Gente Que Escreve – 068 – Tutorial: Ideas – Narrative Development #2

Você já se perguntou: como ter ideias? No segundo episódio da série “Desenvolvimento Narrativo“, vamos falar sobre ideias, conceitos e como construir uma narrativa cheia de novidades. Você pode aplicar esses conselhos a qualquer tipo de texto, história ou situação, afinal, ter aquela “ideia inicial” nunca é o suficiente para nenhuma história ser concluída e agradar aos leitores.

Vamos lá? Ouça, aplique o sistema a um texto já feito, ou a algo novo, e compartilhe os resultados com a gente aí nos comentários. Funcionou? Não? Diga como foi!

O programa de hoje começa em 3, 2, 1… vai!


SNOWGLOBE: MELHOR ROMANCE FANTÁSTICO – PRÊMIO LEBLANC 2020

Snowglobe, romance mais recento do Fábio M. Barreto, recebeu o Prêmio LeBlanc de Melhor Romance de Literatura Fantástica 2020. O anúncio aconteceu numa live, no último sábado, e a conquista foi recebida com muita felicidade pelo clã Barreto. Obrigado a todos que votaram na fase de Voto Popular e permitiram a chegada até a final! AINDA NÃO LEU? Como assim?!

Corre lá! E escute a série de podcasts sobre a produção do livro.  


EVENTO AO VIVO

OFICINA: CRIATIVIDADE TOTAL

Escrever, conversar, impressionar, chamar atenção, conquistar… hoje em dia, todas essas atividades dependem de um elemento em especial: criatividade. A concorrência aumentou em todas as áreas e leitores, consumidores, seguidores e contatos comerciais tendem a preferir as pessoas e soluções mais criativas. Mas onde se esconde a tal criatividade? Ela está em todos os lugares, só é preciso saber usar e, claro, ter uma oportunidade de colocá-la em prática. Nesta oficina, vamos libertar a criatividade e espontaneidade dentro de cada um de nós para descobrir ferramentas práticas reaplicáveis no nosso dia a dia, seja na arte de escrever, seja no trabalho. Como farei isso? Bem, começo com um desafio: vou te convencer que é possível ser criativo com qualquer item, estímulo ou situação! Duvida? Participe! IMPERDÍVEL!


Fábrica de Histórias

O Fábrica de Histórias é um financiamento coletivo recorrente para apoiar meus textos e o Gente Que Escreve. Lembra do Desafio das 3 Páginas? Todo mundo adora, então ele voltou. Além disso, uma das metas é GARANTIR o podcast semanal, remunerando a equipe e aprimorando ainda mais a qualidade das gravações (preciso comprar uma caixa anti-reverberação, por exemplo).

 

Quem apoiar o projeto na Categoria “Desafio das 3 Páginas” terá o texto avaliado em episódios mensais do Gente Que Escreve por mim e convidados especiais.

 


APRESENTAÇÃO

Fábio M. Barreto e Rob Gordon

 

EDIÇÃO DE ÁUDIO

Danilo Battistini

 

ARTE DA CAPA

Thiago Dalleck

 

LOGOTIPOS

André Zuil

 

MÚSICA TEMA

“Would you Kindly”, tema original composto e cedido por Daniel Bellieny

 

DESIGN E HOSPEDAGEM DO SITE

Alexandre Chaves – Fireball

 

LINKS RECOMENDADOS

Barreto na Amazon – Horror, FC & Fantasia, Suspense e mais! Barreto Unlimited – Canal do Barreto no YouTube Goodreads – Livros do Barreto na comunidade norte-americana. Escreva Sua História – plataforma de cursos de Escrita Criativa

 

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Envie e-mails com para: gentequeescrevepodcast@gmail.com

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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3 thoughts on “Gente Que Escreve – 068 – Tutorial: Ideas – Narrative Development #2

  1. What? Você conhece a Mary Robinette Kowal? Eu escuto ela no Writing Excuses. Às vezes gosto de imaginar que existe uma sociedade secreta de podcasters do mundo, onde todos se conhecem, porque eu vivo descobrindo essas conexões (tipo quando vi que tem um texto da Jana Bianchi na Antologia do Mitografias).

    Quando vocês falaram de buscar ideias em objetos simples do dia-a-dia, lembrei de um artigo do L. Ron Hubbard, onde ele explica que a ideia inicial para ele escrever uma história incrível de intrigas na Primeira Guerra Mundial surgiu de um colega escritor dizendo para ele que uma cesta de lixo na cabeça parecia um kubanka (o tal chapéu russo que é peça central na história). Aqui tem o artigo, se alguém tiver interesse: https://www.writersofthefuture.com/wp-content/uploads/2018/08/Lesson-2-22Magic-Out-of-a-Hat22.pdf

    Ah! E podem fazer merchan (ou usar exemplos) dos livros de vocês, eu não ligo. Até acho bom. 😉

  2. Adoro a facilidade que o Barreto parece ter para criar histórias e usá-las como exemplos, nem parece que ele pensou em tudo na hora.
    Tenho pensando em escrever algo com o Barreto e o Rob também, a dinâmica dos dois é incrível. Esperem fanfics minhas haha

    Nunca cheguei a comentar aqui. Ok. Vamos lá.

    Tenho lutado com um conceito há algumas semanas, era para ser um conto, virou uma novela e tinha potencial para se tornar um romance, mas eu não queria me render, lutei até o final para que fosse apenas uma novela.
    Ontem, às três e pouca da manhã, enquanto ouvia os dois últimos episódios lançados, percebi que tinha uma pequena mina de ouro nas mãos, agora estou trabalhando nisso e sinto que pode ter algum futuro. Talvez em alguns meses eu acabe meu primeiro (livro?) romance.
    Eu só tenho a agradecer ao Gente Que Escreve, tudo que tenho escrito desde o final de 2018 foi aprendido com vocês. Meus amigos devem estar cansados de receberem os links dos episódios no nosso pequeno grupo de autores, mas quem disse que eu ligo?
    Espero um dia ter dinheiro o suficiente para comprar todos os cursos do Fábio e conhecimento para entender todas as referências aos cantores de Blues presentes na hq Terapia (principal responsável por me fazer querer ser terapeuta inclusive).
    Hoje eu tenho apenas 16 anos, mas já sinto que escrever é o que quero fazer pelo resto da minha vida. Mesmo com minha família insistindo que ser escritora é uma péssima ideia, por isso pretendo conciliar minhas duas paixões, psicologia e escrita.
    Estou feliz por ter descoberto o podcast, aprendi tanta coisa com vocês, e hoje é as pessoas que buscam minha ajuda na criação de suas histórias. Fico toda orgulhosa quando isso acontece, sempre indico o Gente Que Escreve e quando abro a boca para falar de vocês não paro mais. Obrigada aos dois. O trabalho de vocês é incrível!

  3. Fábio e Rob, vocês são foda!
    Fiquei extremamente tocado pela sensibilidade de vocês, de verdade. Estamos vivendo um momento em que as pessoas gelaram completamente, e ter uma experiência oposta a essa realidade é algo que dá tanto gás, que vocês nem imaginam. Eu convivo diariamente com um misto de invisibilidade e olhares meio que de cima para baixo por conta da minha profissão. Mas não fico me vitimizando, pois sei que minhas escolhas que me trouxeram até aqui. São as curvas tortas da vida, agora é ir dando um passo de cada vez para sair dessa. E vocês têm contribuído imensamente nesse processo. Obrigado!
    O mínimo que posso fazer é tentar retribuir de alguma forma. Conheci esse ano o “Gente que escreve” e já escutei todos os episódios (alguns mais de uma vez). O próximo passo é ouvir em casa, tomando nota. Já indiquei para outras pessoas. Fiz questão de comprar “O dia em que a inspiração apareceu”, “A velha casa da colina” (lidos); “Débora e a copa” e “A última balada de Bernardo”. Gostei muito de ambos que li. Parabéns pelo trabalho. Estou me programando para participar do seu curso, Fábio, sobre leitura de estrutura. Acredito que com esse senso de comunidade a coisa funciona melhor e todos caminham no sentido certo.
    Fábio, parabéns pela conquista com “Snowglobe”. Fiquei muito feliz por você e está na minha lista das próximas compras.
    Foi oferecido esse espaço para eu publicar uma das minhas crônicas. Jamais faria isso se não fosse oferecido. Vou colocar uma das mais curtas para não ficar uma coisa enfadonha, ok? Desde já, agradeço pela atenção, pelo carinho, pelo conteúdo de sempre e pela gentileza ao abrir essa porta. Segue abaixo a crônica, grande abraço a vocês e continuem firmes por aí.

    PRETÉRITO IMPERFEITO

    Quase todas as vezes em que o dia amanhecia assim, minha maior ambição era ir até o banheiro, de onde voltava para minha cama e observava o cinza do lado de fora. Ouvia as gotas batendo no telhado, o que poderia ser poético, se este ruído não se misturasse com o das goteiras que aumentavam o volume de água nos baldes espalhados por esse quarto fodido.
    Roupas velhas e sujas, latas e garrafas vazias, livros espalhados e um cheiro acre, que, segundo o último amigo que aqui esteve, há mais de três meses, causava náuseas. Falei para que ele aproveitasse esse ensejo e me deixasse em paz. Parece que surtiu efeito. E assim têm sido meus dias, mergulhado em solidões, sendo a do âmago a que dilacera sem cessar.
    Como cheguei até aqui? Não, não me refiro a essa espelunca, até porque essa é uma de tantas que já me abriguei, não ligo para isso. Quero saber o porquê de o aluno tido pelos professores como cheio de potencial ter virado isso. Entre os amigos de infância, o notável, mas não me importava com isso, era um saco essa fama. Achava tanto os professores quanto os amigos, um porre, tediosos, não levando em consideração adjetivo algum a meu respeito, queria era andar. E andava.
    Às vezes, passava dias fora de casa, de um lado para o outro, dormia nos bancos de praças, parques ou até na areia, quando conseguia uma carona até a praia. Gostava de ficar sozinho olhando para aquela vastidão.
    Um dia, com meia dúzia de trapos que tinha, andei e não voltei mais para casa. Meu pai ainda é um homem triste por isso, ele não merecia tal contingência na vida. Primeiro a mulher, deixando-o com o filho pequeno, agora o filho que cresceu e aumentou a solidão do velho de forma compulsória, ao contrário da minha, pois quero que assim seja. Mas por quê?
    Continuava olhando para fora e aqui dentro não mudava nada, era aqui que estava o problema, lá fora não havia o que buscar. Um filete de medo finalmente brotou aqui dentro, pois, de alguma maneira, temia morrer sem sequer ter vivido. Mas chorar eu não vou. Uma vez escutei alguém cantando algo relacionado a se sentir como um vira-lata inseguro, sem fé no futuro, alguma coisa assim. Fé nunca tive. Futuro? Antes não tivesse. Mas então por que temer a morte, por que não a antecipar? Isso eu não sei, só sei que quando olho para trás, vejo como os professores e amigos estavam errados, certa estava a minha mãe, que abandonou o barco antes que ele afundasse.
    Hoje não vou trabalhar, vou jogar a água dos baldes pela janela e voltar para a cama, aqui está do jeito que eu gosto.

    João Carlos, inverno de 2008.

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