Anna Paquin comenta final de True Blood

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O fim está próximo em True Blood! E enquanto todo mundo se desespera para saber o destino de Sookie, Bill e, claro, como Maryann será derrotada, foi Anna Paquin quem conversou com este repórter para contar um pouco sobre o final bombástico da segunda temporada, que será exibido dentro duas semanas nos Estados Unidos. Fica a dica, não restará pedra sobre pedra!

SPOILERS PESADOS a partir desse ponto, leia por sua conta de risco.

True Blood conseguiu fazer de sua segunda temporada algo tão bom, ou até mesmo, melhor que seu ano de estréia. Muito mais que vampiros, foi a hora de inserir mais elementos religiosos e envolver até mesmo a mitologia grega na trama toda. Dois núcleos se firmaram: a guerra entre vampiros e a igreja radical, e o bacanal em desenvolvimento em Bon Temps por conta da influência de Maryann (Michelle Forbes).

Temporariamente, o arco envolvendo religião foi concluído e Jason Stackhouse [cada vez mais lesado] encontrou sua verdadeira motivação: fazer mais besteira do que antes! Claro que, às vezes, dá certo e, recentemente, sua “união” com Andy – o policial bebum –rendeu ótimas piadas. Entretanto, essa sub trama serviu para estreitar os laços entre Sookie (Anna Paquin) e Eric Northman (Alexander Skarsgard, lê-se “scarôs-gard”). Darth Maul ganhou um inimigo à altura como personagem mal aproveitado: Godric,um vampiro com mais de dois mil anos de idade apareceu e, rapidamente, entrou para a história. Claro que ele acabaria com o equilíbrio narrativo de True Blood, mas vê-lo partir tão rapidamente foi frustrante. É a dura realidade de uma série boa: a cada morte, um personagem bom se despede.

A trama principal ficou mesmo em Bon Temps, com Tara (Rutina Wesley) mergulhando cada vez mais no mundo maluco e sem limites de Maryann. Aos poucos, descobrimos se tratar de uma ‘menade’, uma das adoradoras de Bacco, ou Dionisio, os deuses grego e romano do vinho e do prazer. O objetivo de Maryann é invocar seu deus e, no processo, ser devorada por ele. Mas, nesse meio tempo, ela precisa criar as condições necessárias para tal feito. Um desses elementos é estar cercada por uma “família” de pessoas similares a ela, então toda a população de Bon Temps, pouco a pouco, cai num transe poderoso que envolve sexo exagerado, selvageria, busca total pelo prazer e, claro, canibalismo.

É, literalmente, a receita para o desastre. A entrevista a seguir aconteceu há três semanas, em Los Angeles, mas o episódio do último domingo deu mais dicas sobre essa revelação [Jason diz que “para salvar algo, às vezes é preciso destruí-lo]. Acompanhe o trecho:

SOS Hollywood: Alguma coisa interessante aconteceu durante as filmagens na Louisiana?
Anna Paquin: Destruímos uma cidadezinha. Literalmente. Pegamos uma cidade e transformamos na nossa cidade do programa. Fiquei com uma sensação de culpa ao dirigir pelo lugar e ver o tamanho do estrago. Os moradores apontando e querendo tirar fotos, e eu queria pedir desculpas pelo que fizemos.

O que eles falavam?
Eles foram tão legais com isso. Fiquei surpresa. Eu ficaria horrorizada de chegar em casa e ver que a cidade se transformou num set de filmagens todo despedaçado. Quer dizer, quebramos nossos equipamentos e cenários, mas a cidade ficou uma bagunça.

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Ou seja, vai tudo acabar destruição generalizada mesmo. Jason e Andy devem colocar a cidade a baixo, enquanto Bill, Sam e Eric lidam com Maryann. Como Maryann se alimenta das sensações dos moradores de Bon Temps, um meio de privá-la de seu poder é eliminando essa fonte de poder. Curioso como aí se aplica o conceito de “local sagrado”, que contém e potencializa o poder. As pessoas são catalisadores, mas sem essa força reunida, precisariam fazer tudo de novo para reenergizar a menade.

Mas fica a questão: Sam Merlotte vai se sacrificar pela sua cidade? Porém, lembremos que Maryann precisa de uma oferenda sobrenatural. Sookie também é sobrehumana! Será? Ela não pode morrer – a série é dela –, mas ficaria sem graça sem o Sam. Sam Trammell estava empolgado no dia das entrevistas e não deu pinta de quem morreria tão cedo. Enfim, é a agonia do último episódio. Fantástico!

Confira a entrevista completa com Anna Paquin, além de papo com Alan Ball e especial completo de True Blood na Sci-Fi News de setembro! =D

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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14 thoughts on “Anna Paquin comenta final de True Blood

  1. Barretão, se ler os livros, vai ver que o Alan Ball transformou o Godric em algo muito foda. Nos livros, ele aparece pouco, é fisicamente diferente e é um pedófilo. No seriado, Alan Ball o transformou de tal modo, que deu PENA dele ter se matado. Alan Ball é gênio.

    Eu espero que agora o Alan coloque mais a relação do Beeel com a Sook pra escanteio e foque mais no Eric e principalmente, na Pam, que tá sendo mal aproveitada.

    No mais.. PARABÉNS pela entrevista!!! Poderia entrevistar o Alex… *babona*

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  8. Pelos livros, era o Lafayete quem era pra estar lá no carro do Andy e não a Miss Janete.

    E com certeza o Sam não morre, a Maryann sabemos que não passa dessa temporada, e mesmo sabendo que o Bacco não irá aparecer, seria interessante se ele fosse invocado.

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