vindos escritores, amantes da literatura e do entretenimento!

Nesse episódio do Gente Que Escreve, fizemos nosso “Especial de Halloween”. Falamos sobre histórias de terror e medo, da criação de thrillers, e dos grandes suspenses. Falamos sobre Além da Imaginação, Hitchcock, Drácula e tantos outros exemplos famosos, mas do nosso jeitinho especial.

APRESENTAÇÃO

Fábio M. Barreto & Rob Gordon

EDIÇÃO

Fernando Barone

MÚSICA TEMA

Daniel Bellieny

LINKS RECOMENDADOS

The Obsolete Man – episódio de Além da Imaginação.
A Velha Casa na Colina” – conto de terror do Barreto.
Entrevistas de François Truffault com Alfred Hitchcock em áudio.
Championship Vinyl – Blog do Rob Gordon.
Championship Chronicles – Blog de Crônicas do Rob Gordon.
Filhos do Fim do Mundo – romance premiado do Barreto.
Amazon – e-books do Barreto
Escreva Sua Históriacurso de literatura contínuo, e gratuito, do Barreto
O novo conto que eu mencionei ainda não foi lançado.

FEED DO iTUNES

https://itunes.apple.com/us/podcast/gente-que-escreve/id1042737562

FEED PARA OUTRAS PLATAFORMAS

http://feeds.feedburner.com/GenteQueEscreve

SIGA/CURTA AS NOSSAS REDES SOCIAIS

http://www.facebook.com/gentequeescreve http://instagram.com/soshollywood
https://instagram.com/robgordon_sp
https://www.facebook.com/soshollywood
https://www.facebook.com/robgordonsp
http://twitter.com/soshollywood
http://twitter.com/robgordon_sp

SUGESTÕES, CR͍TICAS E DÚVIDAS

Envie e-mails com “Gente Que Escreve” na linha de Assunto para: fmbescritor@gmail.com

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

    Saiba mais sobre mim:
  • facebook
  • googleplus
  • linkedin
  • twitter
  • youtube

14 comentários sobre “Gente Que Escreve 008 – Especial Halloween: Histórias de Terror!

  1. Olá!
    No último ano li O rei de Amarelo de Robert W. Chambers e algumas obras de H. P. Lovecraft, e hoje estou lendo Stephen King. É bem vispivel a forma que um foi influenciado pelo anterior e como cada um agregou sua própria narrativa ao gênero. Mas no fim das contas, Lovecraft, quando se fala de terror, foi quem me ganhou. Acho o King mais fluido, mas o modo como H.P. Lovecraft extrapola no suspense, aquela coisa de “não há descrição para o inconcebível” e como a mente não consegue lidar com isso, é o melhor do horror pra mim. Recomendado.

    E muito obrigado pelo suporte direto e indireto aos futuros escritores. O trabalho de vocês é inspirador.
    Abraço!

  2. Ah, não tem exercício hoje?

    Vou fazer um poema de Halloween….

    “Era uma casa muito assombrada,
    e quem entrava nunca voltava.
    Ninguém se fazia de valentão,
    pois tinha um homem com faca na mão.
    Ninguém queria dormir na rede,
    Porque os fantasmas arrastavam corrente.
    Ninguém podia fazer xixi,
    pois tinha a loira com um bisturi.
    Mas não havia nenhum mistério,
    foi construída em cima do cemitério.
    Mas não havia nenhum mistério,
    foi construída em cima do cemitério…. ”

    (Ps.Não sei se ficou meio infame… qualquer hora eu posto algo mais decente… rs.. )

  3. Olá Fabio, ola Rod, eu sou um devorador de terror/horror, entre os escritores estão H.P. Lovecraft, King e Alan Poe, claro estes são os mais main stream, li o Rei de Amarelo do Chambers depois de ver True Detective, gosto de Algernon Blackwood, de Vianco, li os livros de Walking Dead e as HQs, não consigo lembrar de outros altores agora de cabeça. Bom, abaixo segue um trecho de uma de minhas histórias e o link para ela no Wattpad.

    Olhos Negros

    Davi olhou para a rua, lá fora chovia, teria chovido o dia inteiro, já estava cansado de ficar em casa sem nada para fazer. Queria estar na rua, jogar bola com os amigos, ou mesmo correr atrás das meninas, como costumava fazer. Moço forte, alto e bem apessoado, seu maior trunfo os olhos azuis ajudavam-no muito naquela cidade, dono de um olhar penetrante e uma lábia inconfundível sempre que saia se dava, assim era Davi, mas dentro de casa não era nada.

    A chuva crescia em intensidade, o garoto apenas esperava, deitado no sofá da sala olhando televisão, a tv aberta era uma droga, nada que prestasse passava nos canais, apenas gente morrendo, novela e política, nada de bom para se fazer numa segunda a tarde, e assim essa mesma tarde passou, chegou a noitinha e o garoto já ficava impaciente. Então levantou-se, foi para a cozinha, iria preparar algo para comer, esta era a única coisa para se entreter.

    Enquanto preparava seu lanche ouviu o sinal do interfone, alguém estava lá fora, no portão, Davi olhou pela janela, uma criança esperava pacientemente do lado de fora, uma criança que ele nunca havia visto antes. Pegou o guarda-chuva e foi ao portão, mas quando chegou não havia ninguém, apenas a chuva continuava a cair, os únicos sons que ouvia eram os pingos batendo contra o guarda-chuva e contra chão.

    Deu meia volta, parecia apenas brincadeira de alguém que nada mais tinha para fazer, ainda mais em um final de tarde e inicio de noite chuvosos, o que estes pirralhos estavam pensando. Chegando a porta de casa reparou que lá nos fundos do terreno um menino o observava, a mesma criança que antes estivera no portão, Davi ficou olhando enquanto a criança caminhava em sua direção, paços firmes, que não faziam som algum, sentindo os pêlos do braço se eriçarem o garoto entrou em casa, fechou e trancou a porta em um só movimento sem nem olhar para trás.

    – Que moleque iria pular o muro! – Falou para si mesmo, lembrando do muro de alvenaria de mais de dois metros, e também dos fios eletrificados que ficavam acima dele, o portão era mais alto que o muro e se ia até a altura dos fios, não poderia um moleque pular aquela cerca.

    Olhou pela janela da cozinha que dava para os fundos da casa, e lá estava o menino, olhava para ele com ar de desconsolo, cabelos e roupas molhadas, o cabelo escorrido lhe tampava os olhos, a postura ereta, firme, olhando para o rapaz, não importava para onde este fosse, não abriu a boca um momento sequer, mas Davi jurava ter ouvido uma voz, uma voz angelical que lhe pedia para abrir a porta, que lhe dizia estar com frio. O garoto ficou firme, não queria abrir a porta, não sabia quem era aquela criança, e não iria tentar descobrir. Trataria de chamar ajuda, chamar alguém, a policia que fosse, trombadinhas com menos de dez anos eram algo incomum naquele bairro de Porto Alegre, mas se existiam em outros lugares, ali também poderiam existir.

    Pegou o celular e discou o cento e noventa, porém apenas estática, não havia linha, olhou para o aparelho e todas as barrinhas estavam lá, o sinal deveria estar limpo ali, colocou o aparelho no ouvido novamente e a mesma coisa aconteceu, apenas estática na linha. O suor frio percorreu sua espinha, estava com medo, o que era aquilo, quem era a criança que impassível esperava do lado de fora. Frio na barriga, sentou-se no chão contra a porta, colocou as mãos no rosto. Precisava pensar, ajeitou as longas madeixas louras, retirou os cabelos da frente dos olhos e voltou a olhar pela janela.

    Surpreso percebeu que a criança não mais estava lá, apenas a escuridão da pecinha da lavanderia nos fundos da casa, nada mais. Meio ressabiado ainda, abriu a porta de leve, e aos poucos espiou lá fora, gritou ao ver a cena, caiu para trás ao perceber que a criança estava na porta, os cabelos negros antes colados ao rosto devido a chuva, agora estavam de lado, e Davi pode ver toda a negritude de seus olhos, não apenas íris, mas toda a órbita ocular era tomada por um negror profundo, que não era em nada comum.

    – Por favor – disse a criança entre dentes e em um sussurro, mas com uma voz angelical. –Deixe-me entrar, estou com frio aqui fora, e preciso me esquentar. – Voltou a baixar a cabeça e seu rosto não mais era visível para Davi, que apenas balbuciava algo, não sabia o que fazer, tinha medo daquela criança, mas ao mesmo tempo havia algo em sua voz, algo que lhe dizia para que deixasse entrar.

    Chorando pelo medo que a criatura lhe imbuia Davi apenas balançou a cabeça de modo afirmativo, a criança então caminhou para dentro da casa, com passos leves, mas precisos, em poucos movimentos estava a frente de Davi. Levantou a cabeça e olhou fundo nos olhos azuis e chorosos do rapaz.

    – Seu olhar costumava ser firme, penetrante, o que aconteceu Davi? – A voz sussurrante do menino quase não podia ser ouvida, mas o outro entendia bem suas palavras, só não sabia como agir com aquilo.

    – Voc…..ê me conhece? – Perguntou vacilante, sem saber ao certo o que perguntar, sem saber nem como perguntar. Os olhos negros da criança brilhavam, não um brilho reluzente, mas um brilho contido, um brilho que exalava medo.

    – Não, não o conheço Davi, mas veja aqui estou. – Pingando no chão a água empossava-se a volta da criança, o garoto olhou para o chão e viu que não era água, mas sim sangue, gotas espessas de sangue cobriam o chão ao redor do menino, a roupa dele estava toda lambuzada do liquido vermelho, assim como os cabelos e as mãos.

    O terror se traduziu em seus olhos, ao invés de mãos a criança tinha garras terríveis, sentiu o toque apertado dos dedos em seu braço e então a dor atingir-lhe o cérebro, o alerta vindo direto de seu estomago, o ser a sua frente sorriu, um sorriso de dentes pontiagudos como as presas de um tubarão. Davi sentiu as garras rasgarem a carne, gritou, mas seu grito foi abafado por um beijo, a criatura beijara-lhe a boca, e com as presas rasgara sua língua, fazendo com que o sangue vertesse. Com a mão repuxou nas tripas do rapaz retirando um punhado delas junto as fezes que já passavam por ali.

    Pela perda de sangue Davi ficara pálido, com o olhar moribundo no ser que se alimentava de sua carne, e aos pouco a escuridão foi tomando conta da sua volta. A criança olhou para o rapaz, estirado em uma poça de sangue e tripas, em suas mãos parte da língua de sua vitima, a qual ele mordiscava enquanto se deliciava com a agonia do rapaz. Medo, carne e sangue, era disso que aquilo se alimentava e teve todos por um longo momento.

    Se chegou até aqui ai vai o link: https://www.wattpad.com/story/42345200-olhos-negros

    Abraços.

  4. Recalculando rota
    Ricardo chegou na cidade de São Paulo pela primeira vez e já se sentia intimidado com o tamanho da metrópole. Apesar de seu GPS indicar o caminho ele não se sentiu a vontade de trilhar ruas e avenidas desconhecidas. É claro que o nível do trânsito e a educação de alguns motoristas ajudaram a estragar esta sua primeira impressão da cidade.
    Ele estava vestido a caráter para uma entrevista de emprego. Uma oportunidade de ouro de ingressar numa grande empresa multinacional e realizar seu sonho de sair de uma pequena cidade do interior paulista para tornar-se um cidadão do mundo.
    Ao chegar perto do centro, ele se assusta ao presenciar um assalto. Ali bem perto dele. Só alguns carros a frente. Seu desconforto com a situação aumenta e ele repara um grupo de pessoas agindo de forma estranha na calçada. Elas estão rotas e maltrapilhas quase como mendigos. Ele focaliza com mais atenção em uma delas e repara que seu olhar é frio, distante, quase morto. Seu rosto está judiado e envelhecido como se estivesse sem dormir a semanas.
    Ele ouve um estouro. Ao olhar pra trás nota que um deles invadiu a pista e quebrou a janela traseira do lado do passageiro de seu carro. Antes que ele tome total consciência da situação, o homem já se afastava do carro com sua mochila. Ele a havia deixado no banco de trás ao invés de colocá-la no porta-malas.
    Ele raciocina rápido no que fazer, mas contém o impulso de sair atrás do ladrão. Não havia nada de grande valor na mochila que valesse o risco de deixar seu carro ali, depredado e abandonado. Mesmo com a janela quebrada, o carro era o seu último bastião de segurança entre ele e aquela cidade que havia o recebido tão mal.
    Outro estouro é ouvido, e desta vez o assalto acontece no carro imediatamente a sua frente. Ele tem a oportunidade de reparar em cada movimento do criminoso. Era um homem de meia idade, de semblante sofrido que também não tinha vida nos olhos. O andar peculiar dele faz com que Ricardo pensasse que aquele homem estava chapado, agindo apenas por instintos, sem raciocinar seus próximos passos e nem mesmo nas consequências de seus atos. Era praticamente um morto-vivo.
    Uma nova onda de pessoas na mesma condição invade a pista e mais assaltos acontecem a sua volta. Ricardo fecha os olhos temendo por sua integridade física e pensa: “Não acredito! É real! Estou no meio de um apocalipse zumbi! ”
    Neste momento a janela de Ricardo é quebrada e ele começa uma luta corpórea com seu agressor, uma vã tentativa apenas de se defender. Em seu GPS, aparece a sua última localização: Cracolândia.

  5. Oi, pessoal. o/

    Demorou um pouco, mas finalmente estou (quase) chegando nos episódios atuais. Como o podcast ainda tem poucos episódios e acredito que a ordem dessas lições (ou dicas) tenha uma lógica intrínseca, estou ouvindo todos na ordem. Pra mim, esse episódio especial foi o mais fraco até agora, pois acabou fugindo do foco. Mesmo assim, está muito bom. Ah, aproveitando o tema, acabei de comprar a noveleta do Barreto, “A Velha Casa na Colina”. Vou ler assim que possível, e é claro que darei minha opinião. Afinal, não há nada melhor que ajudar um bom autor a se tornar ainda melhor.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *