[Literatura] O Amigo

charrete_JoseLuisAlmeidaAlbuquerque

Enquanto aguardava sua carona diária, um homem sentava-se em sua cadeira na frente de sua casa. A cadeira era velha. Ele nem tanto. De qualquer forma, aquela posição que já fora ocupada por seus antepassados emprestava-lhe um ar mais experimentado. E foi ali, num lugar que havia sentado por tantas vezes, que um pensamento lhe veio à mente.

Quem lhe dava carona era um amigo, talvez seu único verdadeiro amigo. Sempre que ele precisava, lá estava o amigo a seu lado com alguma solução à mão. E os dois se davam muito bem, há muitos anos. Eles sempre conversavam sobre as frivolidades masculinas e contavam seus causos de pescaria ou histórias que os avós de seus avós haviam contado e que até hoje faziam parte do repertório de ambas as famílias. Porém, pouco falavam deles mesmos. Na verdade, eles não precisavam já que sempre tinham assunto e quando os problemas apareciam num precisavam de muitos detalhes para se ajudarem.

É, aqueles dois conheciam-se muito bem, até onde seus limites permitiam. Não que eles se preocupassem com limites, era algo bem natural e a vida pessoal era uma espécie de tabu velado.

O caminho que eles percorriam até a cidade vizinha – onde trabalhavam – era um tanto longo. Ele trabalhava numa farmácia e o amigo cuidava da venda perto da prefeitura. Esse era o máximo que sabiam das vidas pessoais de cada um. Ah, é claro, eles também sabiam onde moravam, mas parava por aí.

Ele pensou no que aconteceria se algo acontecesse a um deles no caminho. Sabe, num fim de mundo como esses, não é nada difícil alguém ter um problema e sumir do mapa sem deixar um traço sequer. Talvez até fosse esse o motivo de os dois sempre andarem juntos. Bem, se sim ou não ninguém vai saber, só é fato que eles andavam juntos e gostavam da companhia, afinal de contas, a idade ia chegando e os dois sentiam-se muito a vontade conversando entre si.

O amigo era sorridente, sempre tinha uma piada nova toda semana – ele jurava que o sujeito tinha algum cliente piadista, não era possível – e nunca se atrasava. Certa vez, o amigo chegou cansado e triste. Ele pensou em perguntar o motivo, mas lembrou-se de uma velha anedota e os dois riram. Isso aconteceu há um ano, lá por meados de janeiro.

A cara de triste, porém, perdurou mais alguns dias.

E nenhum dos dois tocou no assunto. Privacidade era uma coisa séria ali. E eles gostavam dela.
Ele lembrava-se de ter visto, inclusive, uma lágrima aparecer no olho do amigo, mas logo ser extinta pela manga do paletó. Mas isso já fazia muito tempo.

Enfim, hoje, ele pensou se não seria a hora de ir um pouco mais além e tentar descobrir algo sobre a vida do amigo, afinal, eles eram amigos ou não eram? Seria uma boa idéia falar um pouco sobre sua esposa e seu filho que havia se mudado para a cidade grande há alguns anos e sempre mandava cartas e presentes para ele.
Foi até estranho para ele pensar em falar sobre essas coisas com o amigo. Parecia que era com um estranho que iria falar e não com seu grande amigo de trajeto e dia-a-dia. Mas estava decidido. Iria falar.

Tudo isso aconteceu por um pensamento: um dia ficar sem o amigo.

Amigos são difíceis de se encontrar. Um bom amigo, então, uma raridade. E esse amigo era um desses tipos. Sempre estava lá e sempre fora infalível quando se precisou dele. Sujeito boa praça e de confiança. Com certeza.

Enquanto aguardava, ele resolveu lembrar alguns dos bons momentos que passaram juntos. E riu a valer. Certa vez, ele pensou em escrever um livro com as melhores piadas que ambos contavam e com suas desventuras no caminho até a cidade vizinha. Mas a idéia pareceu-lhes absurda e, mais uma vez, os dois riram. Quem lucrava com a história era sua esposa, que sempre adorava as piadas, mas também nunca perguntava de onde elas vinham.

Entre suas lembranças, recordou um dia em que o amigo estava sério. Ficou até receoso em quebrar o gelo, mas aí o amigo falou. “A gente passa a vida contando piada, mas um dia a gente é que vira piada pra alguém moço”, e continuou o caminho, guiando sua charrete. Ele ficou meio boquiaberto, já que nunca ouvira o amigo falar nada sério assim, mas preferiu deixar o assunto para trás, mesmo porque o amigo começava a contar uma nova anedota. Tentou se lembrar de outros dias sérios – para ver se juntava algo sobre a vida do amigo – mas essa parecia ter sido a única vez.

Pronto, ótimo começo. Decidiu que perguntaria o que ele quis dizer disso. Seria um bom modo de entrar num novo campo de assunto, quem sabe não terminariam a noite jantando em sua casa e vendo as fotos que o filho mandava da cidade grande? A idéia foi de seu agrado.

Nesse meio tempo, continuou aguardando, ainda faltava um minuto para o horário do amigo passar. E como ele era pontual, deveria dobrar a esquina a qualquer instante.

Um sorriso tomou seu rosto quando lembrou o dia em que se conheceram. Os dois haviam se visto uma porção de vezes, mas nunca conversado. Até que um dia, ele precisava ir à venda e, por sorte, o amigo precisava ir à farmácia. O resultado foi que se encontraram no meio do caminho e tomaram sua primeira dose juntos, e, em poucos minutos, pareciam conhecer-se há anos. Desde então sua amizade, e a carona, continuaram sem um dia sequer de interrupção. É claro, sem contar os domingos, já que não trabalhavam e não se viam.

Era o dia das famílias, pensava ele. Ele com a dele, e eu com a minha. Era assim que deveria ser. Um dia todo para nossas paixões e filhos. Será que ele tem filhos, pensou? Deve ter. Um sujeito bem apessoado e com bom emprego como ele, deve ter uma porção deles.

Ontem havia sido domingo, então não se falavam há 2 dias. Desta vez era ele quem tinha uma piada nova. Seu filho havia enviado uma nova carta, e nela ele contava uma piada. Na parte de trás da anedota estava o convite para seu casamento. Ele não conseguiu conter as lágrimas, uma vez mais, ao lembrar-se da bem-aventurança do filho. Sempre se orgulhara do garoto, e agora era um homem pronto para se casar. O filho queria que os pais fossem morar com ele na cidade grande, mas eles não gostavam muito da idéia.
Enfim, olhou para o relógio e viu que 3 minutos se passaram da hora e nada de ver a charrete do amigo dobrando a esquina para vir a seu encontro. Bem, como ele não poderia se atrasar – finalmente, algo deve ter acontecido e o amigo atrasou-se – esperou mais 2 minutos e, como o amigo não veio, seguiu seu caminho em direção à cidade. Mas desta vez foi andando, e pediu uma carona a outro conhecido no caminho.

A manhã foi pouco produtiva, já que faltava algo em seu dia. Sem ver o amigo e dar suas risadas matinais, ele parecia meio entristecido, mas continuou trabalhando. Na hora do almoço, fez sua refeição rapidamente e resolveu dar um pulo na venda e saber do amigo o motivo de seu atraso. E foi isso que fez.

Cumprimentou muita gente no caminho e pensou no primeiro bate-papo com o amigo, ali no bar do outro lado da rua. E então viu a entrada da venda.

E nela havia uma placa: Fechado em sinal de luto pelo proprietário.

Mesmo sem saber muito sobre o amigo, ele sabia que, no fim das contas, seu amigo era o proprietário da venda. E que se atrasara por obra do maior dos motivos. Nem notou a primeira lágrima que correu de seus olhos, mas tentou esconder as demais que escorriam copiosamente em seu rosto.

Do lado direito da porta estava uma senhora, com seu uniforme de atendente da venda. Ela também chorava. Ele encostou-se e perguntou sobre o finado.

Ela disse que ele havia morrido durante o domingo e que os médicos descobriram que ele tinha uma doença há muito tempo, mas ninguém sabia. Parece que ele ficou doente na mesma época que seu pai faleceu, há um ano por volta de janeiro. Em seu bolso havia um envelope e nele estava escrito: Para meu amigo!
Ele recebeu o envelope pardo com as mãos trêmulas. O fato de ter pensado tudo aquilo no dia em que descobriu sobre o falecimento do amigo era algo assustador, e ele não sabia como lidar com situações como aquela.

Vendo seu estado, o dono da farmácia o dispensou pelo resto do dia.
Já em casa e com o envelope nas mãos, ele resolveu abri-lo e ler. Sua esposa estava no cômodo ao lado e não tocou no assunto. Era a primeira vez que ela via o marido chorando e entristecido daquela maneira.
Ele abriu o envelope e lá dentro encontrou várias páginas com a história de seu amigo. O amigo pedia-lhe desculpas por nunca ter dito nada, mas ele preferia sofrer seu martírio solitário sem levar tristeza para a vida dos outros. O amigo comentou sobre o dia da morte do pai e como quase havia tocado no assunto, mas lembrou-se das boas notícias que ele havia trazido do filho e não queria estragar o clima.

Dentro do envelope havia uma foto sua “Para recordação”, disse ele, e a carta continuava contando como sua vida havia sido dura, mas que o período de sua amizade havia valido a pena e que, pela primeira vez que podia se lembrar, havia tido paz e felicidade ao lado de alguém que não seu falecido pai. Ao contrário do que ele pensava, o amigo não tinha esposa e nem filhos. Herdara a venda do pai e nunca teve tempo de pensar em relacionamentos, embora nutrisse suas paixões secretas, mas por mulheres que ele não conhecia.

Realmente, o amigo tinha muita coisa para contar e foi isso que decidiu fazer com suas últimas horas de vida. Ele narrou como mandou chamar o médico mesmo sabendo que seu tempo era escasso. Então, escreveu a carta a seu grande amigo, com quem decidiu compartilhar suas últimas lembranças e ações.
Assim como ele, o amigo havia recordado os bons momentos juntos, as doses que dividiram e todas as anedotas que contaram um ao outro. As lágrimas corriam de seu rosto enquanto lia o depoimento do amigo falecido. Era como se sua voz saltasse das páginas e tomasse forma em seus pensamentos.

O amigo comentou como teve medo de contar com a ajuda e confiança dos outros, já que sua doença o tornaria diferente dos demais. O amigo tinha muito medo das pessoas, pois em seu entendimento o fato de ter poucos cabelos – uma característica de sua doença, que ele não sabia e pensava ser só um traço da idade – o tornava diferente.

Por isso, o amigo encolheu-se mais e mais. Em sua tristeza e em sua dor, sem deixar ninguém realmente compartilhar de seus problemas com ele. O amigo contou que por inúmeras vezes tentou lutar contra isso e que ninguém se interessava por seu mundo diferente e cheio de problemas. E durante sua luta, a chama apagou-se e sua vontade se foi. Foi aí que a doença ganhou força. O amigo disse que por isso ele fez o comentário sobre “virar anedota de alguém”.

Aí as coisas começaram a se encaixar para ele. O amigo não falava muito porque tinha pouco a falar, e o que tinha, a seu ver, era doloroso e ruim para os demais. Pelas manchas na tinta, ele percebeu que o amigo havia chorado muito enquanto escrevia. Bem, o que mais poderia esperar de um homem que sente a vida o deixar? Muita dor mesmo.

A parte mais emocionante, porém, foi perto do fim. O amigo disse que só resistiu tanto tempo graças à companhia de seu parceiro de trajeto e tragos. Nesse ponto, ele chorava mais ainda e agora tinha a impressão de que era o amigo que lia a carta para ele.

O amigo agradeceu por tudo, por toda a ajuda – mesmo sem ele saber – e por simplesmente ter estado lá, todo o tempo, da melhora maneira possível. Ele nem sabe como terminou de ler a carta, mas terminou.
A narrativa chegou ao fim. E o amigo não perdeu a compostura nem na última linha:

“Acho que amanhã terá que se virar sem mim, meu amigo. Mas para compensar aí vai uma última anedota”. E lá estava a piada, escrita em letras tremidas e já com francos sinais de descontrole, mas lá estava ela.
Ele leu, sorriu e desabou em lágrimas novamente, mas desta vez no colo da esposa que tinha a carta em suas mãos e começava a chorar também enquanto lia.

E até hoje, somente eles dois – oficialmente – sabem sobre o conteúdo daquela carta, da verdadeira história do dono da venda da esquina, e de todo o seu sofrimento.

Dias depois, ele ponderou sobre o que o amigo havia significado. Não encontrou nada grandioso, mas percebeu que o amigo lutou como pode e não viu a luz que poderia tê-lo guiado, não no fim do túnel, mas na frente de seu balcão de vendas. A senhora que lhe entregou a carta, mais tarde confessou amar o patrão, mas nunca ter tido chance de dizer isso a ele. Porque ele não dava chance e por medo de dizer que sabia de sua doença, mas que não ligava para aquilo.

Preso dentro de seu mundo pré-definido e definidamente cheio de dor e sem alegrias, ele fechou as portas para todo o resto. E nesse resto estava sua alegria. Ele sabia que precisava crescer por conta própria, mas se esqueceu que outras pessoas fazem parte de qualquer processo e um desses processos era sua cura. A senhora comentou que um médico a informou que boa parte daquela doença era acarretada por altas doses emocionais negativas e por uma intensa autopiedade. E aí que o amigo cometeu seu maior erro. Considerou-se algo que nem mesmo o mundo agressivo que ele via considerava. Um monstro, uma aberração. Mas, que no fundo, era somente mais alguém com problemas como outro alguém qualquer. Estava em suas mãos decidir se deixaria seus medos de lado ou se seguiria seu caminho solitário.

O amigo fez sua escolha. E o destino fez questão de selá-la.

Enquanto ele pensava em tudo isso, uma pequena charrete seguia em direção a outra cidade, onde havia um outro homem, que precisava de um amigo, para aprender que deve valorizar sua vida, amar a quem o amar e continuar firme e alegre não importa quais obstáculos estejam à sua frente. Viver já é difícil o bastante, viver com dificuldades é tarefa para poucos, e quem consegue merece toda a honra. E um futuro brilhante, mas tudo no seu devido tempo.

E a charrete seguiu seu caminho.

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por Fábio M. Barreto, 2002. Em homenagem a Fernando José Dias Netto, aka TheJediMaster! =D

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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25 thoughts on “[Literatura] O Amigo

    1. Realmente, eu li bem rapido, vc postou no twitter e eu fui logo dá uma lida… E o que eu me encatei foi com o jeito que vc escreve, tenho ele como referência. Tô com um blog agora que dou opniões diversas, sobre assuntos relacionados ao cinema. E também gosto de fazer esses texto “grandes” porém, bem explicativos e porque não dizer, MASTIGADOS.
      Depois dá uma lida lá também se der…
      Sim, o meu prêmio é vc mandar um alô pra mim no [SOS Cast] 11, ou 12, rsrsrsrs…
      Abs!!!

  1. Filho da mãe! Você me fez chorar, droga! =^D

    Cara, nem tenho palavras pra dizer o quanto essa homenagem é linda. Realmente muitas pessoas perseguem dinheiro, poder e sucesso, mas as amizades e pequenas coisas que temos no nosso dia-a-dia podem fazer toda a diferença do mundo.

    Maravilhoso mesmo, Fábio… parabéns!

  2. Estúpidamente foda!

    Ódio mortalmente ler na tela do computador, mas esse texto de 48 scrolls me predeu surpreendemente.

    Fantastico, muito bom mesmo.
    E o Master merece.

    Texto foda pra alguém foda. Por que o resto é só fodinha.
    =)
    (Eu conheço outro adjetivo além de “foda”?)
    hahaha

  3. Sim, eu vou roubar esse texto e montar um filme como esse roteiro para o mesmo… Não tô vendo direitor autorais ai, kekekekke…
    Brincadeira, mas realmente daria um bom drama se fosse bem dirigido e remodelado. Imagino Ralf Finnes como o cara que tinha a doênça e Tommy Lee Jonnys como o amigo que pedia carona… Com a direção dos irmão Coehn, kekekekekke…
    Abs!!!

  4. Isso aí depende muito mesmo. Textos literários, por exemplo, devem ter o tamanho que o autor considera. Com exceção de alguns escritores com menos “timing”, a maioria não escreve textos grandes por acaso. Nem mesmo pequenos. O Rob, por exemplo, tem textos pequenos ótimos.

    Agora, como jornalista, eu entendo que a informação noticiosa deve ser completa e caber no menor espaço possível. Mais por questões mercadológicas (concorrência) do que ideológicas, porque defendo um jornalismo literário (mesmo que alguns não achem que haja diferenças reais entre uma coisa e outra).

  5. Muito bonito Fábio, o texto mostra a importância de uma amizade… Excelente e emocionante! Os textos escritos por você podem ser pequenos ou grandes, sempre vale a pena ler. Quando são contos então, sem comentários, todos muito bem escritos, que quando a gente percebe já terminou de ler. Lendo esse, me lembrei de “Pétalas Urbanas” que também gosto muito!

    Abraços…

  6. prova que vale a pena tirar 5 minutos diários pra passar aqui. não vou falar que você escreve bem demais porque tenho certeza que você já sabe. mas é muito bacana você reservar um espacinho no sos pra cronicas e contos bacanas, como esse. acaba sendo cinema: não deixo de criar as cenas na mente, e até a charrete meio velha, meio enferrujada me veio a cabeça. de novo, parabéns 🙂

  7. Pronto, finalmente voltei pra ler, depois da página aberta há mais de 3 horas….
    Barretão sempre dá um jeito de “cutucar” a gente.
    Eu sempre fui tão apegada aos amigos, sempre dei tanto valor às amizades, tanto que minha mãe dizia, que eu dava mais valor pros amigos do que pra família. Exagero dela. Mas eu sempre queria meus amigos por perto.
    Quando mudei pra Brasília, minhas contas de telefone eram estratosféricas, vcs não tem noção de como tem gente no mundo que não faz uso de skype, msn…etc.. O jeito era eu gastar com telefone mesmo….
    Os anos foram passando, a grana cada vez mais curta….dá pra contar nos dedos das mãos quantas vezes por ano falo com eles…
    A internet nesse aspecto sempre foi minha amiga, eu posso até não ligar( telefone), mas vivo escrevendo….e-mails, recados no orkut, depoimentos só pra pessoa ler e depois apagar….
    Tô com um aperto no coração….bateu uma saudade danada de uma amiga muito especial, uma irmã mesmo. Há tempos percebi que a loucura da vida, não deixa ás vezes nem tempo pra saudade.
    Preciso parar de querer ser duas, dar conta de tudo…
    “Amigo é coisa pra se guardar….”
    Além da saudade que bateu dos amigos com esse texto, ele tbm mostrou o quanto não devemos ser orgulhosos, não, acho que orgulhosos não é bem a palavra. Não consigo pensar em uma palavra apenas que defina o que estou pensando…., o que sei, é que esse texto mostrou que ninguém deve se sentir orgulhoso/inferior/indigno/ a ponto de não merecer o amor de outra pessoa. O amor, a atenção, o carinho.
    É mais ou menos assim: enquanto uns se sentem o máximo, bem aqueles “o rei da cocada”, outros se sentem o mínimo “o cocô do cavalo do bandido”. Nem um é um, nem o outro é outro. Nossa, eu não estou sendo “clara” né..
    Ah o que eu sei é que o texto me tocou de várias formas, e emocionou tbm, claro.
    Aí Barreto, “falei” demais. :p

    1. O detalhe é que eu achei o texto tão importante, que vou leva-lo pra minha próxima aula de ética. Valeu muito apena para e prestar atenção nessa menssagem. O valor de uma amizade e o conhecimento afundo do mesmo é muito importante na nossa vida diaria. Tu faz tudo pra que alguém veja, nunca tu faz nada somente pra si mesmo…

  8. Eu não li o texto ainda pq não tenho tempo. Quando isso acontece, eu sempre deixo a página aberta/salva pra ver depois. O povo se preocupando com o tamanho do texto, isso é a “Twitterização” da leitura, Barretão.
    Manda bronca.

  9. Nossa! Nem preciso falar que fiquei hiper emocionada. Nem sei direito o que escrever aqui…Adorei o texto! Parabéns!!!! E o Fernando merece mesmo!!!!
    Beijo, Ghi (*Mithril*)

  10. Preciso escrever alguma coisa? Já disseram tudo e mais um pouco.

    Lindo texto, emocionante, chorei sim e acho que a homenagem é muito merecida.

    Parabéns meu Poeta.

    Beijos

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