Wall-E: O filme Perfeito

wall_e_space

Novo longa de animação fruto da parceria entre Disney e Pixar é genial! E é Oscar garantido, pode apostar!

Os trailers fizeram o trabalho duro e poucos consumidores de cinema não foram afetados pelo carisma e personalidade atrapalhada do robozinho Wall-E. E tanta expectativa é superada pelo resultado final do longa-metragem, que, novamente, força as barreiras do que é, ou não, capaz a animação. Com pouco diálogo, muita expressão – especialmente quando dois robôs que não falam são personagens principais – e maestria na direção, Wall-E estréia como clássico instantâneo, mundialmente, na próxima sexta-feira. Há tempos que a Disney não emplacava um personagem infantil tão cativante e poderoso como esse.

Como de costume, a Pixar começa o show da exibição com um curta-metragem hilário ao extremo. Desta vez, quem prepara o terreno para as risadas futurísticas é Presto. Esse mágico bem-sucedido se esquece de alimentar o coelho de sua cartola e vai se arrepender amargamente de ter se esquecido do mascote. São cinco minutos alucinantes, hilários e inesquecíveis regados com muita mágica e, claro, uma cenoura que precisa ser devorada.

Com isso, Wall-E já encontra uma platéia pronta para rir com o último dos robôs programados para limpar a Terra, transformada em lixão inabitável por conta do consumismo e da nossa transformação numa megaempresa, chamada Buy’n Large, ou Compre Exageradamente, que, inclusive, substitui os Governos e comanda o mundo todo. Logo de cara, a mensagem secundária da trama – ecologia – quebra um pouco a expectativa ao mostrar um mundo morto e seu último habitante. Mas, rapidamente, Wall-E entra em cena e começa seu show solitário. Bem, quase, afinal de contas, as baratas continuam a andar pelo planeta, claro!

O visual de Wall-E é um caso à parte. Sem contar o fato de que ele é o único robô que leva marmita para o trabalho! o_O! Ele tem os olhos parecidos com o protagonista de Curto-Circuito, um “quê” dos alienígenas de O Milagre Veio do Espaço e uma elasticidade impensável para um robozinho que, teoricamente, só serviria para recolher e compactar lixo. Interessante notar que pode haver a impressão de que o personagem foi humanizado para ser seu diferencial, porém, ao longo da exibição, vê-se que ele é exatamente igual aos demais autômatos de sua linha de produção, porém, são suas ações e carência afetiva que o diferem. Ele desenvolve uma relação simples e afetiva com o ato de apertar mãos, o que acaba se transformando em seu cartão de visita, por onde quer que passe, ao influenciar outros robôs a deixar de executar suas diretrizes ad infinito do mesmo modo repetitivo. Um detalhe pequeno, mas relevante dentro das mudanças que Wall-E vai provocando.

Wall-E é apresentado e logo surge EVA, ou EVE (ele usa os dois nomes) por quem ele se apaixona. Mas isso tudo mundo já viu nos trailers, certo? Bem, essa é apenas a ponta do iceberg do que a relação entre os dois causará para o que restou da Humanidade. E o retrato não é nada agradável, embora a embalagem seja cômica e tecnológica. Sem precisar se movimentar e ter robôs fazendo absolutamente tudo que precisamos para permanecer vivos, os criadores de Wall-E deixaram de lado a previsão apocalíptica à la Matrix para dar lugar a uma raça de gordos consumistas. Tudo que os últimos humanos fazem é comer, beber, andar por aí em cadeiras flutuantes e vivem envolvidos por suas telas e realidades virtuais. A idéia é mais assustadora que a dominação pelas máquinas, pelo aspecto da perpetuação da preguiça e falta de ação.

Também, o que esperar de um bando de gordões alienados que são praticamente criados como gado e cuja única função na vida é consumir? É basicamente uma população de mini-Jabbas que passam o dia fofocando na realidade virtual. Seria essa a verdadeira natureza da raça Hutt? Influencia de George Lucas? Sai idéia, sai idéia! Heehe! Meeedo!

Porém, vale a reflexão sobre o consumismo como um mero ato social, pois, na situação em que essas pessoas encontram, consumir não significa nada além de uma tarefa, uma vez que ninguém se beneficia e não há lucros.

A trama que o espectador vê diante dos seus olhos é convidativa ao extremo. A paixão pelo personagem já existe, mas os limites do público também serão testados, pois a história convida cada um a participar, a torcer e a mergulhar nas nuanças daquele sujeitinho que, literalmente, tem um parafuso solto. Ele une tudo que é bom, puro e inocente em nosso mundo. É a velha história de precisarmos que uma máquina, inicialmente desprovida de emoção e carinho, nos ensine a viver e amar de verdade. Conceitos simples e batidos, mas revisitados com habilidade e efetividade.

wall_e4

Embora a chegada de EVA desperte uma paixonite “adolescente” no solitário Wall-E, ele já desenvolvia uma curiosa relação com a Humanidade em sua casinha, ou melhor, almoxarifado de itens curiosos descartados. Ele é aquela criança que pega conchinhas na praia, que guarda todos os brinquedinhos da infância e que sabe de cor o seu filme preferido. Qualquer tipo de cacareco vale! Ele até guarda um VHS com o filme Hello, Dolly! Mas não permite que isso atrapalhe sua diretriz primária: recolher, compactar e empilhar lixo.

A interação entre 3D e trechos de filmes antigos e transmissões de TV é perfeita. Não se espante se a impressão de que se trata de uma animação desaparecer e você se imaginar diante de um longa-metragem “tradicional”. Muito disso é possível pela assinatura visual promovida pela equipe e, claro, aquela mão sempre presente e bem-vinda de John Lasseter, o produtor-executivo. A direção ficou a cargo de Andrew Stanton, veterano da Pixar, que dirigiu nada menos que Procurando Nemo, último grande personagem a emplacar imediatamente, e Vida de Inseto.

Óbvio que um filme envolvendo robôs futuristas não poderia deixar de referenciar o maior, e mais psicótico de todos eles, Hal 9000, de 2001 – Uma Odisséia no Espaço. Há um computador, cuja voz é feita por Sigourney Weaver, decidido a manter o status quo de uma sociedade que não faz nada de diferente, sejam humanos ou robôs. Aliás, o filme de Stanley Kubrick e Arthur C. Clarke é a maior influência nesse aspecto e ganha outra referência hilária ao som de Assim Falou Zarathustra. Sigourney sempre se dá bem com computadores, não? Em Aliens a coisa foi confusa com o Bishop, depois ela estrela Galaxy Quest e interpreta uma personagem cuja função é repetir tudo que o computador da nave fala, e agora esse. Será que ela tem PC em casa? =D

Não há falhas nesse processo coordenado por Lasseter e executado perfeitamente por todas as equipes envolvidas. Essa parece ser a função, ou diretriz, utilizando um dos conceitos do filme, da Pixar: ser perfeita e impulsionar a evolução não só da tecnologia, mas do processo de se contar histórias no mundo moderno. Ainda estamos para ver as palavras “fracasso” e “Pixar” serem grafadas num mesmo parágrafo e, se continuar assim, esse deve ser o tabu mais imbatível de todos os tempos.

E o novo capítulo desse tabu é Wall-E. Um trabalho que educa e alerta pelo aspecto ecológico, conquista com seu “coração”, diverte com grande habilidade por conta de suas trapalhadas e parece o sujeito mais importante do mundo durante a exibição. Uma verdadeira viagem a um futuro sujo e tenebroso, mas passível de conserto se as centenas de milhares de crianças que assistirão ao filme no cinema e incontáveis vezes em Blu-ray entenderem o recado.

Para Wall-E, porém, tudo não passa da história de sua curiosa vida e seu grande romance, afinal, ele merece algo no meio disso tudo. Um romance puro, por vezes bobo, mas uma trama comovente construída na base da “interpretação” dos robôs, sem nenhum diálogo além de termos soltos. Todos os sons foram criados pelo mago dos efeitos sonoros, Ben Burtt, que, aliás, “dublou” o personagem principal.

Na cena mais marcante e antológica do filme, o casal realiza um emocionante balé espacial, dançando pela vastidão do espaço, com toques de humor, repentes de carinho e um resultado de encher os olhos. É o namoro do Windows, velho, sujo e robusto, com o Macintosh, branco, moderno e gracioso (Piada proposital, ou não, um deles nos leva ao espaço, o outro fica tentando limpar a casa). Respectivamente, Wall-E e EVA. Não fez feio perto de Fred Astaire e Ginger Rogers, em O Picolino, ou qualquer um do Gene Kelly!

E palavras são mesmo desnecessárias ali, pois, como diz o ditado, o amor é a linguagem universal. Seja para salvar o planeta ou simplesmente para dar novo significado à vida de um pequeno robô. Até chegar nesse ponto, o espectador já embarcou e, com certeza, não vai querer que a exibição acabe tão cedo. Romance, comédia, mensagem ecológica… entenda como quiser. O filme é genial e inesquecível.

Para finalizar, Peter Gabriel entoa Down to Earth, uma belíssima canção sobre a importância do nosso planeta e os rumos que ele está seguindo. Se o filme todo não passou a mensagem, ele garante a porrada final: vamos cuidar da Terra, pessoal. Ou alguém aí quer ver seus descendentes virarem criaturas apáticas, folgadas e cujas vidas não tem o menor sentido?

WALL_e_LunchBox

Texto: Fábio M. Barreto

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

    Saiba mais sobre mim:
  • facebook
  • googleplus
  • linkedin
  • twitter
  • youtube

56 thoughts on “Wall-E: O filme Perfeito

  1. Baratas! Elas e as Canetas Bic vão sobreviver ao fim do mundo. 🙂 Tomara que as crianças entendam o recado como você disse Barreto. Wall-e então é o primeiro grande nome da corrida ao Oscar de Melhor Animação. Pelo menos já começou bem falado. Os trailers não me agradaram muito, mas devo assistir ao filme. E esse Presto deve ser doido d+.

  2. Pelos trailers fez parecer que seria apenas mais um filme, mas pelo que já foi falado, Wall-e é *O* filme né…
    O futuro mostrado em Wall-e para nós parece ser bem confortavel, cadeiras voadoras blá blá blá, mas e aí quando formos fazer movimentos bruscos PUUF, morremos dum infarto… Don’t is nice.

    MOVIMENTOS BRUSCOS: coçar o s@c0

    Baratas! Elas e as Canetas Bic vão sobreviver ao fim do mundo [2]

  3. [modo pré-leitura ON]

    amo NEMO (historia da minha vida)
    quando vi wall-e a 1a. vez pensei:
    WTF?…
    no 1o. trailer ja mudei pra: NASCEU PRA SER CLASSICO

    e tenho certeza que vai ser
    [modo pré-leitura OFF]

  4. [modo pós-leitura ON]

    bem..
    deu até vontade de ver o filme com um olhar mais critico, pra ver se acho algum “problema”
    (claro, que só levando em consideracao o olhar critico)
    porwque eu SEI q vou chorar o filme todo.. HAAHAHAHAHHAAH

    [modo pós-leitura OFF]

  5. Depois de adquirir Ratatouile e assistir milhares de vezes, tornei-me fã da Disney/Pixar, não que não já fosse, mas depois do filme do ratinho conzinheiro virei realmente fã e admirador desses genios que são o pessoal da Pixar. Com Wall-E não poderia ser diferente. Do diretor do belíssimo Finding Nemo, Wall-E nasceu para consagrar a Disney/Pixar. Não vou poder ir na estréia, mas com certeza verei.

  6. BOOAAA Barretão..

    Cara.. tenho que assistir esse filme assim que estreiar por aqui. Depois de assisti-lo eu volto para comentar o quanto ele é o máximo tambem ^.^

  7. tenho q confessar q quando vi o trailer me apaixonei de cara! a parte q ele conhece a EVE…rachei!
    ja sabia q ia ser sucesso e a uns meses atras! nao sabia dessa critica ao futuro…mas agora qero ver mais ainda!
    wal-e comandaaaaaa

  8. “Também, o que esperar de um bando de gordões alienados que são praticamente criado como gado e cuja única função na vida é consumir?”

    R = Criar um site amarelo, com resenhas, blogs, coisas onanisticas e ter preguiça de editar a bosta Podcast. ^_^ Oi?!

    No mais, to assaz empolgado para ver esse filme. =D

  9. Sério, fiquei animado pra ver esse filme.

    A Pixar, pra variar, vai muito bem nos seus filmes. Eu não lembro de nenhum que tenha sido, no máximo, legalzinho (talvez as continuações de Toy Story, e olhe lá). Gostei muito de Nemo, Os Incríveis e Carros, só pra citar alguns.

    Esse Wall-E promete ser épico mesmo…

  10. Se é Pixar, eu nem arrisco um palpite negativo, já q todas as suas produções foram superadas umas pelas posteriores. A cada lançamento uma inovação. Quem viu Toy Story e ficou boquiaberto conseguiria imaginar o que o futuro nos traria até hj ? Eu tenho todos em casa em DVD e assito repetidamente com o mesmo prazer de quando vi no cinema.

    Com uma dose de exagero, afirmo que depois do teaser de Wall-E antes do Rataoulle, eu nem queria ver mais o filme do ratinho. Era o robozinho q consquistou a todos q , quase em tom uníssono, soltou o “aaaaaaaahhhhhh que bonitinho” ao final do mesmo.

  11. Suas matérias deixam a gente com uma vontade enorme de ir ao cinema ^_^

    Vou conferir o robozinho fofo, é óbvio, mas agora vou até mais animada 🙂

    Beijo

  12. Amanhã a mocinha Ariel irá ao cinema pela primeira vez, ver o filme que o papai recomendou!

    Eu já estava com vontade de ver o filme. Dos filmes atuais da Disney o meu favorito é Monstros S.A. (que assisti com as minhas princesas gêmeas e o meu maridão que ainda era namorado, sabe) e dos antigos Aladin (que também assisti com as minhas princesas gêmea, ainda não namorava o maridão).. vamos ver o quanto o Wall-E vai superar os meus favoritos.

    Beijooooooooooooooooo
    Lu

  13. Eu estava pensando numa forma de não parecer uma menina de 8 anos comentado sobre Monstros S.A., mas não dá. Então: aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaah meu deus do céu, eu preciso ver esse filmeeeeeee! Que liiiiiiiiiiindo!

    Posto isso, vou exercer agora meu lado acadêmico e reflexivo, já que minha faculdade is over. Ontem ouvi que “obras de arte são aquelas capazes de prever o futuro”. Esqueci quem disse isso. A aula era sobre “O Bandido da Luz Vermelha”. E daí, com seu texto, eu me peguei pensando em “Tempos Modernos”. É incrível como já passamos por tanta coisa, tanta mudança, atingimos o ‘auge da civilização material’, consolidamos o capitalismo… e tudo continua feito revolução industrial e idos do século XX. Aperta, recolhe, compacta.
    Mais legal ainda é perceber que noss amigo Wall-E tem os mesmos olhos daquele Chaplin tão divertido: que apelam por algum restinho de humanidade. E da comparação, resta: quantos séculos de crítica, velada e explícita, vão demorar pra alguém nesse mundo responder ao apelo, não é?

    Elocubrações acadêmicas a parte: o Wall-E também tem os olhinhos do Arthur, vulgo Besta-Fera, e se ele fizer tanta merda como o cão, esse filme vai entrar nos meus preferidos, sem dúvida. Agora, vou obrigar o Ricardo a ler esse post pra me levar pra ver o filme – quem sabe com meu comentário ‘tese de mestrado’ ele se empolga. Ou com o Peter Gabriel, sei lá!

  14. Não dizer quem, nem onde, mas é isso que chamo de uma crítica que procura pelo em ovo. Pelo menos, não é uma unanimidade. Toda unanimidade é burra. Que seja uma maioria esmagadora não.

    “… “Wall-E” fala tanto às crianças quanto aos adultos, indiscriminadamente. Também por isso, no entanto, perde um pouco o foco, o que dá a sensação de que atira para todos os lados e não chega a lugar nenhum. Certamente, não está no nível de “Procurando Nemo” ou de “Ratatouille”, para citar duas outras grandes realizações da Pixar. Mas ainda assim tem a qualidade de ser apropriadamente didático, tanto do ponto de vista cinematográfico quanto do ecológico.”

  15. de que adiantou o meu super comentário filosófico s eu errei o nome do personagem principal, né, gente!? deprimente… isso que dá final de semestre!

    valeu pela correção 😉

  16. Se é tão perfeito, aonde foram parar todos os seres humanos do resto do planeta?
    Se é tão perfeito porque a plantinha, ao ser exposta ao vácuo do espaço, não foi destruída?
    Você se vende rápido.

  17. Ahhhh, eu já tava louca pra ver o filme, agora babei!!!! pena que so posso ir depois do dia 03, mas provavelmente dia 04 eu e Murilão estaremos la conferindo o robozinho fofuxo!

    parabens pela resenha! Excelente!

  18. BK, você está falando da plantinha… deixa eu ver se entendi: você está procurando lógica física num filme que fala sobre um robozinho que fica apaixonado???

    Desculpa ter que te informar algo que deveria ser de conhecimento geral, mas desenho animado não é o tipo de obra que preza por coerência científica.

  19. É verdade. A plantinha não morrer no espaço é o fim da picada! Tinham que fechar a Pixar por causa de um erro tão grotesco. Crucifiquem o diretor de Wall-e, ele não colocou a realidade em um filme de animação. 🙂 ahhahahahaha .

    Brincadeiras a parte, agora o SOS tem até paraquedista que nunca vi aqui, nunca comentou, só quer puxar link para o blog dele.

    Pena…

    E vamos ver o Wall-e!

  20. Não sei se já tem bonequinhos, mas hoje vi um quebra-cabeças do Wall-E no HiperBompreço aqui em Recife… e tb quero muito ver o filme, mas como a grana tá curta, verei durante a semana.

  21. Eu não dava nada pelo trailer do filme. Achava bobo demais. Só me apaixonei a primeira vista pelo olhar de Wall.E. Tão fofo!
    Até agora só li críticas elogiando o filme e quando eu li o resumo da história. Me emocionei!
    Eu irei assistir, possivelmente hoje!

  22. Uma palavra: PERFEITO.
    Chorei e ri pra caramba. A Pixar é f***.
    O Wall-e é um dos personagens mais carismáticos que surgiram ultimamente.
    E pra quem perguntou de bonecos, sim, já vende nas lojas de brinquedo. Tem um grande que emite sons, anda e dança, à base de controle remoto.

  23. mal vejo a hora de assistir a esse filme, no momento que eu li a sinopse ano passado já dava para sentir que nasceria para ser um clássico, caso a pixar acertasse a mão. e como eu na minha curta vida de 18 anos nunca vi eles errarem

  24. Um detalhe tão importante quando uma plantinha no espaço?
    O único filme de ficção científica realmente verossímil é o Planeta dos Macacos…rs

    Ah! Parabéns pela crítica, Fábio! Sei o que está passando aí em LA,com todas as dificuldades. Parece que quanto mais difícil é a situação, melhor fica seu trabalho. Você é um vencedor, irmão!

  25. Então.. vimos o filme ontem.. e a Ariel gostou muiiiiiito da parte dos gordinhos, talvez pq tenha conversa.
    As partes só do Wall-E sem conversa ela desinteressava.
    Eu, particularmente, adorei o filme, mas precisamente o fato do Wall-E ser NERD!!! que fofo!
    Mas acho que não gostei tanto como o Fábio, talvez pq algumas partes eu perdi tb, por causa da pequena.. mas é o preço que se paga por ser MÂE, que é melhor coisa do mundo! hhehehehe.
    Beijão
    Lu

  26. @ BK
    Cara, eu realmente sou uma pessoa horrível. Soneguei a informação sobre os humanos por US$ 1 milhão. Acho que eles morreram, mas o cara que me paga não explicou, ele apenas deu o dinheiro e falou pra não tocar no assunto.

    Agora, a planta eu soneguei por 10 milhões! Fiz bonito, né? É que eu tive a mesma dúvida de você, mas meus pagadores foram mais rápidos e fui “compelido” a sonegar a informação. Estou até orgulhoso de mim mesmo! hahahaha

    Deixar de mencionar que, embora nao exista som no espaço, o Wall-e e a Eva se falem, eu fiz de graça, afinal de contas, já tinha recebido bastante, não é mesmo? 😀

    Não sou eu que me “vendo” fácil, aliás, aguarde a crítica de Love Guru pra vc ver.. hehe, algumas pessoas é que “envelhecem” fácil demais. 😉

  27. O que posso dizer, Barreto?
    Bem, primeiramente que fiquei lisonjeado (e desconfiado) pelo elogio ao texto, afinal de contas, você parece ser O cara em se tratando de criticas cinematograficas, dai pensei…” Pow, o cara deve estar tirando com a minha cara, só pode!”…rsrsrs
    Gostei demais MESMO do seu blog. Você é praticamente a pessoa que quero ser no futuro – proximo – um cara que escreve excelentemente bem, sobre o que gosta, e ainda por cima diretamente da fonte, os EUA.
    Já add o seu blog no meu, e espero poder bater um papo com vc qdo tiver um tempo, certo?

    Abraços e até breve!

  28. Bem, vou dar minha cara a tapa. Aguardo as pedradas. Mas lá vai: fui com uma expectativa monstro ver Wall-E. Afinal, é a Pixar. Mas não gostei muito do filme, não. O visual é incrível, e acho que é quase Oscar, mas achei o filme meio chato… Meio paradão. Ficava olhando pro relógio pra ver se não ia acelerar e tals. Questão de gosto, mesmo. Continuo achando Os incríveis o melhor desenho deles.
    Vamos ver se Kung Fu Panda me anima mais…

  29. @Aoshi
    Sem problemas, cara. Opinião é assim mesmo. Sou fanzão de Os Incríveis, mas é aquela coisa que ninguém entende. Como um mesmo produto causa certo efeito numa pessoa e outro completamente diferente em outra. Ainda bem que a individualidade ainda existe! :p

  30. O Aoshi não está errado não! O filme é parado mesmo, bem ao estilo europeu de ser (ao menos até Wall-E chegar ao espaço…).

    Entretanto essa característica não tira o mérito da película, que ao meu ver é a obra mais “adulta” feita pela Pixar até o momento…

  31. A primeira parte do filme mais parece filme de cinema-mudo. Teve momentos que ficou chato, mas aí considero o meu alto grau de sono na hora da sessão… hehe

    Mas… Pqp! O filme é muito bom mesmo! Eu não curto muito filmes de animações… Mas foi um investimento mto bem feito. =D

    Só não saquei uma coisa: Porque eles usam computação gráfica nas pessoas no futuro, e aquele cara que seria presidente da “Buy’n Large” era um ser humano normal?????

    Fiquei a ver navios nessa… =/

  32. @ Bruno

    As cenas do filme Alô, Dolly (que o Wall-E assiste na casinha dele) e as mensagens do presidente da Buy’n Large são as partes com pessoas reais do filme. A idéia do presidente deve ter sido mostrar um filme produzido no passado, assim como a fita VHS, e criar algum vínculo com aquele tipo de gente.

    Acho que usaram animaçao pra fazer as pessoas, pois seria meio esquisito escalar uns 500 gordos para montar aquela cena! 😀

    Idéias?! 😀 hehehehe

  33. Seria uma tremenda injustiça limitar Wall-E à premiação de melhor animação. Não fosse tão pragmática a Academia, é com certeza candidato a melhor filme. Assisti ontem, impecável. É sem dúvida o melhor FILME dos últimos 2 anos, no mínimo.

  34. Realmente, Wall-E conseguiu o que muitos tentam e não chegam nem perto.

    O personagem é por si só uma figura caristmática, busca em expressões simples a compreensão do público. Um filme que conseguiu usar a falta de diálogo como arma e com uma história que se desenrola sem tropeços.

    Só fiquei pensando um coisa ao final: Como será que os humanos descobriram a tempestade de areia e lixo? …

    hehe… além dos hematomas adquiridos na virada da Axiom, acho que se viraram bem… 😉

  35. eu amei o filme!!! Pq fala mto da conciência ecológica e que tipo assim a gnt precisa se ligar pq o mundo um dia pode fik assim como no filme, não tão exageradamente! Mas fala sério o Ser Humano pelo jeito ñ tá nem ai pro que ta acontecendo com o PLANE TERRA cara a gnt ta acabando com o mundo eu particularmente detesto essa gnt q anda que nem um louco de carro em vez de andar de bike, essas fabricas tbm cara qto poluente quimico!!!

    Obrigada pela atenção!!!

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *