Gente Que Escreve 003 – Aquele sobre Hogwarts e a Enterprise

Bem-vindos escritores, amantes da literatura e do entretenimento!

Nesse episódio do Gente Que Escreve, conversamos sobre a importância de sempre manter a leitura em dia, debatemos alguns detalhes sobre os diálogos em diversos formatos e respondemos à pergunta da edição passada: qual nossos gêneros favoritos na hora de escrever. Qual o seu?

APRESENTAÇÃO

Fábio M. Barreto & Rob Gordon

EDIÇÃO

Fernando Barone

MÚSICA TEMA

Daniel Bellieny

LINKS RECOMENDADOS

Escreva Sua História – Curso para Escritores ministrado pelo Barreto.
Championship Vinyl – Blog do Rob Gordon.
Championship Chronicles – Blog de Crônicas do Rob Gordon.
Filhos do Fim do Mundo – romance premiado de Fábio M. Barreto.
Amazon – e-books do Barreto
Tempestade e Um Sonho de Natal – textos do Rob Gordon mencionados.

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SUGESTÕES, CR͍TICAS E DÚVIDAS

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Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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22 comentários sobre “Gente Que Escreve 003 – Aquele sobre Hogwarts e a Enterprise

  1. Sobre ler e escrever sempre, eu acho que devemos sim, devemos estabelecer uma rotina. Nunca temos tempo, mas sempre há tempo sobrando, ou seja, somos preguiçosos e o facebook e os joguinhos são mais interessantes. Eu me via sempre falando que não tinha tempo para ler mais e escrever. Mas com o curso e também com vários vídeos que assisti sobre dicas literárias acabei estabelecendo uma rotina. Todos os dias depois das 22:00h eu não tinha nada para fazer e o silêncio reinava na minha casa. Pronto. Horário perfeito para escrever, com o tempo passei a escrever não somente das 22:00 às 23:00, como também durante o dia em horários livres. Além disso, passei a estipular metas de leitura, como 3 capítulos por dia, algo entre 60 e 100 páginas, e fui percebendo que, se eu não conseguia ler em algum dia, parecia que estava faltando alguma coisa.
    Se eu estava com algum bloqueio na história que estava escrevendo, automaticamente eu ia reler o que eu já tinha produzido, ler mais para compensar, ou o mais interessante (nunca tinha acontecido antes) escrever outra coisa, totalmente diferente, e nisso acabou surgindo um conto.
    Acho que essa história de quero ser escritor, mas não tenho tempo de ler ou escrever todos os dias, é furada e não dá futuro. Não se você pensa em ser profissional.

    1. Gabriella, você está completamente certa.

      Mas eu queria acrescentar algo aqui: sabia que às vezes os jogos me ajudam a ter ideias? Eu sempre fui fã de jogos de estratégia – já cheguei a jogar Civilization, que é meu Santo Graal disso, por 16, 18 horas seguidas. E, por ser um jogo que demanda concentração mas que não precisa de atenção total (já que, como diz meu irmão, “você não precisa ficar apertando os botões na hora certa”), é absolutamente normal eu estar jogando e começar a ter uma ideia atrás da outra – e nenhuma relacionada ao jogo – para escrever. Talvez venha da sensação de relaxamento e bem estar que eu sinta jogando. Preciso pensar sobre isso.

      Mas foi apenas um adendo. No mais, você está completamente certa. E isso que você disse, de empacar num texto e, ao buscar uma saída para isso, acabar criando uma nova história…. Putz, mágico demais. 🙂

  2. A descrição é algo aparentemente complicado de se alcançar, ainda mais se você é exigente consigo mesmo e achar a dosagem certa para aquela história, é uma pedreira, mas o importante, como vocês sempre frisam, é escrever. Nunca saberemos se não tentar, experimentar e arriscarmos. Mas confesso que uma descrição hiperdetalhista dá uma broxada na leitura, ou com referências demais (Operação Cavalo de Troia, por exemplo), tende a quebrar o ritmo de leitura. Nesses casos concordo com o “menos é mais”, mas esse menos também não pode ser descuidado, caso contrário se entrega nada ao leitor. Quanto a escrever gêneros diferentes dos que gosta, faço uma analogia com uma banda que tive. Uns ouviam heavy metal, outros samba, hip hop e muitos gêneros e tocávamos hard rock. Vai entender. Continuem criando mais conteúdo bom desses e não se preocupem com cagação de regra, que não notei até o momento, já que qualquer coisa sem algumas diretrizes básicas tende a ficar caótica. Um abraço!

    1. Sabe, Michel, uma das coisas que mais sinto na hora da descrição é saber onde, e como, encaixar. Ela tem muito mais função do que o simples posicionamento de cena, é ela que dá razão a diálogos e é ele que, normalmente, dá aquelas marteladas do Thor na história. Não acho que seja complicado, eu só sinto que a gente demora para encara-la da maneira certa. 🙂

  3. Infelizmente, é incrível a quantidade de “escritores” que encontramos com escassa disposição para leitura. É um fato bem longe de se caracterizar como exceção, basta visitar qualquer comunidade/grupo virtual sobre o assunto e ver casos gritantes de “estou aqui para divulgar minha obra literária fenomenal, mas estou me lixando para o que o resto d’ocês fazem”. Tem casos onde até um aviso gritante de “REGRAS DA COMUNIDADE” fixada em caixa alta na timeline do grupo passa invisível!

    Seria muito cômico se não fosse verdadeiramente trágico.

  4. Muito bom este programa, eu tenho lido muito dentro do Wattpad, lendo estes novos autores, é claro que tem muita coisa que acabamos lendo apenas o inicio e descartando, mas tem coisas boas lá, eu acabo lendo e comentando sempre pra dizer o que eu achei do texto, nunca colocando apenas “Ah, gostei disso aqui ein” ou apenas um “Muito bom o seu livro”, gosto de tentar dar minha opinião tanto na escrita do povo lá como na história em si. agora quanto ao gênero que gosto de ler é o Terror / Horror, mas o gênero que consigo escrever da melhor forma é o policial, então tento colocar mais elementos de terror / horror dentro das minhas histórias policiais. E fugindo de tudo isso hoje em dia tenho escrito uma história de Fantasia medieval, mas pelo meu lado mais sombrio ela acaba ficando muito mais gore, e o que muitos me dizem que eu deveria descrever menos a parte mais gore dos combates, o problema é não conseguir fazer isso. Abração Fabio e Rob, estou tentando baixar pelo app de podcast do telefone os outros episódios, mas não consegui, não sei se o problema é apenas comigo.

  5. Concordo em partes com o argumento de só ler o que é relevante para você. Venho de uma geração preguiçosa que foi traumatizada pelos clássicos e os paradidáticos na escola, quem não teve contato com boas obras e se acostumou a literatura de fácil leitura ( aquela que você devora em uma noite e sim, é bom de se ler) . Na hora que o cérebro se força um pouquinho já abandona a obra achando que é ruim. Tive muito trabalho quando comecei a ler Kafka, Dostoiévski e Balzac e tive muita vontade de desistir da maioria, mas isso porque sempre me acostumei a livros de fácil leitura que nunca me geraram dificuldade. Percebi que se não me esforçar em terminar certas obras jamais conseguirei evoluir na arte da escrita e isso vale para o ato de começar a escrever, você tem uma ideia que na sua cabeça é incrível, mas na hora de passar para o papel te surge “um bloqueio criativo” e tendo a acreditar que esse bloqueio muita vezes é falta de prática.

    Excelente cast, realmente é o tipo de material que faltava falta para nos que somos infantes nessa nobre arte.

  6. Obrigada, é o q posso dizer. Cheguei a esse ep. hoje e respondi à primeira tarefa do grupo. Estou muito feliz, espero que amanhã quando pegar a 2a tarefa eu possa ter essa mesma resposta…rs

    Sobre o cast, quando vocês comentaram sobre as descrições eu logo pensei na JK. Li os livros já adulta com dois amigos e alguns anos antes dos filmes. Nós discutíamos como havíamos desenhado o mundo e os personagens em nossa cabeça, isso para mim é ótimo, faz com que o leitor treine sua imaginação.
    Me lembro agora de que Monteiro Lobato fez isso comigo a infância toda, eu imaginava todo aquele sítio e aqueles seres como a Cuca e eles eram meus companheiros (talvez por isso nunca tive um amigo imaginário como a Riley de Divertidamente).
    Claro que o Tolkien te dá uma ótima viagem, mas uma viagem conduzida, ele diz para onde sua imaginação deve ir. Acho super válido, mas não acredito que teria a coragem que ele teve. E como vocês disseram ele já podia se dar ao luxo de ser assim.

    Mais uma vez obrigada pela força, que vocês possam continuar nos ajudando =)

    Sucesso!!

  7. Desculpem o comentário um tanto “atrasado”, mas é que peguei o bonde andando e estou ouvindo tudo desde os primeiros episódios.
    Sobre o que o Barreto falou sobre o escritor, antes de ser escritor, ser um leitor, infelizmente não é o que se vê. Já li e, pior, já presenciei depoimentos afirmando o contrário. Num evento de uma editora – não vem ao caso qual – em que estavam presentes alguns de seus autores, 3 deles afirmaram que, além de não gostar muito, não tinham o hábito da leitura. Como assim?! Para mim, isso inadmissível. No meu entender, não há como ser um escritor sem ser um leitor. E mais, não há como querer ser um bom escritor sem ser um leitor.

    A propósito, os podcasts são muito bons 🙂

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