[Entrevista] Michelle Monaghan e os desafios de Controle Absoluto


Ela é linda. Ela é linda e em Controle Absoluto aproveita a fama de Shia LaBeouf para estrelar seu maior filme. Bati um papo com ela e concluí duas coisas: por muito pouco ela não é a Jessica Alba e, nem de longe, vai se candidatar a presidente dos EUA que nem a Rosario. Se liga! =D

E toda essa história de dirigir, pular e tudo mais… Como você conseguiu fazer?!

    Bem, eu brinco que com irmãos mais velhos eu sempre fiz muito disso. Eu meio que sempre fui moleca. Eu sou uma pessoa bastante ativa. Na minha vida pessoal, eu gosto de pular de pára-quedas. Eu vivo atrás de emoções. Definitivamente, se você me der a oportunidade de fazer essas cenas de ação, eu vou fazê-las. E eu e o Shia [LaBeouf, que estrela o filme com ela] pedíamos muito pra que deixassem a gente fazê-las, desde que não fossem nos machucar de verdade e nós fizemos. Cerca de 80, 90 por cento das cenas, o que é maravilhoso.

Como você se preparou fisicamente para…

    Sabe, eu não me preparei. Esse foi um problema. Eu meio que subestimei o quão difícil fisicamente seria. Shia e eu viemos de dois projetos e não imaginávamos o quanto teríamos de correr nesse filme. [No filme] A gente corre por três dias. Não sei o que eu estava pensando. E eu anda corria de salto. Então esse foi o problema, mas eu brinco que depois de seis meses, ao terminar o filme eu estava na minha melhor forma, eu juro. Minhas pernas estavam assim “wow, olha só”, sabe? E eu não fiz mais nada desde então. Eu pensei que tava tudo bem, depois de malhar por seis meses, eu estou bem agora.

Falando um pouco da história. Você acha que as pessoas estão meio paranóicas a ponto de precisar de filmes que nos mostrem que podemos estar sendo vigiados e o que isso pode implicar?

    Não acho que seja paranóia, pra ser honesta. Eu aho que as pessoas estão começando a descobrir o que realmente está acontecendo. O que eu acho fascinante é que, na pesquisa dos produtores e roteiristas esse assunto importava, eles queriam ter certeza que tudo que acontece no filme está acontecendo atualmente ou tem um potencial para acontecer muito, muito em breve. É algo que devemos nos preocupar e eu acho que existem Americanos que sabem que outros Americanos não fazem idéia disso. Eu espero que esse filme meio que abra os olhos das pessoas. É entretenimento, claro, mas eu quero que as pessoas meio que olhem para os aparelhos que têm em casa ou que eles vêem fora, nas ruas, e imaginem exatamente onde toda aquela informação está indo e quem está usando e como isso pode ser usado contra nós.

Qual foi a cena mais complicada pra você fazer?

    Definitivamente foi a do lugar de empacotamentos da DHL, que fica dentro do aeroporto de Los Angeles e foi WOW. Foram quatro dias num set que não foi exatamente feito para humanos trabalharem.

Vocês realmente filmaram lá?

    Sim, de verdade. A gente tava no meio daquelas cintas e tomando umas porradas. Muitos se machucaram. Foi preciso muita concentração porque lá tinham coisas que faziam com que a gente literalmente corresse e agachasse a toda velocidade e então mergulhasse numa rampa. Eu e Shia fizemos 90% das coisas, e a gente quis, claro.

Você se tornou uma atriz bem sucedida nessa indústria tão competitiva. Qual foi o segredo do seu sucesso?!

    Deus, sabe, é complicado. Eu escolho papéis diferentes, de diferentes gêneros. Eu acho que me ajuda. Não é necessariamente uma decisão consciente porque eu acho que vai me ajudar na carreira. São todas partes diferentes da minha personalidade. Eu gosto de ação, sou a rainha do drama. Gosto de comédia. Gosto de explorar tudo criativamente. E eu acho que, olhando para trás, que isso tudo me ajudou porque eu não penso que as pessoas possam me rotular. Eu posso ter mais sucesso porque tive mais oportunidades. Talvez seja uma das razões. Eu amo esse trabalho, realmente amo. E isso deve ajudar, né? Digo, se você realmente gosta de algo em que você vai trabalhar, você vai gostar e eu gosto. Ao menos tento.

Já que falamos de política, você vai votar?

    Claro que sim. Eu voto desde que tenho 18 anos e espero ansiosamente cada eleição para poder votar.

Já decidiu em quem?

    Bem, eu sou Democrata. Votarei no Obama. Mas pra mim, pessoalmente, não importa se você é Republicano ou Democrata. Digo, nós temos uma eleição histórica pela frente aqui nos EUA e talvez não seja grande coisa para outros países, mas uma potencial minoria num governo grande é bastante empolgante. O próximo presidente tem a oportunidade, eu penso, de mudar o escopo das coisas para as pessoas no mundo todo, não só aqui. Então eu estou absolutamente interessa, empolgada e um pouco nervosa.

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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4 thoughts on “[Entrevista] Michelle Monaghan e os desafios de Controle Absoluto

  1. “Nada se compara àquela entrevistada oca.”(2)
    hehehe
    A MICHELLE MONAGHAN é muito gata, mas ainda não me convenceu de que é talentosa.
    Já a ROSARIO…
    ROSARIO RULES!
    Saudações,

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