Ode ao Transporte Público em Los Angeles

Vá de Busão.. sei, sei!

Como já disse a vocês, ainda estou sem carro nessa cidade onde tudo é longe. Sem exceção. A razão pela qual fiquei sem blogar nada nessa semana – e os acessos foram lá pro chão.. haha – é que passei 3 dias envolvido com matérias nos Estúdios Walt Disney que ficam… longe!? Será? A cidade é Burbank, onde “teoricamente’’ vivia o personagem do Truman Show, ao lado de Los Angeles. De carro demora 15 minutos, sem brincadeira, rapidinho. A pé deve levar umas 4 horas, mas cansa e eu não sabia o caminho direito e chegar suado no evento não seria legal, então resolvi ir de busão!

Ah, um esclarecimento, curiosamente o ônibus chama Metro e o metrô é subway mesmo.

Pontos positivos do busão:
– Tem site para você planejar sua viagem. Aqui. É muito legal, já que os ônibus cumprem o horário. Sim, eu sei que isso é inviável ao extremo no Brasil, mas é uma ferramenta ótima!

– É vazio. Serve essencialmente para idosos, deficientes, chicanos pobres, mendigos e, claro, pro Barretão! Que paga de Ipod e lê livro em português – que é chique aqui – no meio da galera.

– Essa é bem legal: já que os deficientes usam e muitos dos velhinhos são meio cegos ou surdos, o busão tem um sistema de áudio e letreiro digital que avisa com antecedência todos os cruzamentos, ou seja, todos as paradas, já que, literalmente, tem uma em cada quarteirão.

Pontos negativos do busão:
– Embora o horário seja cumprido, se você precisa pegar mais que um ônibus, há uma espera que varia de 25 a 50 minutos entre um e outro.

– A quantidade grande de paradas e o fato de que, com a grade de horários todo mundo saber quando o danado passa, sempre há pessoas em praticamente todos os pontos. Ou seja, o tempo até o destino é bastante longo.

– Dentro de Los Angeles, especialmente, os motoristas desconhecem o termo Curva. O trajeto prevê apenas linhas de ônibus nas principais avenidas. Imagine um retângulo de pé, os ônibus cortam a cidade apenas no sentido longitudinal e cruzam todos os bairros envolvidos.

O resultado dessa brincadeira é que você tem que sair, pelo menos, duas horas para chegar a qualquer lugar. Foi assim para as entrevistas de As Crônicas de Spiderwick, que aconteceram em Beverly Hills, e a mesma coisa aconteceu com a Disney. E, claro, vai ser assim amanhã quando eu for entrevistar o Jack Black por Kung Fu Panda. O duro é que o filme é em Glendale, que fica uns 15 minutos da minha casa, e a entrevista acontece do lado de uma estação de metrô, que dá pra ir na boa. Mas essa coisa de fazer uma parte aqui e outra na casa do chapéu é mortal.

Mas dá para conhecer a cidade. Por exemplo, de ônibus eu vi os Poços de Piche de La Brea (La Brea é uma avenida), aquele que aparece no filme Volcano. Também conheci uma parte do Zoológico.

Tar Pits

Por conta do tempo, basicamente eu jogo 4 horas do meu dia pela janela. Ou seja, preciso de um carro. Aceito doações, food stamps, moedinha, qualquer coisa! Hehehe! Borbs, cadê o meu salário?

Ah, esqueci de dizer, sabe quanto custa o ônibus e o metrô? US$ 1,25. E tem um passe integrado que vale para o dia todo e custa US$ 5,00. Ou seja, com R$ 10,00, você pode usar o metrô e o ônibus quantas vezes quiser durante um dia!!!!

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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10 comentários sobre “Ode ao Transporte Público em Los Angeles

  1. Ah Barretao, eu tenho duas vans. Uma Dodge Caravan e um Plymouth Voyager. Esse segundo ta aqui parado. Quer? Hahaha
    O carro nao e novo mas anda que e uma beleza!
    😉

    Mas serio, como vc consegue ficar sem um carro homem? Eu nao conseguiria. Ainda mais aqui em Monterey que os onibus demoram uma eternidade pra passar. Vc tem que ter o itinerario na mao, senao…

    Boa sorte com suas andancas!

    Bjao!

  2. Pois é, Sim… oops… Veronica.
    Eu me viro sem carro. Tive que gastar dinheiro demais com hotel e taxi antes de alugar meu apartamento, que acabei gastando o dinheiro do carro.. agora preciso juntar uns 1000 dólares denovo pra dar entrada em um carrinho.. 🙂

    Eu vou de usado mesmo.. hehee.. se quiser vender, vamos negociar! 🙂

    bjsssss!!!

    Tiago.. eu não sei pilotar moto, fio. Só dirijo carro e X-Wing. Sou -2 pra pilotar Destróier e moto não tenho brevê! heeheh

  3. Tudo bem que em San Diego eu não saí muito do Downtown (só quando fui pro Zoo), mas eu NUNCA teria carro lá, se morasse naquela região. Pra todos os lugares que eu quis ir eu fui de ônibus, com os horários certos, paradas e castando US$1.25.

    Quando eu cheguei, ainda peguei trem em Carlsberg até SD e, de lá, ônibus até o Hostel. Não sabia como pagava aquilo (não tem catraca! =D), mas uma velhinha me explicou… E que coisa linda, não tinha que pagar — os US$5 da passagem de trem me davam ainda 2h de ônibus, dentro da cidade.

    Mas o mais interessante mesmo foi quando eu vim embora. Tava com duas malas (eu fui com uma, hehe) e o motorista abaixou o degrau, como se fosse entrar um cadeirante, esperou eu guardar as malas no bagageiro (sim, o ônibus que faz a linha do aeroporto tem bagageiro) e me deixou no terminal exato que eu tinha que embarcar.

    Isso sem contar aquilo que eu achava que era lenda urbana, do pessoal parar, independente da cor do farol, se você tá pra atravessar… Tudo bem que eu acho que isso é uma coisa mais “Californiana”, onde tem praia e o pessoal é mais relax (uma moça me cumprimentou na rua, como se me conhecesse!), mas enfim.

    @Veronica
    Soccer Mom. =D

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