Morte x Ego: O Dilema da Internet

O ato de comunicar mudou de mãos, mas quem é mais importante: quem comunica ou o que é comunicado?

por Fábio M. Barreto, de Los Angeles

Era noite de domingo, 5 de agosto de 2000. A Internet ainda era discada e vivia o auge da minha devoção a Guerra nas Estrelas, editando o fanzine e site Intrepid e ainda no comando do Conselho Jedi São Paulo que crescia em velocidade assustadora. Listas de discussão e, claro, sites – afinal, blogs ainda engatinhavam e serviam apenas como diários e disseminadores de futricas – eram os meios de comunicação dos fãs. Nessa noite, voltei para casa depois de um dia inteiro de vida offline, inclusive sem TV, para descobrir que Alec Guinness havia morrido. Deu no Fantástico. A notícia chegou pelo ICQ. Caio Donini disse: “você deveria deixar as senhas do Intrepid comigo também […], o Alec morreu e todo mundo falou menos o Intrepid”. Fato, a informação havia se disseminado rapidamente pelos núcleos Jedi e todo mundo ficou triste. Bem, por mais distante ou amargurado que fosse em relação à Saga, ele sempre seria Obi-Wan Kenobi. Mais tarde, ele seria objeto de uma das edições mais primorosas do Intrepid impresso, com colaboração de Igor de Oliveira e ilustração de capa de Hermes Barreto III. Entretanto, a grande lembrança dessa noite foi algo ruim e mais triste que uma morte: o sensacionalismo canalha oriundo de uma notícia lamentável. Um site concorrente na época, o JediBrasil, estampava com destaque “Em Primeira Mão: Morreu Alec Guinness”. À época me perguntei até onde nossa necessidade de se destacar supera o bom senso na Internet? A pergunta permanece sem resposta e tão atual quanto há dez anos. Basta olhar o modo como as mortes de Leslie Nielsen e Irvin Kershner foram tratadas.

Quando a Internet se descobriu como meio de informação dinâmica em massa, especialmente quando os primeiros fóruns entraram em operação e de forma definitiva com as mídias sociais, o jornalismo começou a ser questionado. Uma reação óbvia e necessária, afinal, pela primeira vez, de forma efetiva e clara, a informação começava a sair das mãos dos veículos – que passaram a servir apenas como fonte inicial – e se desenvolveram extensivamente na rede. Em quem acreditar? Como ler? Quem está certo: o jornal, a TV ou o internauta que recebeu a informação de uma fonte gringa antes de qualquer meio oficioso da imprensa divulgá-lo? Muitas dessas perguntas morreram sem resposta, afinal, o jogo mudou muito depressa e a informação perdeu valor ao ganhar exposição. Perdeu valor financeiro, pois antes podia ser mantida na manga e vendida a bom preço ao maior pagador; não mais, afinal, agora tudo isso pode ser encontrado gratuitamente, em diversos formatos, línguas, mídias (podcast, texto, videolog, etc) e graus de credibilidade – desde o pequeno blog iniciante que copia tudo que vê pela frente, até a webcelebrity tosca que tuita para milhares e “estabelece” a verdade do momento. O que isso tem a ver com o parágrafo inicial? Tudo. Quando a notícia perdeu o status de material privilegiado, brigar por sua autoria ou velocidade de publicação se tornou o novo pote de ouro da informação. Todo mundo quer ser fonte, poucos se contentam em ser leitores e a Internet vive um curioso momento de eco ad infinitum quando alguma coisa relevante acontece.

Nem mesmo os sites e blogs conseguiram suplantar os jornais nesse aspecto perdendo a briga, rapidamente, para o indivíduo como informante e analista. Leslie Nielsen morreu e, só na minha timeline do Twitter, 84 pessoas noticiaram o fato. Não por RT da notícia inicial ou de algum texto mais completo sobre o falecimento do comediante, mas de forma própria. Leslie Nielsen morreu. Frank Drebin morreu. Só agora fiquei sabendo que o Leslie Nielsen morreu? Quase furo, Leslie Nielsen Morreu foram alguns dos tweets que recebi. Isso sem contar nas confusões provocadas pela “necessidade da velocidade”, com “críticos virtuais de cinema” trocando nome de filmes, confundindo Loucademia de Polícia com Corra que a Polícia Vem Aí, por exemplo, ou os inúmeros tuiteiros que erraram o nome do ator. Mais reação do que ação planejada. O pensamento parece ser o de: “Putz, morreu. Vou tuitar/postar”. 140 caracteres ou um parágrafo com foto depois, está feito, numa velocidade impressionante. Quando Michael Jackson morreu foi diferente. Todo mundo falava do TMZ, afinal, era uma notícia difícil de se acreditar pela grandiosidade da figura. Com “gente menor” fica mais fácil, se morreu, dois ou três sites famosos falaram, então morreu mesmo. O ponto é: o internauta não se contenta como receptor e faz de tudo para se envolver, para se relevante, para ter significância nessa nova ordem.

O resultado é essa dinâmica extrema que se vê há mais de um ano: discussões polarizadas sem disposição para entendimento de argumentação; queda drástica e latente na capacidade de leitura – com respostas radicais baseadas na não compreensão da mensagem inicial –; e um cenário preocupante até mesmo para as novas mídias: a pesquisa e análise estão caindo em desuso. Elas existem e muitos blogs as praticam, mas olhando para a massa e sem precisar dos conceitos psicohistóricos de Hari Seldon, não é preciso de muito para notar que o nivelamento por baixo já aconteceu e foi culpa direta das celebridades virtuais, que, na maioria das vezes, nunca fizeram nada digno de fama. Mas abriram precedentes para novas gerações de malucos, radicais, desbocados, puxa-sacos, alucinados, piadistas de ocasião e oportunistas continuem o ciclo.

Saber ouvir ensina muito. Quando pouca gente está disposta a ouvir e só quer falar, o ruído é inevitável e aprende-se menos. Diversos estudos sociais apontam o fato óbvio do “nunca tivemos tanto acesso a informação”, entretanto começo a suspeitar de um erro no foco dessa declaração. Olhando só para a produção virtual brasileira, proponho que nunca produzimos tanto para tão poucos. Dezenas de podcasts são gravados, editados e publicados semanalmente; milhares de posts feitos em blogs, centenas de milhares de tuites, mensagens no Facebook e Orkut. E digo mais, essa produção é auto-gerada. Distante da pesquisa bibliotecária, muito do que é dito se origina na impressão do autor, no desejo reprimido ou superado do comunicador, no interesse pessoal – ou corporativo, no caso dos posts patrocinados – e na necessidade de se criar uma grife pessoal, de ficar famoso, de se manter relevante, portanto, ser pago por isso.

Ouvir falar em Orkutização do Twitter ou coisas do gênero chega a ser hilário, pois é apenas mais um daqueles conceitos vazios adotados por uma classe dominante auto-proclamada que já nasceu orkutizada, não reconhece seus limites, tem certeza que sabe de tudo e não percebe lutar diariamente para encontrar validação, criar seus heróis e difundir sua cultura, que, na maioria das vezes, não passa de uma sombra do que restou dos anos 80 e 90.

Falar sobre Leslie Nielsen é o mesmo que “lamentar” a morte do Papai Papudo, uma emoção emprestada e exagerada pela força do texto. Gostávamos do personagem, do ator, de suas piadas, mas alguém realmente ficou triste ou chorou com isso? Não. Nada de errado com isso. Mas que tristeza é essa que dura 15 segundos, a não ser que seu post exploda ou você consiga colocar uma tag nos Trending Topics? E isso só funciona com gente bem famosa, que passa na Sessão da Tarde, ou que a “elite” virtual abrace. Irvin Kershner morreu e quase ninguém falou. Morreu hoje, em Paris (o Hollywood Reporter diz Paris, a Veja.com diz Los Angeles, acho que erro de tradução, outras fontes falam Flórida). Morreu no ano em que O Império Contra-Ataca completa 30 anos. Morreu sem voltar a dirigir Guerra nas Estrelas privando muita gente da sensibilidade que fez um marionete – Yoda – emocionar e se tornar inesquecível.

É a questão levantada anteriormente. Quem são os heróis e figuras que realmente emocionam essa geração? Michael Cera (cópia bizarra do Ferris Bueller), Lady Gaga (cópia bizarra da Madona), Justin Bieber (erro bizarro da existência), aquele pessoal de Crepúsculo? Ninguém sabe ao certo. É difícil julgar o presente ou encontrar real significado na cultura do “mais foda e awesome da semana às 4 da tarde”. Complicado saber o que é bom quanto tudo é fabuloso! Talvez Robert Downey Jr. Seja o exponencial dessa equação, mas, mesmo ele, é a reinvenção de sua versão fracassada; que tinha feito Chaplin e mais nada tão efetivo. E é seu personagem mais marcante que define tudo isso: Eu sou o Homem de Ferro. Equivalente a dizer, Eu sou Relevante, Eu sei mais do que você, Eu tenho um blog, Eu sou podcaster, Eu sou Twitteiro do Ano, Eu comunico, Eu… Eu… Eu. Andy Warhol ficaria assustado com a simplicidade de sua profecia midiática perto da realidade atual. Com tanto eu, há espaço para a verdadeira tristeza ou pelo trabalho em prol do próximo? Comunicar é transmitir, informar, educar, ajudar e, acima de tudo, respeitar. Quando o ego reina, nada disso existe.

Sobre 

Fábio M. Barreto roteirista e diretor de cinema e TV. Baseado em Los Angeles, nos Estados Unidos, atuou como criador de conteúdo multimídia, mentor literário e é escritor premiado e com vários bestsellers na Amazon.com.br. Criador do podcast "Gente Que Escreve" e dos cursos "Escreva Sua História" e "C.O.N.T.E. - Curso Online de Técnicas para Escritores".

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23 comentários sobre “Morte x Ego: O Dilema da Internet

      1. claro que fui plano no comentário, mas a idéia é LER e saber disso.

        não digo só o problema do conteúdo, porque as pessoas que “espalham” as noticias por aí por conta do ego… ESTAS MESMAS muitas vezes não lêem o que “retuitam”.

        Ou se lêem, nao abstraem absolutamente nada.

        Se não me engano, acho que uma matéria da superinteressante sobre as “pessoas” de hoje em dia, que ficam ligadas 24horas na net.

        Acompanham 636547878 de tuitterz, 463654678 blogs, 436574 pessoas no facebook orkut e whatever o que seja…
        Mas não conseguiriam ler esse texto do Fábio, porque é “muito grande”

        ou mesmo se lerem, se alguem perguntar 5 minutos depois algo do texto, não saberão.

        essa é a questão!!
        ninguem abstrai mais nada!

  1. Como disse Saramago numa entrevista para o Globo: “Os tais 140 caracteres reflectem algo que já conhecíamos: a tendência para o monossílabo como forma de comunicação. De degrau em degrau, vamos descendo até o grunhido.”

    Não concordo integralmente, pois em sua excessencia e primitivismo o twitter dá voz para as pessoas, que baseado em sua relevancia, se propaga.
    O problema está no valor do que é relevante. E o problema sempre foi esse.

    Enquanto há 10 anos um tiozinho comentava durante o Jornal Nacional “essa cambada de vagabundo tem que morrer” e apenas sua esposa e filhos ouviam, hoje ele pode ‘twittar’ e se transformar numa Mayara Petruso.
    Ser ouvido (ou seria, lido?) é um tipo de poder, e como todo poder, é tentador e viciante. É onde a merda acontece: A massificação da batalha de ego jornalistica, o que antes se resumia a uma briga de editores que brigavam pelo melhor furo banhado em seus próprios interesses, agora é uma enorme batalha de 140 caracteres onde uns dão “seu furo” baseado no seu próprio interesse obscuro, que geralmetne são um dos 3: 1-Apenas ganhar seguidor de forma vazia; 2- Defender visão y de forma x y z; 3-Defender visão x de forma z,y,x.
    As opção 2 e 3 geralmente terminam em cruzadas religiosas onde todos se dividem, escolhem um lado e pegam suas armas. +/- o que aconteceu na funebre eleição de 2010.
    E como tudo nessa vida, é banhado em ego.
    Adicione uma pitada de hype (o mantra das indústrias de entretenimento hoje em dia. Não se vende mais qualidade e sim fabulosidades), e temos uma versão pessoal do que o Deus bíblico devia enfrentar a milhares de anos: O poder de ouvir toda a merda que todo mundo pensa.

    Onde fica o mute? Na boa e velha formação cultural da pessoa, que tem que aprender desde sempre a ler, interpretar e tudo mais.

    Enfim, não vou me extender mais do que já fiz. Até porque eu faço parte desse processo (meu nick que o diga, apesar de o intuito dele não ter sido esse no inicio).

  2. Brilhante Fábio.

    Você poderia ter escrito linhas hipócritas de tristeza e lamentação – como está acontecendo por aí com o Leslie, grande ator do Loucademia de polícia haha – mas não, deu uma lição de humanidade ao falar sobre o pouco mencionado falecimento do Irvin e de realismo ao constatar todo o egoísmo/superficialidade dá maioria nas redes sociais, a morte virou um evento e todos querem um pedaço do corpo, triste.

    E só te parafraseando, complicado saber o que é bom quando até o duvidoso é fabuloso! =)

  3. Nossa, acabei de chegar e descobri que Irvin Kershner morreu nesse texto e jogo no Google e tem um milhão de notícias vazias e etc. Foi mais digno ter descoberto assim, sem tristeza barata.
    Acho que hoje em dia tudo está mesmo banalizado, sensacionalismo reina, vide a cobertura quase de Copa feita no RJ.

    Concordo com o Alan quanto a voz que essas mídias nos dão, é bom ser ouvido porque só assim poderemos ter espaço nas discussões e mudar alguma coisa. O problema é que agora todos são ouvidos e ninguém mais dá valor a isso, o ritmo da informação é mesmo assustador e como tudo passa rápido demais, quando vamos discutir e refletir sobre tal assunto ele já ficou velho e acaba que não discutimos nada, não pensamos sobre nada.
    Acredito que o povo precisa ter voz e a internet nos dá isso, mas essa voz não esclarecida infelizmente nos deixa mais próximo do “grunhido”.

    O que me preocupa é o meio-termo nessa história toda. Criticar a pouca leitura, falta de capacidade de ouvir, banalização da informação e etc é um direito e uma verdade, porém como fazemos para mudar? Tirando a voz até que o povo passe a desejá-la quase como numa ditadura? Como conscientizar as pessoas desse poder de ser ouvido? Eu sempre me pego procurando uma saída, mas ainda não achei nenhuma que atinja a todos e enfraqueça o ego, é difícil enfraquecer algo de que todos, sem exceção, são reféns.

    Enfim, muito bom o texto, me trouxe boas [ou não] reflexões. Parabéns!

  4. Belo texto Fábio, que fala mais sobre gente, sobre o “atropelamento” dessa gente em busca de sucesso.
    É, acho que todos acompanhamos um ou outro que segue por esse caminho, divulgar pra ser notado.
    Mas sei lá, o mundo sempre foi assim, o que muda são os meios.
    Sempre existiu aqueles que querem “aparecer”, e sempre vai existir. Talvez agora, isso seja muito mais fácil, com essa loucura que é a internet, esse meio de divulgação instantânea que mal damos conta de acompanhar.

    No meu Twitter hoje, único comentário sobre Leslie Nielsen: “Apertem os Cintos… O Piloto Sumiu, quem como eu, viu no cinema? Aliás no mesmo dia vi Branca de Neve. #LeslieNielsen”.
    Pois é, vi no cinema! E se não foi a primeira vez que fui ao cinema, foi uma das primeiras, pois as lembranças que tenho desse filme, são desse dia. Do filme, e das coisas que aconteceram no dia, passeio, pipoca, etc…
    Eu não era super fã do cara (íntima eu né), mas me diverti muito vendo este filme no cinema e depois alguns outros na TV.

  5. Seu texto me lembrou uma piadinha que ouvi quando era mais novo, mas que nunca me esqueci e ela até que combina com a situação:

    Um anão estava passeando no centro de uma cidade, quando ele ouviu um barulho de derrapar de rodas e depois o som de um corpo caindo no chão. Curioso, ele correu até o local mas não viu nada, pois se formou uma roda de pessoas tão curiosas quanto, impossibilitando o anão de enxergar qualquer parte.

    Por mais “licença” que o anão falava e pedia, ninguem o ouvia, todo mundo só comentando “meu deus, que horror” ou “coitado…”. Aí, num acesso rápido de criatividade, o anão grita EU SOU PARENTE DA VITIMA!

    Todos param de falar e olham assustado para o anão. Ele olha todo mundo convicto e vai até o centro da roda, finalmente poderia ver acidente. Ao chegar lá, viu que o carro havia atropelado um burro.

    1. Uai, Wagner, então ele era parente mesmo do atropelado: era primo! Afinal de contas, jumento é um primo genético do burro!

      Quanto ao texto, meu caríssimo jornalista Barreto, concordo de forma absurda com o que disse.
      A relevância das coisas foram distorcidas, a nova ordem é falar-falar-e-falar, mas cadê o ouvir-aprender-e-analisar??

      Eu já caí no erro da tentativa de me tornar uma “celebridade virtual”. Eu teria vergonha deste período, se não fosse o fato de ter percebido o erro e poder me redimir.

      Mas deixo uma pergunta: ecoar conteúdo cultural relevante é redundante? Por exemplo: sites novos que tratam de questões filosóficas, psicológicas e históricas, algumas vezes trazem à tona assuntos já tratados num passado (distante ou não). Seria isto redundante?

  6. Excelente texto Fábio.
    Ultimamente estou muito desanimada para escrever justamente porque todos gostam dos benditos 140 caracteres.
    Enviam uma dúzia de recados em DMs do twitter mas não tem a capacidade de escrever um e-mail ou mesmo pegar um telefone. E, alguém falou muito bem aí em cima, acham que textos como o seu são “grandes demais”.
    As pessoas tem preguiça de ler e pior, tem preguiça de pensar.

  7. Crise da cultura de massas a gente vê desde o final da década de 90. A questão parece ser o problema de querer ser inteligente sem querer sair da zona de conforto: aparência é o que dita, né?
    Acho que é isso que vemos hoje, sobretudo devido à indecisão, angústia juvenil e imediatismo gerado pela internet. Afinal, ela foi criada para isso, divulgação de informação, quer ela seja sua ou não.
    Pena. Sendo tosco, falo mesmo: “De pensar morreu um burro. De não pensar morreu a humandiade”

  8. Barretão, sei que é chover na enchente, mas que matéria animal, cara! Falou tudo, tudo , e mais um pouco.

    Agora sobre o Nielsen realmente fiquei bem triste sim, tenho 38 anos e cresci vendo suas comédias. Tenho todos os seus “clássicos” em DVD, rs. Mas ao mesmo tempo fiquei em paz por ver que já era um negócio da idade e tal. Só por comparação, não liguei tanto pra morte do Coringa por exemplo.

    Outra grande perda que senti foi a do “Mestre dos Bonecos” Stan Winston. Que descansem em paz!

    Valw Barretão!

  9. Barreto,
    Parabéns pelo texto, ele representa exatamente o que eu sinto com a internet, mas nunca escrevi. Todos nós nos tornamos “produtores de conteúdo” e a informação passou a ser produzida por qualquer um, basta ter algum tipo de acesso a internet. Acredito que o papel do jornalista, nesse momento, é de “colher e tratar” as informações, mesmo as que vem das redes sociais. Vejo isso com o caso do apagão de 2009, quando o twitter se tornou muito útil pra passar informações, através dos celulares, já que as operadoras de tv e rádio estavam enfrentando problemas com as transmissões. Porém da mesma forma que temos “fontes” espalhadas em todos os locais do mundo, armadas com seus smartphones, temos que tomar cuidado com a informação pois as pessoas tendem a acreditar em tudo que é repetido diversas vezes, nesse caso o meio é a internet e repetição o Retuíte.

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